BOM
DIA EVANGELHO
DIA 3 DE NOVEMBRO - TERÇA-FEIRA
XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM *(VERDE – OFÍCIO DO
DIA)
Oração do dia
Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a
graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das
vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo.
Evangelho (Lucas 14,15-24)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor (Mt 11,28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 14 15 um dos convidados disse a Jesus: "Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus!"
16 Respondeu-lhe Jesus: "Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.
17 E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: ‘Vinde, tudo já está preparado’.
18 Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: ‘Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado’.
19 Disse outro: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado’.
20 Disse também um outro: ‘Casei-me e por isso não posso ir’.
21 Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: ‘Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22 Disse o servo: ‘Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar’.
23 O senhor ordenou: ‘Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa.
24 Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia’".
Palavra da Salvação.
Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor (Mt 11,28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 14 15 um dos convidados disse a Jesus: "Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus!"
16 Respondeu-lhe Jesus: "Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.
17 E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: ‘Vinde, tudo já está preparado’.
18 Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: ‘Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado’.
19 Disse outro: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado’.
20 Disse também um outro: ‘Casei-me e por isso não posso ir’.
21 Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: ‘Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22 Disse o servo: ‘Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar’.
23 O senhor ordenou: ‘Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa.
24 Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia’".
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O BANQUETE DO REINO
A resposta ao convite do Reino não pode ser adiada indefinidamente. Nem é sensato ficar se desculpando, pois esta é uma forma de rejeitá-lo. A paciência de Deus tem limites. Seu projeto de salvação não será frustrado pela má vontade humana.
A parábola do banquete sublinha a necessidade de assumir uma atitude responsável diante do apelo de Deus. Os convidados para a festa eram pessoas de gabarito: latifundiários, pecuaristas, homens respeitáveis. Quando chamados para o banquete, cada qual encontrou uma desculpa. As preocupações mundanas impediu-os de participar da alegria do Reino de Deus. E o apelo de Deus ficou sem resposta, pois exigia que superassem o apego desmedido às suas propriedades e se abrissem para a partilha e a comunhão. Eis uma grave falta de consideração para com Deus.
Quem preparara o banquete não se deu por vencido: mandou que a sala ficasse cheia de todos quantos fossem encontrados pelo caminho: pobres, aleijados, cegos e coxos. Esses não tinham como recusar o convite, seja porque necessitavam de alimento, seja porque não tinham nada que os impedisse de ir imediatamente.
A conclusão é clara. Quem tem o coração apegado aos bens deste mundo não tem tempo para Deus. Só responde ao convite e participa das alegrias do Reino quem se coloca, como pobre, diante de Deus.
A resposta ao convite do Reino não pode ser adiada indefinidamente. Nem é sensato ficar se desculpando, pois esta é uma forma de rejeitá-lo. A paciência de Deus tem limites. Seu projeto de salvação não será frustrado pela má vontade humana.
A parábola do banquete sublinha a necessidade de assumir uma atitude responsável diante do apelo de Deus. Os convidados para a festa eram pessoas de gabarito: latifundiários, pecuaristas, homens respeitáveis. Quando chamados para o banquete, cada qual encontrou uma desculpa. As preocupações mundanas impediu-os de participar da alegria do Reino de Deus. E o apelo de Deus ficou sem resposta, pois exigia que superassem o apego desmedido às suas propriedades e se abrissem para a partilha e a comunhão. Eis uma grave falta de consideração para com Deus.
Quem preparara o banquete não se deu por vencido: mandou que a sala ficasse cheia de todos quantos fossem encontrados pelo caminho: pobres, aleijados, cegos e coxos. Esses não tinham como recusar o convite, seja porque necessitavam de alimento, seja porque não tinham nada que os impedisse de ir imediatamente.
A conclusão é clara. Quem tem o coração apegado aos bens deste mundo não tem tempo para Deus. Só responde ao convite e participa das alegrias do Reino quem se coloca, como pobre, diante de Deus.
(O comentário do
Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese
Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
MEMÓRIA FACULTATIVA
SÃO MARTINHO DE LIMA
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)
Oração do dia:
Ó Deus, que conduzistes são Martinho
de Lima à glória do céu pelos caminhos da humildade, Dai-nos seguir de tal modo
seus exemplos na terra que sejamos com ele exaltados no céu. Por Nosso Senhor
Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Santo do Dia
Comemoração SANTO MARTINHO DE LIMA
Martinho de Lima, ou melhor, Marinho de Porres, conviveu com a
injustiça social desde que nasceu, em 9 de dezembro de 1579, em Lima, no Peru.
Filho de Juan de Porres, um cavaleiro espanhol, e de uma ex-escrava negra do
Panamá, foi rejeitado pelo pai e pelos parentes por ser negro. Tanto que na sua
certidão de batismo constou "pai ignorado". O mesmo aconteceu com sua
irmãzinha, filha do mesmo pai. Mas depois Juan de Porres regularizou a situação
e viveu ainda algum tempo com os filhos, no Equador. Quando foi transferido
para o Panamá como governador, deixou a menina aos cuidados de um parente e
Martinho com a própria mãe, além de meios de sustento e para que estudasse um
pouco. Aos oito anos de idade, Martinho tornou-se aprendiz de barbeiro-cirurgião,
duas profissões de respeito na época, aprendendo numa farmácia algumas noções
de medicina. Assim, estava garantido o seu futuro e dando a volta por cima na
vida. Mas não demorou muito e a vocação religiosa falou-lhe mais alto. E ele,
novamente por ser negro, só a muito custo conseguiu entrar como oblato num
convento dos dominicanos. Tanto se esforçou que professou como irmão leigo e,
finalmente, vestiu o hábito dominicano. Encarregava-se dos mais humildes
trabalhos do convento e era barbeiro e enfermeiro dos seus irmãos de hábito.
Conhecedor profundo de ervas e remédios, devido à aprendizagem que tivera,
socorria todos os doentes pobres da região, principalmente os negros como ele.
A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a
medicina foi agraciado com dons místicos. Possuía muitos dons, como da
profecia, da inteligência infusa, da cura, do poder sobre os animais e de estar
em vários lugares ao mesmo tempo. Segundo a tradição, embora nunca tenha saído
de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na
África, no Japão e até na China. Como são Francisco de Assis, dominava,
influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o
seguiam a um simples chamado. A fama de sua santidade ganhou tanta força que as
pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de
proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste
epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho
associou às ervas a fé, e com o toque das mãos curou cada um deles. Morreu aos
sessenta anos, no dia 3 de novembro de 1639, após contrair uma grave febre.
Porém o padre negro dos milagres, como era chamado pelo povo pobre, deixou sua
marca e semente, além da vida inteira dedicada aos desamparados. Com as esmolas
recebidas, fundou, em Lima, um colégio só para o ensino das crianças pobres, o
primeiro do Novo Mundo. O papa Gregório XVI beatificou-o em 1837, tendo sido
canonizado em 1962, por João XXIII, que confirmou sua festa no dia 3 de
novembro. Em 1966, Paulo VI proclamou são Martinho de Porres padroeiro dos
barbeiros. Mas os devotos também invocam sua intercessão nas causas que
envolvem justiça social.
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