quinta-feira, 29 de novembro de 2018

BOM DIA EVANGELHO - 30.NOVEMBRO.2018


BOM DIA EVANGELHO

30 DE NOVEMBRO DE 2018
SEXTA-FEIRA | 34º SEMANA DO TEMPO COMUM | COR: VERMELHA | ANO B
O pequeno Wenzel durante a audiência do Papa Francisco - Foto: Vatican Media / ACI Prensa
Vaticano, 28 Nov. 18 / 04:00 pm (ACI).- Uma criança com autismo interrompeu a Audiência Geral desta quarta-feira ao escapar de seu assento, aproximou-se do Papa Francisco para tentar abraçá-lo e dar-lhe a oportunidade de enriquecer a sua catequese semanal.
O menino, filho de pais argentinos e identificado pela imprensa como Wenzel Eluney, subiu no local onde o Papa estava e começou a tocar em um dos guardas suíços que estavam acompanhando o Pontífice.
Em seguida, correu em direção ao Papa, apesar dos pedidos da sua mãe tentando levá-lo. "Qual é o teu nome?", perguntou Francisco ao pequeno de sete anos; entretanto, a mãe disse que o seu filho "não pode falar" e que tem autismo. Então, o Pontífice disse "deixe-o, se quiser brincar aqui, deixe-o", enquanto a criança continuava correndo.
"É argentino... indisciplinado", brincou o Pontífice com o Prefeito da Casa Pontifícia, Mons. Georg Gänswein, que estava ao seu lado.
Minutos depois, antes de saudar os peregrinos de língua espanhola, o Santo Padre explicou que Wenzel é uma criança que não consegue falar. "É mudo – afirmou o Papa –, mas sabe se comunicar, sabe se expressar. E tem uma coisa que me fez pensar: é livre, indisciplinadamente livre. Porém livre”.
O Papa assegurou que esse fato o leva pensar e perguntou a si mesmo: “Eu também sou livre diante de Deus?”. “Quando Jesus diz que devemos nos fazer como crianças, nos diz que devemos ter a liberdade que tem uma criança diante de seu Pai... esta criança... peçamos a graça de que possa falar”, convidou.
Em seguida, o Santo Padre recordou que com esta catequese concluiu o itinerário através dos 10 Mandamentos com o que surge, em primeiro lugar, “um sentimento de gratidão a Deus, que nos amou primeiro, e se entregou totalmente sem pedir-nos nada em troca”.
“Esse amor – acrescentou - convida à confiança e à obediência, e nos resgata do engano das idolatrias, do desejo de acumular coisas e de dominar as pessoas, buscando seguranças terrenas que, na verdade, nos deixam vazios, nos escravizam. Deus nos fez seus filhos, colocou em nós um desejo profundo, sendo ele, ele mesmo, o nosso descanso", destacou.
Do mesmo modo, o Papa Francisco explicou que somente depois de "libertar-nos da escravidão dos desejos mundanos" é possível "reconstruir a nossa relação com as pessoas e com as coisas sendo fiéis, generosos e autênticos".
Assim, o Santo Padre assegurou que é possível ter "um coração novo, habitado pelo Espírito Santo, que nos é dado através da Sua graça, o dom de um desejo novo que nos impulsiona a uma vida autêntica, adulta e sincera".
Ao finalizar, o Pontífice disse que graças ao fato de que Cristo "dá cumprimento à lei", o Decálogo com as suas proibições “não é um titânico esforço para sermos coerentes com uma norma, mas o próprio Espírito de Deus que começa a nos guiar até os seus frutos, em uma feliz sinergia entre a nossa alegria de ser amados e a sua alegria de nos amar", concluiu.
ORAÇÃO:  Ó Deus, que a vossa Igreja exulte sempre no constante louvor do Apóstolo Santo André, para que, sustentada por sua doutrina e intercessão, seja fiel a seus ensinamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Evangelho (Mt 4,18-22)
Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: «Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens». Eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. Prosseguindo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam no barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Ele os chamou. Deixando imediatamente o barco e o pai, eles o seguiram.
«Eu farei de vós pescadores de homens»
Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL (Roma, Italia)
Hoje, é a festa de Santo André, Apóstolo, uma festa celebrada de maneira solene entre os cristãos de Oriente. Ele foi um dos primeiros jovens a conhecer Jesus à beira do rio Jordão e a ter longas conversas com Ele. Em seguida procurou seu irmão Pedro, dizendo-lhe «Encontramos o Cristo!» e o levou onde estava Jesus (Jo 2,41). Logo depois, Jesus chamou a esses dois irmãos pescadores seus amigos como lemos no Evangelho de hoje: «Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,19). No mesmo povoado, havia outros dois irmãos, Tiago e João, colegas e amigos daqueles primeiros e pescadores como eles. Jesus também os chamou para que O seguissem. É maravilhoso ler que eles deixaram tudo e O seguiram “imediatamente”, palavras que se repetem em ambos os casos. Não podemos dizer a Jesus: “depois”, “logo”, “agora tenho muito trabalho...”
Também a cada um de nós — a todos os cristãos — Jesus nos pede cada dia que ponhamos todo o que temos e somos ao seu serviço —isso quer dizer, deixar tudo, não ter nada como próprio— para que, vivendo com Ele as tarefas de nosso trabalho profissional e de nossa família, sejamos “pescadores de homens”. O que quer dizer “pescadores de homens”? Uma bonita resposta pode ser um comentário de São João Crisóstomo. Este Padre e Doutor da Igreja, diz que André não sabia explicar bem a seu irmão Pedro quem era Jesus, e por isso, «o levou à fonte da própria luz», que é Jesus Cristo. “Pescar homens” quer dizer ajudar os que estão ao nosso redor na família e no trabalho para encontrarem a Cristo que é a única luz para nosso caminho.
SANTO DO DIA
SANTO ANDRÉ
Era filho de um pescador da Galiléia de nome Jonas e era irmão de Simão Pedro. Vivia em Cafarnaum e era um seguidor de São João Batista antes de ser apresentado a Jesus. Foi o primeiro apóstolo de Jesus. Ele é mencionado no novo testamento como estando presente nos mais importantes evento da vida e missão de Jesus.
Aparece no episódio da multiplicação dos pães, onde depois da resposta de Felipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes (Jo 6,8-9). André participou da vida pública de Jesus, estava presente na Última Ceia, viu o Cristo Ressussitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes.
Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi alí também que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local. Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de "X".
Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO : Santo André, primeiro apóstolo de Jesus, é representado na iconografia cristã como um missionário abraçado a uma cruz em forma de X. Padroeiro dos açougueiros, pescadores e mineradores, é também patrono de diversos países, como Escócia, Espanha, Rússia e Grécia.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

BOM DIA EVANGELHO - 29.NOVEMBRO.2018


BOM DIA EVANGELHO

29 DE NOVEMBRO DE 2018
QUINTA-FEIRA | 34º SEMANA DO TEMPO COMUM | COR: VERDE | ANO B
Papa Francisco na Sala Paulo VI. Foto: Daniel Ibañez/ACI Prensa
Vaticano, 28 Nov. 18 / 07:29 am (ACI).- Na sua catequese oferecida aos milhares de peregrinos que compareceram à Sala Paulo VI para a Audiência geral desta quarta-feira, 28, o Santo Padre concluiu o ciclo de reflexões sobre os Dez Mandamentos que vinha fazendo e afirmou que em Jesus o Decálogo ganha sua plenitude e que, portanto, para o cristão não há melhor forma de viver os mandamentos que contemplar Jesus e levar uma vida segundo os desejos que o Espírito Santo semeia em nossos corações.
“Na catequese de hoje, que conclui o caminho dos Dez Mandamentos, podemos usar como um tema-chave aquele dos desejos, o que nos permite refazer a jornada e reassumir as etapas realizadas pela leitura do texto do Decálogo, sempre à luz da plenitude revelação em Cristo”, afirmou o Papa ao início do seu discurso.
“Nós partimos da gratidão como base do relacionamento de confiança e obediência: Deus, nós vimos, não pede nada antes de ter dado muito mais. Ele nos convida à obediência para nos resgatar do engano das idolatrias que têm tanto poder sobre nós. De fato, buscar a própria realização nos ídolos deste mundo nos esvazia e nos escraviza, enquanto o que nos dá estatura e coerência é a relação com Ele que, em Cristo, nos faz filhos de sua paternidade”.
Segundo o Pontífice isto “implica um processo de bênção e libertação, que é o descanso autêntico”.
Assim, o Santo Padre citou o Salmo 62 que diz: "Só em Deus repousa a minha alma: nele está a minha salvação".

ORAÇÃO :  Deus de amor, que no exemplo dos mártires santifica a Igreja e a torna testemunha fiel da paixão, morte e ressurreição de Jesus, dignai-vos proteger nossos projetos missionários e fazei de nós verdadeiros apóstolos da paz e da fraternidade. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Evangelho (Lc 21,20-28)
 Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: «Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. Então, os que estiverem na Judéia fujam para as montanhas; os que estiverem na cidade afastem-se dela, e os que estiverem fora da cidade, nela nem entrem. Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras.
Ai das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá grande angústia na terra e ira contra este povo. Serão abatidos pela espada e levados presos para todas as nações. E Jerusalém será pisada pelos pagãos, até que se complete o tempo marcado para eles. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas. apavoradas com o bramido do mar e das ondas. As pessoas vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as potências celestes serão abaladas. Então, verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima».
«Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima»
Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet
(Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)
Hoje, ao ler este santo Evangelho, como não ver o reflexo do momento presente, cada vez mais cheio de ameaças e mais tingido de sangue? «Na terra, as nações ficarão angustiadas, apavoradas com o bramido do mar e das ondas. As pessoas vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo» (Lc 21,25b-26a). A segunda vinda do Senhor tem sido representada, inúmeras vezes, pelas mais aterrorizadoras imagens, como parece ser neste Evangelho; sempre sob o signo do medo.
Porém, será esta a mensagem que hoje nos dirige o Evangelho? Fiquemos atentos às últimas palavras: «Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (Lc 21,28). O núcleo da mensagem destes últimos dias do ano litúrgico não é o medo; mas sim, a esperança da futura libertação, ou seja, a esperança completamente cristã de alcançar a plenitude da vida com o Senhor, na qual participarão, também, nosso corpo e o mundo que nos rodeia. Os acontecimentos narrados tão dramaticamente indicam, de modo simbólico, a participação de toda a criação na segunda vinda do Senhor, como já participou na primeira, especialmente no momento de sua paixão, quando o céu escureceu e a terra tremeu. A dimensão cósmica não será abandonada no final dos tempos, já que é uma dimensão que acompanha o homem desde que entrou no Paraíso.
A esperança do cristão não é enganadora, porque quando essas coisas começarem a acontecer —nos diz o próprio Senhor— «Então, verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem, com grande poder e glória» (Lc 21,27). Não vivamos angustiados perante a segunda vinda do Senhor, a sua Parúsia: meditemos, antes, nas profundas palavras de Santo Agostinho que, já no seu tempo, ao ver os cristãos temerosos frente ao regresso do Senhor, se pergunta: «Como pode a Esposa ter medo do seu Esposo?».
SANTO DO DIA
SÃO SATURNINO DE TOULOUSE
Santo Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. Sua vida pode ser confirmada em importantes documentos sobre a vida cristã na região da Gália, datados do ano 450. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro Bispo de Toulouse. Esta região era marcada pela existência de algumas comunidades cristãs que resistiam ao paganismo. As frequentes brigas fazia com que o número de fiéis diminuíssem a cada dia. A chegada de Saturnino deu novo ânimo a vida destas comunidades católicas.
O missionário pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes ao cristianismo. Seu nome foi tão conhecido que logo consagrou-se bispo da região. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas, Saturnino continuou com o Santo Sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do evangelho.  Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo.
Foram presos e julgados. Como não quis ceder aos apelos dos pagãos, Saturnino foi amarrado pelos pés ao pescoço de um touro bravo e arrastado pelas ruas da cidade. São Saturnino, com os membros despedaçados, morreu pouco depois e seu corpo foi abandonado no meio da estrada, recolhido por duas piedosas mulheres, dando-lhe sepultura em uma fossa muito profunda.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO:  As primeiras comunidades cristãs surgiram do esforço e do testemunho de homens e mulheres simples, mas que acreditavam piamente nas promessas do Cristo. Assim, quando olhamos hoje nossa religião, devemos ter consciência de que as coisas foram conquistadas com esforço e dependem de nossa boa vontade e trabalho para manterem sua fidelidade ao projeto original de Jesus.
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terça-feira, 27 de novembro de 2018

bom dia evangelho - 28.novembro.2018


BOM DIA EVANGELHO

Dia 28 de Novembro - Quarta-feira

XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde Ofício do Dia)

Papa Francisco - Foto: Vatican Media / ACI Prensa
Vaticano, 23 Nov. 18 / 02:00 pm (ACI).- O projeto “Papa pela Ucrânia” está beneficiando 900 mil pessoas afetadas pela guerra após ter arrecadado 16 milhões de euros com a coleta em todas as dioceses da Europa e as doações pessoais do Papa Francisco.
O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral coordena este projeto desde junho de 2016, no qual o Papa Francisco quer mostrar seu “afeto e solidariedade a todo o povo ucraniano e com todos os que sofrem diante das condições dramáticas causadas pela guerra, sem qualquer distinção de religião, confissão ou pertença étnica”.
O conflito armado na Ucrânia começou em abril de 2014, especialmente nas regiões de Donetsk e Lugansk, onde membros da população buscam autonomia e são apoiados pela Rússia, mas ninguém reconheceu a independência. Embora especialistas classifiquem a situação atual como “congelada”, nestas regiões durante a noite há disparos frequentemente.
Por este motivo, o Prefeito do Dicastério vaticano, Cardeal Peter Turkson, visitou a Ucrânia junto ao Subsecretário, Mons. Segundo Tejado Muñoz, de 14 a 18 de novembro para ver algumas das iniciativas realizadas no âmbito do projeto “Papa pela Ucrânia”, que trabalha em colaboração com a Nunciatura Apostólica, os organismos da Igreja e outros organismos internacionais encarregados.
Segundo informou um comunicado do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humanos Integral, os fundos foram empregados em projetos de saúde e de emergência diante da chegada do inverno, pois as temperaturas tendem a descer até -25°C; assim como apoio psicológico para distúrbios por estresse pós-traumático.
Entre as atividades da visita, destaca-se que o Cardeal Turkson e Mons. Tejado se reuniram em 17 e 18 de novembro na Nunciatura Apostólica com representantes das autoridades civis, do corpo diplomático, dos episcopados da Igreja romana-católica ucraniana e greco-católica ucraniana e participaram de um encontro de oração com os fiéis católicos a favor da paz.
Além disso, celebraram uma Missa na Co-catedral de São Alexandre, em Kiev, e visitaram um refeitório para pobres e pessoas sem teto, no qual trabalham as Missionárias da Caridade de Santa Teresa de Calcutá.
Anteriormente, Mons. Tejado visitou de 14 a 16 de novembro as regiões de Donetsk e Kharkiv – que são as que mais sofreram as operações militares de 2014 –, onde se reuniu com algumas famílias beneficiadas, além de visitar, entre outros, o “Kramatorsk City Hospital”, um centro de apoio psicológico a crianças, um centro social para pobres e sem teto na Igreja da Assunção de Maria em Kharkiv e uma casa para mulheres mães em Korotych, a sede das atividades da Igreja greco-católica.
ORAÇÃO Ó Deus, fizestes de São Tiago das Marcas um grande arauto do Evangelho, para salvação das almas e para chamar os pecadores de volta ao caminho das virtudes; concedei que, por sua intercessão, purificados de todo pecado, alcancemos a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Lucas 21,12-19
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 21 12 disse Jesus aos seus discípulos: “Antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.
13 Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho.
14 Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa,
15 porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários.
16 Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós.
17 Sereis odiados por todos por causa do meu nome.
18 Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.
19 É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação”.
Palavra da Salvação.
Comentário do Evangelho
A PERSEVERANÇA QUE SALVA
O futuro dos discípulos do Reino descortina-se num horizonte de perseguições, falsos testemunhos, prisões e até de morte. Essa seria a sorte de Jesus. Não poderia ser diferente a de quem, como ele, assumiu idêntico projeto de fidelidade ao Reino.
Exige-se, do discípulo, coragem e perseverança. O discípulo corajoso não teme diante da perspectiva de ser levado perante reis e governadores, por causa de sua fé. E saberá desempenhar sua missão de servidor do Reino até as últimas conseqüências. O discípulo perseverante não fica a meio caminho, nem se deixa vencer pelo desânimo ou cansaço. Sua fé está tão solidamente fundada, que arrisca tudo para atingir sua meta: a comunhão definitiva com o Pai.  Fator de segurança é a promessa de Jesus: colocar na boca do discípulo corajoso e perseverante as palavras necessárias para se defender diante das calúnias e dos falsos testemunhos. Ele pode se despreocupar, porque lhe será dada uma sabedoria, de origem divina, a qual ninguém será capaz de contradizer.
Portanto, o discípulo goza da contínua assistência do Espírito Santo, do qual lhe vem a força para resistir, mesmo à pressão de seus entes queridos. Desta forma, dará testemunho do senhorio de Deus em sua vida e será sinal do Reino para seus próprios perseguidores.
SANTO DO DIA
SÃO TIAGO DAS MARCAS
 Nasceu na região das Marcas, na Itália, no ano de 1394. Seu nome de batismo era Domingos. Ficou órfão ainda menino e foi educado na vida cristã por um tio. Dedicou sua juventude para diplomar-se em Direito Civil.
Mas, a vontade de consagrar-se a Deus foi mais forte e o jovem tornou-se um franciscano, assumindo o nome de Tiago da Marcas, em homenagem a região onde tinha nascido. Foi discípulo de Bernardino de Sena, o grande pregador franciscano da época.
Tiago das Marcas consagrou sua vida à pregação. Percorreu toda a Itália, a Polônia, a Boêmia, a Bósnia e depois foi para a Hungria, obedecendo a uma ordem direta de Roma. Permanecia num lugar apenas o tempo suficiente para construir um mosteiro novo ou, num já existente, restabelecer a observância genuína da Regra da Ordem franciscana.
Viveu em extrema penitência e oração, oferecendo seu sacrifício à Deus para o bem da humanidade sempre tão necessitada de misericórdia. Fazia jejuns tão severos que precisou receber o sacramento da Unção seis vezes. Ainda assim chegou à idade de oitenta anos.  Faleceu em Nápoles, no dia 28 de novembro de 1476.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO:  A simplicidade de vida marca a existência dos santos de Deus. Quando colocamos Deus em primeiro lugar em nossa vida, o restante torna-se apenas detalhe que administramos de acordo com a inteligência que recebemos do nosso Criador. Viver de forma simples garante-nos a proximidade com Deus.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

bom dia evangelho- 27.novembro.2018


Bom dia evangelho

Dia 27 de Novembro - Terça-feira

XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde Ofício do Dia)

Pio XI, Primeira Guerra Mundial e Cristo Rei de Swlebodzin, Polônia
REDAÇÃO CENTRAL, 25 Nov. 18 / 05:00 am (ACI).- No calendário litúrgico, hoje(domingo) é a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, comumente conhecida como a Festa de Cristo Rei.
É o último domingo do ano litúrgico (o Advento começa em uma semana) e esta festa nos lembra de que não importa o que os poderes da Terra nos pedem para fazer, Cristo é o verdadeiro rei que deve reinar em nossos corações.
Conheça 8 detalhes desta impressionante festa:
1. Foi instituída em 1925
Após a Primeira Guerra Mundial, em meio ao crescimento do comunismo na Rússia, por ocasião dos 1600 anos do Concílio de Niceia (325), o Papa Pio XI instituiu a festa em 1925 através da encíclica Quas Primas. Sua primeira celebração aconteceu em 1926.
2. Foi celebrada pela primeira vez no dia de Halloween em 1926
Originalmente, foi estabelecida para o último domingo de outubro, antes da Festa de Todos os Santos. No ano de 1926, quando foi celebrada pela primeira vez, esse domingo coincidiu com o dia 31 de outubro.
3. Foi o Beato Paulo VI que, em 1969, revisou a festa e lhe deu o nome e a data atuais
O Papa Paulo VI deu à festa seu atual título completo (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo) e transferiu para o último domingo do ano litúrgico.
4. A festa foi uma resposta ao crescimento da secularização, do ateísmo e do comunismo
Enquanto o mundo pedia eloquentemente aos cristãos que deviam restringir sua religião e dar maior lealdade aos governos, o Papa Pio XI escreveu sobre a festa:
“Se todo o poder foi dado ao Senhor Jesus, no céu e na terra, se os homens, resgatados pelo seu sangue preciosíssimo, se tornam, com novo título, súditos de seu império, se, finalmente, este poder abraça a natureza humana em seu conjunto, é claro que nenhuma de nossas faculdades se pode subtrair a essa realeza. É mister, pois, que reine em nossas inteligências: com plena submissão, com adesão firme e constante, devemos crer as verdades reveladas e os ensinos de Cristo. É mister que reine em nossas vontades: devemos observar as leis e os mandamentos de Deus. É mister que reine em nossos corações: devemos mortificar nossos afetos naturais, e amar a Deus sobre todas as coisas”. (Quas Primas, 34)
5. Apesar de suas origens católicas, a festa é comemorada por muitos protestantes
Apesar de ter sido criada há menos de cem anos na Igreja Católica, alguns anglicanos, luteranos, metodistas e presbiterianos celebram a festa.
6. Na igreja protestante da Suécia, este domingo é chamado “Domingo da Condenação”
Embora oficialmente os protestantes da Suécia celebrem esta festa como “O regresso de Cristo”, seu nome coloquial “Domingo da Condenação” procede do fato de que dão um enfoque particular ao Juízo Final e à segunda vinda de Cristo.
7. Alguns anglicanos se referem a este domingo como “Domingo da agitação”
Tem esse nome por duas razões:
Em primeiro lugar, a oração coleta anglicana para o dia começa com as palavras “agitado, despertado, te suplicamos, ó Senhor, as vontades de teus fiéis”.
Em segundo lugar, algumas das antigas receitas do pudim de pão doce requerem que o pudim seja agitado e se assente durante várias semanas antes de ser assado. Este domingo se tornou um dia em que as pessoas tradicionalmente começavam a preparar o pudim cristão, que incluía “agitar”.
Esses dois dados se uniram nas mentes dos anglicanos e, segundo a Wikipédia: “Supostamente, os cozinheiros, esposas e seus servos iam à igreja, escutavam as palavras ‘agitados, te suplicamos, ó Senhor...’ e recordavam, por associação de ideias, que já era hora de começar a agitar os pudins de Natal”.
8. A estátua de “Cristo Rei” da Polônia é a maior estátua de Jesus Cristo Rei do Universo no mundo
Com 33 metros de altura (um metro para cada ano da vida terrena de Jesus) e 3 metros de base, a estátua de Cristo Rei de Swlebodzin, no noroeste da Polônia, é três metros mais alta do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
ORAÇÃO:  Pai de bondade, pela inspiração de São Vírgilio, aumentai em nós o zelo missionário e infundi em nós o Espírito Santo, para que todas as nossas palavras seja para a glória do vosso nome. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Lucas 21,5-11
Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (ap 2,10).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Naquele tempo, 21 como chamassem a atenção de Jesus para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse:
“Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído”.
Então o interrogaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?”
Jesus respondeu: “Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais após eles.
Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim”.
10 Disse-lhes também: “Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino.
11 Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu”.
Palavra da Salvação.
Comentário do Evangelho
NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA
A imponência do templo de Jerusalém não impressionava Jesus. As belas pedras e os ex-votos que o adornavam, não passavam de exterioridade. Seu fim se aproximava.
A pregação de Jesus contra o templo situava-se na tradição dos antigos profetas de Israel, que o desmitificaram, anunciando-lhe a destruição. O templo podia vir a baixo, pois havia perdido sua finalidade, passando a acobertar as injustiças cometidas contra o povo. O Deus de Israel fora substituído pelos ídolos. Não tinha sentido acobertar com a capa da fé uma idolatria desenfreada, com sérias conseqüências para a vida do povo pobre.
A situação não era muito diferente no tempo de Jesus. O templo e o sacerdócio estavam sob o domínio de uma aristocracia pouco preocupada com os pobres do País. O templo não era mais a casa do Deus verdadeiro, e sim, de falsos deuses que não questionavam a injustiça cometida contra os indefesos, nem a marginalização em que se encontrava grande parte da população. Eram os deuses dos privilegiados e beneficiados pelo sistema. Portanto, não era o Deus do Reino anunciado por Jesus.
A destruição do templo eliminaria a falsa segurança religiosa de muita gente. E evitaria que se servissem do nome de Deus para acobertar maldades cometidas em nome da fé. É blasfêmia fazer o Deus verdadeiro compactuar com a injustiça.
SANTO DO DIA
SÃO VIRGÍLIO
Nasceu na primeira década do século oitavo e foi batizado com o nome católico de Virgílio. Sentiu-se atraindo pela vida monástica e tornou-se monge na Irlanda. Mas em 743, deixou a ilha para evangelizar o continente e não voltou para sua terra natal. Residiu no reino dos francos na época do imperador Pepino, o Breve.
Mas, logo foi cogitado para morar em Salisburgo, no território austríaco. Nesta diocese foi escolhido para ser bispo. Mas por causa de divergências políticas e doutrinais com Bonifácio, o grande evangelizador da Alemanha, que não aceitou o processo de escolha de Virgílio para o episcopado, o monge iralndês precisou esperar a morte de Bonifácio para poder ocupar a cadeira em Salisburgo. Não era a pessoa de Vírgilio que desagradava Bonifácio, mas o fato da escolha dele ter sido pelos poderes políticos.
Virgílio era homem de fé fortalecida e de vasta cultura, dominava, como poucos, as ciências matemáticas. Abraçou integralmente o seu apostolado a serviço do Reino de Deus. Revolucionou a diocese de Salisburgo com o seu testemunho e converteu esse rebanho para a Redenção de Cristo. Morreu e foi sepultado na abadia de Salisburgo, em 27 de novembro de 784, na Áustria, em meio à forte comoção dos fiéis, que transformaram essa data a de sua tradicional festa.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO : A natureza missionária da Igreja é perpetuada no tempo através do testemunho e trabalhos de homens e mulheres que dedicaram sua vida para fazer o nome de Jesus conhecido entre os povos. Assim foi a vida de são Vírgilio, que através de incansável apostolado, espalhou a boa nova de Jesus entre aqueles que ainda não haviam tomado contato com a mensagem libertadora do Cristo.
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domingo, 25 de novembro de 2018

bom dia evangelho - 26.novembro.2018


Bom dia evangelho

26 DE NOVEMBRO DE 2018
SEGUNDA-FEIRA | 34º SEMANA DO TEMPO COMUM | COR: VERDE | ANO B
Imagem referencial / Foto: Pixabay (Domínio Público)
Vaticano, 23 Nov. 18 / 12:00 pm (ACI).- "A dignidade do ser humano: os ensinamentos do judaísmo e do catolicismo sobre as crianças" foi o tema da 16ª reunião da Comissão Bilateral das delegações do Grão-Rabinato de Israel e da Comissão da Santa Sé para as relações religiosas com o Judaísmo, realizada em Roma de 18 a 20 de novembro.
Esta comissão bilateral se reuniu por ocasião do Dia Mundial da Criança convocado pelas Nações Unidas e, por este motivo, abordou o tema da dignidade humana, com referência especial às crianças, baseadas no patrimônio bíblico que compartilham judeus e católicos.
Em primeiro lugar, a comissão reconheceu o progresso na sociedade moderna no tema dos direitos humanos, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção de 1989 sobre os Direitos da Criança, que expressam "os princípios da inviolabilidade da vida humana e da inalienável dignidade humana das pessoas que encontra a sua expressão plena nas relações entre o indivíduo e o Divino e entre o indivíduo e o seu próximo, o que implica na responsabilidade de tornar efetiva esta relação na dimensão social".
Na declaração conjunta, ambas as delegações asseguraram ter "um dever especial para com os membros mais fracos das suas comunidades e, especialmente, para com as crianças, garantes das futuras gerações, que ainda não são capazes de expressar todo o seu potencial e se defenderem sozinhas".
Durante a reunião, os representantes discutiram a importância de esclarecer "a base ética destes princípios, observando que esses ideais já estão arraigados com valor transcendente em nossa herança bíblica comum que afirma que o ser humano é criado à imagem de Deus".
Neste sentido, o respeito pela dignidade pessoal das crianças também deve ser expresso através da oferta de uma ampla gama de estímulos e instrumentos para desenvolver sua capacidade de reflexão e ação.
Por isso, destacaram que "é necessário promover relações de amor autêntico e estável, ​​e proporcionar a nutrição, garantindo sua saúde e proteção, a necessária educação religiosa e escolar, o cultivo da criatividade.
A sociedade como um todo, mas especialmente os pais, professores e guias religiosos têm uma responsabilidade especial no amadurecimento moral e espiritual das crianças.
Em suas deliberações sobre os direitos das crianças à autonomia e à liberdade, os membros da Comissão Bilateral destacaram "a tensão entre o esforço para garantir a liberdade máxima de escolha e a garantia de proteção e orientação prudente" e acrescentaram que se deve evitar "qualquer instrumentalização da outra pessoa, cuja dignidade sempre deve ser considerada como um fim em si mesmo”.
Audiência privada com o Papa
Os membros da comissão bilateral se reuniram com o Papa Francisco em 19 de novembro. "Somos irmãos e filhos de um só Deus e devemos trabalhar juntos pela paz, de mãos dadas", disse o Santo Padre a judeus e católicos.
Também informaram que durante a reunião foi anunciada a preparação de um documento inter-religioso sobre as questões relacionadas com o fim da vida, “com referência especialmente ao perigo de legalizar a eutanásia e o suicídio assistido por um médico em vez de garantir cuidados paliativos e o respeito máximo pela vida que é um dom de Deus".
A delegação católica foi liderada pelo Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral Cardeal Peter Turkson. Também estiveram presentes o Arcebispo Pierbattista Pizzaballa, o Arcebispo Bruno Forte, o Bispo Giacinto-Boulos Marcuzzo, Mons. Pier Francesco Fumagalli e o sacerdote salesiano Norbert J. Hofmann.

ORAÇÃO:  Ó Deus todo-poderoso e cheio de bondade, que fizestes de São Leonardo notável mensageiro do mistério da cruz, concedei, por sua intercessão, que, reconhecendo na terra as riquezas da cruz de Cristo, mereçamos alcançar nos céus os frutos da redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Lucas 21,1-4
Aleluia, aleluia, aleluia.
Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44) 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
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21 Levantando os olhos, viu Jesus os ricos que deitavam as suas ofertas no cofre do templo.
Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas,
e disse: “Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros.
Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento”.
Palavra da Salvação.
Comentário do Evangelho
A OFERTA DO POBRE
É inútil querer fazer bela figura diante de Deus, pensando que ele se deixa impressionar pelas grandezas humanas. O Reino de Deus subverte as categorias humanas. Assim, o que é grande aos olhos humanos, é desprezível para Deus. E vice-versa: o que o mundo desvaloriza, encontra valor aos olhos de Deus.
Quando os ricos colocavam no cofre do templo generosas ofertas, acreditavam estar fazendo um gesto altamente louvado por Deus, e com isso, crescendo em mérito diante dele. A atitude deles humilhava a quem pouco possuía para oferecer e causava inveja e espírito de competição. Era uma exibição de generosidade, com um detalhe: davam do seu supérfluo e não teriam de sofrer na pele os efeitos de sua esmola.
Em contraposição, as duas moedinhas lançadas pela pobre viúva tinham um valor inestimável para Deus. Oferecendo aquilo que lhe restava para viver, a mulher colocava-se toda nas mãos do Pai e fazia sua vida depender totalmente dele. Ela se recusava buscar segurança nos bens materiais, nem acreditava que o acúmulo de bens, qualquer que fosse, pudesse trazer-lhe alegria e felicidade. Reconhecia que tudo, em sua vida, era dom de Deus. Por isso, com toda a liberdade e sem a ânsia de possuir, foi capaz de arriscar tudo.
Esta é a oferta que tem valor diante de Deus.
SANTO DO DIA
SÃO LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO
Paulo nasceu no ano 1676, em Porto Maurício, na Itália. Filho de um capitão da marinha, o menino ficou órfão muito pequeno. Foi então levado à Roma para concluir os estudos no Colégio Romano. Depois foi para o Retiro de São Boaventura onde entrou para a Ordem franciscana e vestiu o hábito tomando o nome de Frei Leonardo.
Passou grande parte da vida em Florença. Era um empolgante pregador, destacando-se, sobretudo, na explicação da Paixão de Cristo. Santo Afonso de Ligório, seu contemporâneo, dizia que ele era o maior missionário daquele século.   Também é considerado o salvador do Coliseu, ao promover pela primeira vez a liturgia da Via-Sacra, naquele local que definiu como santificado, pelo martírio dos cristãos. Este gesto evitou a total ruína daquele monumento.
A celebração da Via-Sacra em seu interior se tornou tradição e a histórica construção passou a ser preservada. A tradição permanece, pois até hoje, o próprio pontífice, toda Sexta-feira da Paixão, faz a Via-Sacra no Coliseu, em Roma. Morreu em 1751 no seu querido Retiro de São Boaventura, em Roma.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO:  São Leonardo de Porto Maurício era devotíssimo do Sagrado Coração de Jesus, na forma da adoração ao Jesus Eucarístico e devoto da Virgem Maria, que lhe salvou a vida num tempo de incurável doença. Toda sua vida, penitências e orações convergiam para redimir as pessoas, pela força pregação e vivência do Evangelho.
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