segunda-feira, 31 de maio de 2021

 

BOM DIA EVANGELHO


01 JUNHO DE 2021-Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Cerimônia de proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Crédito: CDM/Santuário Nacional REDAÇÃO CENTRAL, 31 mai. 21 / 10:15 am (ACI).- Há 90 anos, em 31 de maio de 1931, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada padroeira do Brasil, em uma cerimônia que reuniu uma multidão no Rio de Janeiro (RJ), então capital federal. A consagração solene ocorreu após o papa Pio XI ter assinado decreto no ano anterior conferindo este título à Mãe Aparecida. A historiadora Tereza Pasin, autora do livro “Senhora Aparecida”, contou em entrevista à ACI Digital que aquela data foi importante não só para Aparecida, mas para o Rio de Janeiro e todo o país. “Foi a primeira saída de Nossa Senhora, uma viagem oficial e a imagem levada ao Rio de Janeiro para a proclamação foi a encontrada no rio Paraíba do Sul, não um fac-símile”.

 Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que destes a São Justino a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho segundo São Marcos (12,13-17).

Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse.
Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?».
Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver».
Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César».
Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus
.(Tradução litúrgica da Bíblia)

Tertuliano (c. 155-c. 220)-teólogo-A ressurreição dos mortos, 5-6 -«De quem é esta imagem?»

Na constituição do mundo, «tudo foi feito pelo Verbo e sem Ele nada foi feito» (Jo 1,3). É também a Palavra de Deus que opera na criação do homem, dado que sem ela nada foi feito. Com efeito, Deus começou por dizer: «Façamos o homem»; mas, para exprimir a superioridade desta criatura sobre todas as outras, deu-lhe forma com a sua própria mão; por isso, está dito que «Deus modelou o homem» (Gn 2,7). [...] Diz a Escritura que Deus modelou o homem com o barro da terra. Ainda era apenas barro, e já a palavra «homem» é pronunciada. Que honra prodigiosa para o lodo, esse nada, a de ser tocado pelas mãos de Deus! Não teria bastado esse simples contacto para Deus formar o homem? Contudo, ao vermos Deus trabalhar esta lama, compreendemos que se trata de uma obra extraordinária: as mãos de Deus trabalharam, amassaram, estenderam e deram forma a esta lama, que se foi enobrecendo a cada impressão das mãos divinas. Podemos imaginar Deus ocupado, aplicado inteiramente nesta criação, com as mãos, o espírito, a atividade, o conselho, a sabedoria, a providência e sobretudo o amor a orientarem-Lhe o trabalho! É que, neste lodo que amassava, Deus entrevia já Cristo, que um dia seria homem como este lodo: Verbo feito carne, como esta terra que Ele tinha entre as mãos. É este o sentido desta primeira palavra do Pai a seu Filho: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança» (Gn 1,26). Deus modelou o homem à imagem de Deus, quer dizer, segundo Cristo. [...] Este lodo que assumia a imagem de Cristo, tal como Se manifestaria na sua incarnação futura, não era somente obra de Deus, era também uma garantia de Deus.

Santo do Dia: São Justino

Justino nasceu no ano 103. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão, um grande filósofo grego. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão.

Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo. Foi batizado no ano 130 na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo.

No ano seguinte estava em Roma e evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo. Deixou muitos livros importantes cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina da Igreja. Seus registros fornecem importantes informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja primitiva.

Escreveu, defendeu e argumentou em favor do Cristianismo e por isto foi considerado de tal modo ilegal que foi vítima da denúncia de um filósofo pagão, o qual o levou ao tribunal. Acabou flagelado e decapitado em 164 na cidade de Roma, junto com outros companheiros que como ele testemunharam sua fé em Cristo.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Justino procurou a unidade e a conciliação entre paganismo e cristianismo, entre filosofia e revelação. Homem culto e dotado de grande fé, Justino lançou as bases de uma verdadeira filosofia cristã. Foi um leigo interessado pelos assuntos da fé e foi martirizado por defender a verdade e a fidelidade ao Evangelho.

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bom dia 31. maio. 2021

 

BOM DIA EVANGELHO


31 DE MAIO DE 2021-Visitação de Nossa Senhora – Festa

Papa Francisco no ângelus de 23 de maio. Foto: Daniel Ibanez / ACI Group - Vaticano, 30 mai. 21 / 07:57 am (ACI).- Diante de um grupo de fiéis reunidos na Praça de São Pedro neste domingo, 30 de maio, dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade, o papa Francisco destacou que Deus não é solidão, e sim comunhão. “Hoje nesta festa, celebramos Deus, o único Deus, três pessoas que não são três deuses, é um só Deus”, destacou o pontífice. As pessoas da Trindade não são “adjetivações” ou “emanações” de Deus, “são verdadeiras pessoas” a "quem podemos rezar".  O papa ensinou que a Trindade é a fonte da unidade da Igreja e é "essencial para todo cristão". “A Santíssima Trindade é um mistério imenso, que excede a capacidade de nossa mente, mas que fala ao nosso coração, porque o encontramos encerrado naquela expressão de São João que resume tudo do Apocalipse: "Deus é amor" (1 Jo 4,8.16)”.

Oração: Querido e bom Deus, dai-nos, pela intercessão de santa Camila, a graça de perseverar no vosso amor e ser instrumento de paz e de amor no meio da humanidade. Concedei-nos ser fervorosos participantes da Eucaristia e zelar pelo anúncio do Reino. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho do dia

Evangelho segundo São Lucas 1,39-56.

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas,
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.
Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.(Tradução litúrgica da Bíblia)

.Beato Charles de Foucauld (1858-1916)-eremita e missionário no Saara -Considerações sobre as festas do ano -«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente»

Maria, minha Mãe, a festa de hoje é uma festa vossa e uma festa de Jesus; pois, tal como a festa da Purificação, que é sobretudo a Apresentação de Jesus, também a festa da Visitação é uma das vossas festas mais belas, mas é, acima de tudo, uma festa de Nosso Senhor, pois é Ele que age em vós e através de vós. A Visitação é «o amor de Cristo [que] nos urge» (2Cor 5,14), é Jesus que, mal entrou em vós, teve sede de fazer outros santos e felizes. Pela Anunciação, Ele manifestou-Se e deu-Se a vós, santificando-vos maravilhosamente; mas não Lhe bastou: no seu amor pelos homens, quis de imediato manifestar-Se e dar-Se, através de vós, a outros, quis santificar outros e por isso fez que O transportásseis a casa de São João Batista. [...] O que a Virgem santa vai fazer na Visitação não é uma visita a sua prima para se consolarem e se edificarem mutuamente pela narrativa das maravilhas que Deus fez nelas; menos ainda é uma visita de caridade material para a ajudar nos últimos meses da gravidez e no parto. É muito mais do que isso: ela vai santificar São João, vai anunciar-lhe a Boa Nova [...], não através de palavras suas, mas levando-lhe o silêncio de Jesus. [...] O mesmo fazem as religiosas e os religiosos que se entregam à contemplação nos países de missão. [...] Ó minha Mãe, fazei com que sejamos fiéis à nossa missão, a esta bela missão que recebemos: que levemos fielmente a essas pobres almas, que estão mergulhadas «nas sombras da morte» (Lc 1,79), o divino Jesus.

Santo do Dia: Santa Camila Batista da Varano

Camila era filha primogênita do príncipe Júlio de Varano, fruto de uma aventura amorosa com uma nobre dama da corte. Nasceu em 09 de abril de 1458. Cresceu bela, inteligente, caridosa e piedosa. Tinha uma personalidade sedutora e divertida, apreciava dançar e cantar.

Ainda criança, depois de ouvir uma pregação sobre a Paixão de Jesus Cristo fez um voto particular: derramar pelo menos uma lágrima todas as Sextas-feiras, recordando todos os sofrimentos do Senhor. Porém, tinha dificuldade para conciliar o voto à vida divertida que levava, quando não conseguia vertê-la sentia-se mal toda a semana.

Aos dezoito anos sentiu o chamado para a vida religiosa, mas seu pai não permitiu. Camila ficou sete meses doente por causa disso. Seu pai fez de tudo, mas ela não desistiu. Após dois anos, acabou consentindo. Assim, aos vinte e três anos, em 1481, ingressou no mosteiro das Clarissas, e tomou o nome de Irmã Batista.

Os anos que se sucederam foram de grandes experiências místicas para Camila Batista, sempre centradas na Paixão e Morte de Jesus Cristo. Escreveu o famoso livro "As dores mentais de Jesus na sua Paixão", que se tornou um guia de meditação para grandes Santos. Morreu com fama de santidade, em 31 de maio de 1524.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Santa Camila nutria especial devoção pela Paixão de Cristo e pela Eucaristia. É dela a meditação que aconselha os fiéis a comungarem o corpo de Cristo como verdadeiro alimento do corpo e do espírito. “Aquele, pois, que deseja saborear a Paixão de Cristo não deve se contentar com as chagas e o sangue que aderem a esse vaso sagrado da humanidade de Cristo. Que entre dentro do próprio vaso, quero dizer, dentro do coração do Cristo bendito, e ali será saciado até mesmo além de seus desejos”.

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quinta-feira, 27 de maio de 2021

bom dia evangelho - 28 de maio de 2021

 

Bom dia evangelho


28 de  maio de 2021-Sexta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Grupo do Terço dos Homens / Foto: Julio Grandi - THMR Belém do Pará -REDAÇÃO CENTRAL, 26 mai. 21 / 03:46 pm (ACI).- O Terço dos Homens Mãe Rainha (THMR) abrirá seu ano jubilar, em comemoração pelos 25 anos que completará em 2022, no próximo domingo, 30 de maio. Esse período pode ser visto como “um novo tempo mariano na Igreja”, diz o assessor nacional do Terço, padre Vandemir Meister. Segundo Meister, embora no Brasil haja relatos de homens que se reuniam desde o tempo da escravidão, foi em 1997 que esses grupos reacenderam, tendo surgido dentro do Movimento Apostólico de Schoenstatt, com um pequeno número de homens vinculados ao Santuário da Mãe e Rainha, em Olinda (PE).

Oração: Ó Deus, que aos vossos pastores associastes São Germano de Paris, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho do dia

Evangelho segundo São Marcos 11,11-25.

Naquele tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, saiu para Betânia com os Doze.
No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus sentiu fome.
Viu então de longe uma figueira com folhas e foi ver se encontraria nela algum fruto. Mas, ao chegar junto dela, nada encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos.
Então, dirigindo-Se à figueira, disse: «Nunca mais alguém coma do teu fruto». E os discípulos escutavam.
Chegaram a Jerusalém. Quando Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas
e não deixava ninguém levar nada através do templo.
E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: "A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos"? E vós fizestes dela um covil de ladrões».
Os príncipes dos sacerdotes e os escribas souberam disto e procuravam maneira de o fazer morrer. Mas temiam Jesus, porque toda a multidão andava entusiasmada com a sua doutrina.
Ao cair da noite, Jesus e os discípulos saíram da cidade.
Na manhã seguinte, ao passarem perto da figueira, os discípulos viram-na seca até às raízes.
Pedro recordou-se do que tinha acontecido na véspera e disse a Jesus: «Olha, Mestre. A figueira que amaldiçoaste secou».
Jesus respondeu: «Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: "Tira-te daí e lança-te no mar", e não hesitar em seu coração, mas acreditar que se vai cumprir o que diz, assim acontecerá.
Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes e assim sucederá.
E quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está nos Céus vos perdoe também as vossas faltas
.(
Tradução litúrgica da Bíblia)

 São Cirilo de Jerusalém (313-350)-bispo de Jerusalém, doutor da Igreja-Catequese batismal 5 -

«Tende fé em Deus»

«Quem achará um homem verdadeiramente fiel?», pergunta a Escritura (Prov 20,6). Não to digo para te incitar a abrires-me o coração, mas para que mostres a Deus a candura da tua fé, a esse Deus que sonda os rins e os corações, e que conhece os pensamentos dos homens (cf Sl 7,10; 93,11). Sim, grande coisa é um homem de fé, mais rico do que todos os ricos. Com efeito, o crente possui todas as riquezas do Universo, dado que as despreza e as esmaga aos pés; já os ricos, mesmo que possuam imensas coisas materiais, são espiritualmente pobres: quanto mais juntam, mais consumidos se sentem pelo desejo daquilo que não têm. Pelo contrário, e esse é o cúmulo do paradoxo, o homem de fé é rico na sua pobreza, porque sabe que apenas precisa de se alimentar e se vestir; contentando-se com isso, pode pisar as riquezas aos pés. E não somos só nós, os que trazemos o nome de Cristo, que vivemos da fé. Todos os homens vivem desta maneira, mesmo os que são estranhos à Igreja. É pela fé no futuro que duas pessoas que pouco se conhecem contraem matrimónio; a agricultura baseia-se na confiança de que os trabalhos empreendidos darão frutos; os marinheiros depositam a sua confiança num frágil esquife de madeira. […] A maior parte dos empreendimentos humanos assenta na fé; toda a gente acredita em certos princípios. Hoje, porém, a Escritura apela à verdadeira fé e traça-nos o caminho que agrada a Deus. [...] Foi graças a esta fé que, no caso de Daniel, se fechou a boca dos leões (cf Dan 6,23). «Empunhai o escudo com o qual podereis apagar os dardos inflamados do maligno» (Ef 6,16). […] A fé sustenta os homens, permitindo-lhes andar sobre as águas do mar (cf Mt 14,29). Alguns, como o paralítico, foram salvos pela fé de outros (cf Mt 9,2); a fé das irmãs de Lázaro era tão forte que ele foi chamado dos mortos (cf Jo 11). […] A fé que é dada gratuitamente pelo Espírito Santo ultrapassa por completo as forças humanas. Graças a ela, podemos dizer a esta montanha: «Muda-te daqui para acolá» e ela mudar-se-á (Mt 17,21).

Santo do Dia: 
São Germano de Paris

Germano nasceu em 496. Diz a tradição que sua mãe tentou abortá-lo e que na infância ele teria sido envenenado, mas o menino sobreviveu para tornar-se um grande santo. Foi criado por um primo bem mais velho, um ermitão chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano viveu como ermitão durante quinze anos, aprendendo a doutrina de Cristo.

Em 531, ele foi ordenado diácono e três anos depois, sacerdote. Foi então para Paris, e pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei, que apreciava a sua sensatez. Tornou-se bispo de Paris. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre, feliz por sentir frio, mas tendo a certeza que o pobre estava aquecido.

Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: A história de São Germano nos mostra que Deus realmente tem caminhos misteriosos aos olhos humanos. Salvo da morte na infância, nosso santo soube aproveitar seus dias para o serviço dos mais pobres e abandonados, impulsionado pelo amor ao evangelho de Cristo. Na nossa vida, somos acometidos por muitas adversidades, mas confiar plenamente em Jesus Cristo nos dá forças para avançar mesmo em tempos de penúria.

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

bom dia evangelho - 27. maio. 021

 

Bom dia evangelho


27 de maio de 2021-Quinta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Mosaico Mater Ecclesia na Praça de São Pedro / Crédito: Divulgação / www.opusdei.org-REDAÇÃO CENTRAL, 24 mai. 21 / 08:55 am (ACI).- A Igreja celebra hoje, segunda-feira após Pentecostes, a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estabelecida pelo Papa Francisco no início de 2018, invocação mariana cuja imagem completou a Praça de São Pedro em 1981. Conforme recordado em artigo do site do Opus Dei, em um relato publicado por L’Osservatore Romano em 2011, o arquiteto Javier Cotelo contou sobre a construção do mosaico dedicado a Maria “Mater Ecclesiae”, que se encontra no topo da fachada do braço avançado do Palácio Apostólico e remete também à relação entre São João Paulo II e a Virgem Maria.

Oração: Santo Agostinho da Cantuária intercedei por nós junto a Deus para que jamais temamos abraçar nossa missão e que nos sintamos sempre apoiados pelo poder divino para chegarmos a um feliz termo em nossa jornada. Amém!

Evangelho (Mc 10,46-52)

- Chegaram a Jericó. Quando Jesus estava saindo da cidade, acompanhavam-no os discípulos e uma grande multidão. O mendigo cego, Bartimeu, filho de Timeu, estava sentado à beira do caminho. Ouvindo que era Jesus Nazareno, começou a gritar: «Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim». Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais alto: «Filho de Davi, tem compaixão de mim».
Jesus parou e disse: «Chamai-o!». Eles o chamaram, dizendo: «Coragem, levanta-te! Ele te chama!». O cego jogou o manto fora, deu um pulo e se aproximou de Jesus. Este lhe perguntou: «Que queres que eu te faça?». O cego respondeu: «Rabûni, meu Mestre, que eu veja». Jesus disse: «Vai, tua fé te salvou». No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho».

«Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim»(P. Ramón LOYOLA Paternina LC(Barcelona, Espanha)

Hoje, Cristo sai ao nosso encontro. Todos somos Bartimeu: esse não vidente que Jesus passou bem próximo, e que saltou gritando até que Jesus lhe prestasse atenção. Talvez tenhamos um nome um pouco mais bonito... Mas, a nossa debilidade humana (moral) é semelhante à cegueira que sofria nosso protagonista. Nós, também não chegamos a ver que Cristo vive em nossos irmãos e, assim, tratamos como os tratamos. Quem sabe não chegamos a ver nas injustiças sociais, nas estruturas de pecado, uma chamada humilhante aos nossos olhos para um compromisso social. Talvez não vislumbramos que «Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos» (Jo 15,13). Vemos meio confuso o que é nítido: que as miragens do mundo conduzem à frustração, e que o paradoxo do Evangelho traz a dificuldade, produzem fruto, realização e vida. Somos verdadeiramente débeis visuais, não por eufemismo e sim em realidade: nossa vontade debilitada pelo pecado ofusca a verdade em nossa inteligência e escolhemos o que não nos convém. 
Solução: gritar, isto é, orar humildemente «Filho de Davi, tem compaixão de mim» (Mc 10,48). E gritar mais quanto mais te repreendam, te desanimem ou te desanimes: «Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais alto... »(Mc 10,48). Gritar que é também pedir: «Rabûni, meu Mestre, que eu veja» (Mc 10,51). Solução: dar, como ele, um impulso na fé, crer mais além de nossas certezas, confiar em quem nos amou, nos criou, e veio redimir-nos e ficou conosco, na Eucaristia. 
O Papa João Paulo II nos dizia com sua vida: suas longas horas de meditação —tantas que seu Secretário dizia que ele orava “demais”— nos dizem claramente que «aquele que ora muda a historia».
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Santo do Dia: Santo Agostinho da Cantuária

Agostinho era um monge beneditino num mosteiro fundado pelo Papa Gregório Magno. Foi justamente este Papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à Grã-Bretanha, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Santo Agostinho renovou o trabalho missionário nesta ilha. Em 597 para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Todos desaconselhavam a missão. Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei Etelberto havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu corajosamente enfrentar os riscos. A chegada foi triunfante. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. O rei impressionou-se com a coragem do monge e ele mesmo recebeu o batismo, seguido de muitos súditos. Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na Igreja da Cantuária, que ainda guarda suas relíquias.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: A Igreja nasceu com a vocação missionária. No decorrer da história muitos homens e mulheres levaram adiante este missão deixada por Jesus. Alguns enfrentaram desafios, como nosso querido Agostinho de Cantuária, que com paciência e determinação levou o evangelho para os povos britãnicos. O ideal missionário continua a ecoar em nossos corações. Vamos em frente na pregação do evangelho da vida e da justiça.

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terça-feira, 25 de maio de 2021

bom dia evangelho - 26. maio. 021

 

BOM DIA EVANGELHO


26 DE MAIO DE 2021-Quarta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Papa Francisco em oração. Foto: Vatican Media Vaticano, 25 mai. 21 / 10:16 am (ACI).- O Papa Francisco enviou telegrama ao bispo de Novara, no norte da Itália, lamentando a morte de 14 pessoas na queda de um teleférico de uma altura 25 metros no último domingo, 23 de maio. O teleférico, um dos mais longos da Europa, ligava a cidade de Stresa, região do Piemonte, ao monte Mottarone, nos Alpes italianos.

 Evangelho do dia

Evangelho segundo São Marcos 10,32-45.

Naquele tempo, Jesus e os discípulos subiam a caminho de Jerusalém. Jesus ia à sua frente. Os discípulos estavam preocupados e aqueles que os acompanhavam iam com medo. Jesus tomou então novamente os Doze consigo e começou a dizer-lhes o que Lhe ia acontecer:
«Vede que subimos para Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios;
hão de escarnecê-lo, cuspir-Lhe, açoitá-lo e dar-Lhe a morte. Mas ao terceiro dia ressuscitará».
Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir».
Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?».
Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda».
Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?».
Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado.
Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado».
Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João.
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder.
Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande será vosso servo,
e quem quiser entre vós ser o primeiro será escravo de todos;
porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».(Tradução litúrgica da Bíblia)

 Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787)-bispo, doutor da Igreja -Obras, t. 14 -

«Dar a vida pela redenção de todos»

Um Deus que serve, que varre a casa, que realiza trabalhos penosos – qualquer destes pensamentos deveria bastar para nos encher de amor! Quando o Salvador começou a pregar o seu evangelho, tornou-Se «o escravo de todos», Ele que afirmou de Si mesmo que «não veio para ser servido, mas para servir»; foi como se tivesse dito que queria ser escravo de todos os homens. E, no final da sua vida, conforme dizia São Bernardo, «não contente com o facto de ter tomado a condição de servo para Se colocar ao serviço dos homens, quis ainda tomar a aparência de servo indigno, para ser maltratado e suportar o castigo que devia cair sobre nós, em consequência dos nossos pecados». Eis que o Senhor, escravo obediente, Se submeteu à injusta sentença de Pilatos e Se entregou aos seus algozes. [...] Tanto nos amou Deus que, por amor de nós, quis obedecer como escravo e morrer de morte dolorosa e infame, o suplício da cruz (cf Fil 2,8). Ora, em tudo isso Ele obedecia, não como Deus, mas como homem, como escravo, cuja condição assumira. Tal santo entregou-se como escravo para resgatar um pobre e atraiu a admiração do mundo devido a esse ato heroico de caridade. Mas que caridade é essa, comparada com a do Redentor, que, sendo Deus e querendo resgatar-nos da escravidão do diabo e da morte, que nos era devida, Se tornou Ele mesmo escravo e Se deixou pregar na cruz? «Para que o escravo se torne senhor», dizia Santo Agostinho, «Deus quis fazer-Se escravo».

Santo do Dia: São Filipe Néri

Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Néri pertencia a uma família rica. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar vocação para vida religiosa, mesmo frequentando regularmente a igreja.

Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar Filosofia e Teologia com os agostinianos. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral.

Somente aos trinta e seis anos de idade ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade. Tão grande era sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho.

Filipe se preocupou com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Com bom humor, ele dizia aos que reclamavam do barulho das crianças: "Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça".

Viveu até o dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado até hoje de: Santo da alegria e da caridade.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: A alegria é a grande virtude dos santos. Uma alegria serena e confiante no amor do Cristo Ressuscitado. Ser alegre não significa dar risadas o dia todo, mas conservar o semblante calmo e tranquilo. A tristeza enfraquece o coração e provoca desânimo. Peçamos ao bom Deus que nos alimente sempre com a virtude cristã da alegria.

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segunda-feira, 24 de maio de 2021

bom dia evangelho - 25 de maio de 2021

 

Bom dia evangelho


25 de maio de 2021-Terça-feira da 8ª semana do Tempo Comum

REDAÇÃO CENTRAL, 24 mai. 21 / 08:45 am (ACI).- Hoje(ontem), dia 24 de maio, segunda-feira após o Domingo de Pentecostes, é celebrada a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, data que foi estabelecida pelo Papa Francisco no início de 2018, por meio de um Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“Esta celebração ajudará a recordar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, afirma o documento.

Oração: Deus eterno e todo-poderoso quiseste que São Gregório VII governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho do dia -Evangelho segundo São Marcos (10,28-31).

Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho,
receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».(
Tradução litúrgica da Bíblia)

Comentário: Santa Catarina de Sena (1347-1380)-terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa-«Sobre a obediência», cap. VII, n.º 160                      «Cem vezes mais»

[Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer-lhe:] Quando Pedro Lhe disse: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir», a minha Verdade respondeu-lhe: «Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, [...] e, no mundo futuro, a vida eterna». Como quem diz: Pedro, fizeste bem em deixar tudo, pois é a única maneira de alguém Me seguir; em troca, Eu dar-te-ei, já nesta vida, cem vezes mais. E o que é, minha filha querida, este cem vezes mais, ao qual é ainda acrescentada a vida eterna? O que queria dizer a minha Verdade com isto? Estaria a falar de bens temporais? Nem por isso, embora Eu por vezes os multiplique em benefício daqueles que são generosos com as esmolas. Então falava de quê? Ouve bem: aquele que Me dá a sua vontade, dá-me «uma» coisa; e Eu, em troca dessa coisa única, dou-lhe «cem». Porquê o número cem? Porque é o número perfeito, ao qual nada pode ser acrescentado, a não ser que se volte ao princípio na contagem. Também a caridade é a mais perfeita de todas as virtudes; é impossível alguém elevar-se a uma virtude mais perfeita, e só se pode aumentar a sua perfeição voltando ao princípio no conhecimento pessoal e dando início a uma nova centena de méritos; mas acaba-se sempre a contagem quando se chega ao número cem. É esse o cêntuplo que dou aos que Me entregaram o um da sua vontade própria, seja pela obediência comum, seja pela obediência particular. E com este cêntuplo chegareis à vida eterna. [...] Este cêntuplo é o fogo da caridade divina. É porque receberam de Mim este cêntuplo que se encontram num estado de maravilhosa alegria, que lhes toma totalmente conta do coração.

Santo do Dia: São Gregório Sétimo

Hildebrando, o futuro papa Gregório VII, nasceu numa família pobre na Itália, em 1020. Fez-se beneditino no mosteiro de Cluny. Nos estudos destacou-se pela inteligência e a firmeza na fé.

Tornou-se o diácono auxiliar direto dos Papas Leão IX e Alexandre II, alcançando respeito e enorme prestígio no colégio cardinalício. Assim, quando faleceu o Papa Alexandre II, em 1073, foi aclamado Papa pelo povo e pelo clero. Assumiu o nome de Gregório VII e deu início à luta incansável para implantar a "reforma gregoriana". Há tempos que a decadência de costumes atingia o próprio cristianismo. A mistura do poder terreno com os cargos eclesiásticos fazia enorme estrago no clero.

As investiduras, que consistiam no ato jurídico pelo qual o rei ou nobre confiava a uma autoridade eclesiástica um cargo da Igreja com jurisdição sobre um território, obrigava os eclesiásticos a prestar juramento de fidelidade ao rei ou aos nobres.

Foi com Henrique VI, imperador germânico, que Gregório travou a maior luta. Diante da rudeza de Henrique VI, o Papa não teve dúvidas: excomungou o imperador. Tal foi a pressão sobre Henrique VI, que o tirano teve que se humilhar e pedir perdão, em 1077, para anular a excomunhão, num evento famoso que ficou conhecido como "o episódio de Canossa".

Pouco tempo depois o imperador saboreou sua vingança, depondo o Papa Gregório VII e nomeando um antipapa, Clemente III. Mesmo assim Papa Gregório VII continuou com as reformas, enfrentando a ira do governante. Foi então exilado em Salerno, onde morreu mártir de suas reformas no dia 25 de maio de 1085, com sessenta e cinco anos.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: A última frase do papa Gregório VII, à beira da morte, retrata a síntese de sua existência: "Amei a justiça, odiei a iniquidade e, por isso, morro no exílio". Num tempo de brigas políticas e religiosas. Gregório soube assumir sua posição de defensor de fé e morreu exilado pelo amor ao Cristo. Estamos nós, cristãos do século XXI, lutando pela justiça e pelo direito daqueles que não tem voz?

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