terça-feira, 31 de maio de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 1. JUNHO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


01 DE JUNHO  DE 2022 - Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa

Deslizamento de terra no Recife. Foto: Captura de vídeo - RECIFE, 31 mai. 22 / 09:20 am (ACI).- A arquidiocese de Olinda e Recife (PE), a caritas arquidiocesana e a Cáritas Brasileira Nordeste 2 lançaram uma campanha emergencial para ajudar os atingidos pelas chuvas na região metropolitana do Recife. O temporal, que causou alagamentos e deslizamentos de terra, já deixou 93 mortos e milhares de desabrigados. “Convocamos a todos a ajudar nossos irmãos mais necessitados neste momento de dor e desamparo. A arquidiocese e as paróquias estão de portas abertas para receber a sua solidariedade e doação. Invocamos as bênçãos Deus e a proteção materna de Maria a todos os pernambucanos que estão sendo atingidos com as chuvas em nosso estado”, disse o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. Nos últimos dias, fortes chuvas atingiram a região metropolitana de Recife, com mais intensidade na sexta-feira (27) e sábado (28), quando cerca de 20 municípios acumularam mais de 100mm de chuvas em 24 horas. Até ontem, o número de mortos por causa da chuva era de 93 pessoas e 26 ainda estava desaparecidas. Além disso, 6170 pessoas ficaram desabrigadas. O governo de Pernambuco decretou emergência no Estado e ao menos 14 cidades também decretaram situação de emergência. “Estamos vivenciando uma situação humanitária emergencial. São milhares de vítimas desalojadas, pontos iminentes de mais desabamentos, além de vítimas fatais. Enquanto organismo da Igreja, a Cáritas tem o papel neste momento de ajudar os mais necessitados e em situação de vulnerabilidade”, disse a secretária executiva da Cáritas Brasileira Nordeste 2, Neilda Pereira. A campanha “#SOS Recife e região metropolitana, Solidariedade que transforma” busca arrecadas doações de alimentos não perecíveis, material de limpeza, produtos de higiene, colchões e lençóis que deverão ser entregues nas paróquias e, das 8h às 16h, na cúria arquidiocesana, que fica na Avenida Rui Barbosa, 409, Graças- Recife. As doações também podem ser feitas através de doações on-line via chave PIX ou depósito em conta, em favor da Cáritas Arquidiocesana de Olinda e Recife. Chave PIX: 29420681000129 (CNPJ) Conta: Banco do Brasil – Agência: 5740-1 – Conta Corrente: 60.691-0

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que destes a São Justino a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho (Jo 17,11b-19):

Naquele tempo, Jesus alçando os olhos ao céu, disse: «Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um, como nós somos um. Quando estava com eles, eu os guardava em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei, e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura.
»Agora, porém, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas estando ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria em plenitude. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Eu não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que também eles sejam consagrados na verdade».

«Que tenham em si a minha alegria em plenitude» - Fr. Thomas LANE(Emmitsburg, Maryland, Estados Unidos)

Hoje, vivemos em um mundo que não sabe como ser verdadeiramente feliz com a felicidade que vem de Jesus, um mundo que procura a alegria de Jesus nos lugares errados e da maneira errada. Procurar a felicidade sem Jesus leva somente à infelicidade ainda mais profunda. É só ver as novelas na TV, há sempre alguém em apuros. As novelas na TV nos mostram a miséria de uma vida sem Deus.
Mas queremos viver o dia de hoje com a alegria de Jesus. Jesus orou ao Pai em nosso Evangelho de Hoje, «digo estas coisas estando ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria em plenitude» (Jo 17,13). Percebamos que Jesus quer que sua alegria seja completa em nós. Ele quer que sejamos plenos de alegria. Isto não quer dizer que não teremos cruzes, porque «o mundo os odiou, porque eles não são do mundo» (Jo 17,14), mas Jesus espera que vivamos com sua alegria independentemente do que o mundo pensa de nós. A alegria de Jesus deve nos permear até o mais íntimo de nosso ser, enquanto os rugidos superficiais de um mundo sem Deus não devem nos penetrar.
Hoje então vivamos a alegria de Jesus. Como podemos adquirir mais e mais dessa alegria de Jesus? Obviamente dele mesmo. Jesus é o único que nos dá a verdadeira alegria que está ausente no mundo, como podemos ver nas novelas de TV. Jesus disse, «Se permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado» (Jo 15,7). Então passemos tempo a cada dia em oração com as palavras de Jesus nas Escrituras, comamos e consumamos as palavras de Jesus nas Escrituras, deixemos que elas sejam nosso alimento, para que sejamos saciados com a alegria que vem de Jesus: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte» (Bento XVI).
Pensamentos para o Evangelho de hoje: «A totalidade dos fiéis, nascidos na pia batismal, nasceu com Cristo em seu nascimento, assim como foi crucificado com Cristo em sua paixão e ressuscitou em sua ressurreição» (São Leão Magno) «A oração de Jesus na vigília de sua paixão ressoou hoje no Evangelho: 'Que eles sejam uma coisa como nós'. Deste amor eterno entre o Pai e o Filho, que se estende em nós pelo Espírito Santo, ganha força a nossa missão e a nossa comunhão fraterna» (Francisco) «A oração da 'hora de Jesus', justamente chamada 'oração sacerdotal' (cf. Jo 17), recapitula toda a Economia da criação e da salvação. Inspira as grandes petições do 'Pai Nosso'» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.758)

Santo do Dia: São Justino: Justino nasceu no ano 103. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão, um grande filósofo grego. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo. Foi batizado no ano 130 na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo. No ano seguinte estava em Roma e evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo. Deixou muitos livros importantes cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina da Igreja. Seus registros fornecem importantes informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja primitiva. Escreveu, defendeu e argumentou em favor do Cristianismo e por isto foi considerado de tal modo ilegal que foi vítima da denúncia de um filósofo pagão, o qual o levou ao tribunal. Acabou flagelado e decapitado em 164 na cidade de Roma, junto com outros companheiros que como ele testemunharam sua fé em Cristo.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Justino procurou a unidade e a conciliação entre paganismo e cristianismo, entre filosofia e revelação. Homem culto e dotado de grande fé, Justino lançou as bases de uma verdadeira filosofia cristã. Foi um leigo interessado pelos assuntos da fé e foi martirizado por defender a verdade e a fidelidade ao Evangelho.

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segunda-feira, 30 de maio de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 31. JUNHO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO

31 DE JUNHO DE 2022 - Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa

Missão eclesial para a Comissão Católica para as Migrações

Ao renovar a nova estrutura a Comissão Internacional Católica para as Migrações, recebeu uma mensagem do Papa Francisco destacando a sua natureza e missão eclesial - Vatican News: O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes ao Conselho Plenário da Comissão Internacional Católica para as Migrações. A ocasião é para a eleição da nova estrutura de gestão da Comissão, para aprovar os novos estatutos e determinar as linhas operacionais para os próximos anos. Sublinhando a sua natureza e missão eclesial que distingue de outras organizações que operam na sociedade civil e na Igreja, o Papa explica que “a Comissão é uma expressão colegial da ação pastoral, no campo da migração, dos bispos que, em comunhão com o Papa, participam de sua "solicitude pela Igreja Universal em um vínculo de paz, amor e unidade". E recorda que na Constituição Apostólica Praedicate Evangelium, a Comissão é mencionada e colocada entre as competências do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral (cf. Art. 174 § 2), para que sua natureza e missão sejam salvaguardadas de acordo com os princípios originais. As duas direções da Comissão. “A missão eclesial da Comissão – continua Francisco - é realizada em duas direções: ad intra e ad extra. Antes de tudo, é chamada a oferecer assistência qualificada às Conferências Episcopais e dioceses que têm que responder aos muitos e complexos desafios migratórios de nosso tempo. Portanto, está empenhada em promover o desenvolvimento e a implementação de projetos pastorais migratórios e a formação especializada de agentes pastorais no campo da migração, sempre a serviço das Igrejas particulares e de acordo com suas próprias competências. Ao falar sobre as competências “ad extra” o Pontífice escreveu: “a Comissão é chamada a responder aos desafios globais e emergências migratórias com programas direcionados, sempre em comunhão com as igrejas locais. Também lhe são confiadas atividades de advocacy como uma organização da sociedade civil no âmbito internacional. A Comissão envolve a Igreja e trabalha para uma maior consciência internacional das questões migratórias, a fim de promover o respeito aos direitos humanos e a promoção da dignidade humana, de acordo com as diretrizes da doutrina social da Igreja. Depois de esclarecer as competências da Comissão Francisco fez os agradecimentos pelo trabalho de todos destacando a ação determinante do grupo. E concluiu: “Agradeço, em particular, seus esforços para ajudar as Igrejas a responder aos desafios do deslocamento maciço causado pelo conflito na Ucrânia. Este é o maior movimento de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”.

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que destes a São Justino a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por Cristo nosso Senhor. Amém

Evangelho segundo São João 17,11b-19.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: «Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós.
Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura.
Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria.
Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo.
Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo.
Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade.
Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo.
Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».
(Tradução litúrgica da Bíblia)

 Concílio Vaticano II - Constituição sobre a Igreja «Lumen gentium», § 32 - «Que sejam um»

A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante povo de Deus contribui para a união, já que os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por um vínculo comum: os pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestem serviço uns aos outros e aos fiéis; e estes deem alegremente a sua colaboração aos pastores e mestres. Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade do corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e atividades consagra em unidade os filhos de Deus, porque «um só e o mesmo é o Espírito que opera todas estas coisas» (1Cor 12,11). Os leigos, portanto, do mesmo modo que, por divina condescendência, têm por irmão a Cristo, o qual, apesar de ser Senhor de todos, não veio para ser servido, mas para servir (cf Mt 20,28), de igual modo têm por irmãos aqueles que, uma vez estabelecidos no sagrado ministério, apascentam a família de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de Cristo, de modo que o mandamento da caridade seja por todos observado. A este respeito diz belissimamente Santo Agostinho: «Aterra-me ser para vós, mas consola-me estar convosco. Sou para vós como bispo; estou convosco como cristão. Nome de ofício, o primeiro; de graça, o segundo; aquele, de risco; este, de salvação».

santo do Dia: São Justino

Justino nasceu no ano 103. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão, um grande filósofo grego. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão.

Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo. Foi batizado no ano 130 na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo.

No ano seguinte estava em Roma e evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo. Deixou muitos livros importantes cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina da Igreja. Seus registros fornecem importantes informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja primitiva.

Escreveu, defendeu e argumentou em favor do Cristianismo e por isto foi considerado de tal modo ilegal que foi vítima da denúncia de um filósofo pagão, o qual o levou ao tribunal. Acabou flagelado e decapitado em 164 na cidade de Roma, junto com outros companheiros que como ele testemunharam sua fé em Cristo.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Justino procurou a unidade e a conciliação entre paganismo e cristianismo, entre filosofia e revelação. Homem culto e dotado de grande fé, Justino lançou as bases de uma verdadeira filosofia cristã. Foi um leigo interessado pelos assuntos da fé e foi martirizado por defender a verdade e a fidelidade ao Evangelho.

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domingo, 29 de maio de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 30. MAIO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


30 DE MAIO DE 2022 - Segunda-feira da 7ª semana da Páscoa

Papa anuncia Consistório: Dom Steiner e Dom Paulo Cezar Costa serão cardeais

Entre os 21 novos cardeais, também o arcebispo de Dili, Timor Leste, Dom Virgílio Do Carmo Da Silva SDB. Na lista anunciada por Francisco, está incluído o prefeito apostólico de Ulaanbaatar (Mongólia) Dom Giorgio Marengo, I.M.C, de apenas 48 anos, que será o mais jovem do Colégio Cardinalício. O rebanho cristão na Mongólia é de apenas 1.500 fiéis. Vatican News - Na conclusão do Regina Coeli neste domingo em que a Igreja festeja a Ascensão do Senhor, o Santo Padre Francisco fez o anúncio dos novos cardeais que serão criados no Consistório a ter lugar em 27 de agosto próximo. Entre esses os brasileiros Dom Leonardo Steiner e Dom Paulo Cezar Costa. "Rezemos pelos novos cardeais - pediu o Santo Padre após o anúncio - para que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de Bispo de Roma para o bem de todo o fiel Povo Santo de Deus". Dom Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M. - Arcebispo Metropolitano de Manaus. Nasceu em 6 de novembro de 1950 em Forquilhinha, Estado de Santa Catarina, na Diocese de Criciúma. Fez a profissão religiosa na Ordem dos Frades Menores em 2 de agosto de 1976 e foi ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1978. Estudou Filosofia e Teologia nos Franciscanos de Petrópolis; obteve o Bacharelado em Filosofia e Pedagogia na Faculdade Salesiana de Lorena. Obteve, na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, a Licenciatura e o Doutoramento em Filosofia. Após os estudos e um período como pároco assistente e pároco, foi formador no seminário até 1986 e mestre de noviços de 1986 a 1995. Em 27 de novembro de 2019, o Santo Padre Francisco o nomeou Arcebispo Metropolitano de Manaus (Brasil). Dom Paulo Cezar Costa - Arcebispo Metropolita da Arquidiocese de Brasília - Nasceu a 20 de julho de 1967 em Valença, na diocese do mesmo nome. Completou seus estudos em Filosofia no Seminário Nossa Senhora do Amor Divino em Petrópolis e os de Teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Obteve depois a Licenciatura e o Doutoramento em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1996-2001). Recebeu a ordenação sacerdotal em 5 de dezembro de 1992 e foi incardinado na Diocese de Valença. Em 21 de outubro de 2020, o Santo Padre Francisco o nomeou Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Brasília (Brasil).

Oração: Ó Deus, que nos alegrais com a comemoração de Santa Joana d'Arc, concedei que sejamos ajudados pelos seus méritos e iluminados pelos seus exemplos de castidade e fortaleza. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho segundo São João 16,29-33.

Naquele tempo, disseram os discípulos a Jesus: «De facto, agora falas abertamente, sem enigmas.
Agora vemos que sabes tudo e não precisas que ninguém Te faça perguntas. Por isso acreditamos que saíste de Deus».
Respondeu-lhes Jesus: «Agora acreditais?
Vai chegar a hora — e já chegou— em que sereis dispersos, cada um para seu lado, e Me deixareis só; mas Eu não estou só, porque o Pai está comigo.
Digo-vos isto, para que em Mim tenhais a paz. No mundo, sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo».(
Tradução litúrgica da Bíblia)

São Tito Brandsma (1881-1942) - carmelita holandês, mártir - Conferência Paz e amor pela paz de 11/11/1931 - «No mundo, sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo»

Por muito que amemos a paz e todos tenhamos no fundo do coração a esperança de que a nossa ação em seu favor não será inútil, nem vós nem eu podemos escapar à pressão destes tempos. Significa isto que não podemos libertar-nos da dúvida geral de que, segundo as leis da História, alguma coisa possa mudar: sempre que uma guerra sucede a outra, a causa da paz recebe um golpe mortal. Vivemos ainda demasiado sob a influência daqueles que defendem que recorrer às armas para vencer a guerra é o melhor caminho para alcançar a paz. [...] No entanto, é extraordinário verificar que, ao longo dos séculos, surgem constantemente heróis e mensageiros de paz. Encontramos estes mensageiros, estes apóstolos de paz, em todos os tempos e lugares, e hoje em dia, por sorte, também não faltam. Mas nenhum desses mensageiros de paz alcançou eco tão duradouro como Aquele a quem [...] chamamos Príncipe da Paz (cf Is 9,5). Permiti que vos relembre quem é este Mensageiro. No Domingo de Páscoa, depois da morte de Cristo na cruz, os apóstolos pareciam ter perdido toda a esperança. E quando, aos olhos do mundo, a missão de Cristo estava acabada e mais não era do que um fracasso para esquecer, eis que Ele lhes aparece, reunidos no Cenáculo com medo dos seus opositores, e, em vez de declarações beligerantes contra os seus adversários, lhes diz: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la do como a dá o mundo» (Jo 14,27). Gostava de repetir-vos esta palavra, de fazê-la ressoar pelo mundo fora, sem me preocupar com quem a ouvirá. Gostava de repeti-la tantas vezes que, mesmo que [...] não a aceitássemos, acabaríamos por escutá-la até chegarmos a compreendê-la.

Santo do Dia: Santa Joana d'Arc

Joana nasceu na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta. Assinava seu nome utilizando uma cruz. Aos treze anos, começou a viver experiências místicas. Os pais acharam que estava louca.

A França vivia a guerra dos cem anos com a Inglaterra. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. Joana, nas suas orações, recebia mensagens que exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Órleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII.

O rei só concordou em seguir os conselhos de Joana quando percebeu que ela realmente era um sinal de Deus. Deu-lhe a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. Carlos VII foi então coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.

Quanto a Joana, foi ferida, traída e vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso, grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como "feiticeira, blasfema e herética". Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431.

Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo Papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Joana entrou para a história como mito. Aquela jovem camponesa de 20 anos incompletos, tendo como arma principal sua fé, tornou-se respeitada como uma grande líder. Joana D'Arc é considerada a maior heroína nacional da França. Seu nome, imagem e história estão presentes em todo o país. Mesmo tendo sido uma guerreira, ela jamais deixou de praticar sua fé em Jesus Cristo.

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quinta-feira, 26 de maio de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 27. MAIO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


27 DE MAIO DE 2022-Sexta-feira da 6ª semana da Páscoa

Frei Damião de Bozzano. Foto: Capuchinhos do Nordeste - RECIFE, 26 mai. 22 / 03:01 pm (ACI).- Na próxima terça-feira, 31 de maio, faz 25 anos da morte de frei Damião de Bozzano. Para marcar a data, tem início hoje em Recife (PE) a festa em memória do frade capuchinho que evangelizou o Nordeste brasileiro e teve suas virtudes heroicas reconhecidas pelo papa Francisco em 2019. A festa de frei Damião acontece no Convento de São Félix Cantalice, onde ele está sepultado. Frei Damião nasceu em Bozzano, na Itália, em 5 de novembro de 1898, tendo recebido o nome de Pio Gianotti. Aos 13 anos, ingressou no Seminário Seráfico de Camigliano, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em julho de 1915, emitiu os primeiros votos e recebeu o nome de frei Damião de Bozzano. Mas, precisou interromper os seus estudos de Filosofia após ser convocado, em setembro de 1918, para o serviço militar na Primeira Guerra Mundial. Retornou ao convento ao fim da guerra e emitiu sua profissão perpétua. Foi ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1923, em Roma. Em 1931, foi enviado ao Brasil e se estabeleceu no convento Nossa Senhora da Penha, em Recife (PE). Depois disso, foram 66 anos dedicados às santas missões, que eram uma semana missionária, em que ele se dedicava a proclamar a Palavra de Deus em uma cidade. Frei Damião fazia sermões, catequeses, visita aos doentes, aos presos. Além disso, atendia confissões por mais de 12 horas por dia. Com os anos, adquiriu uma deformação na coluna que o deixou encurvado, provocando dificuldades na fala e na respiração. Além disso, durante muito tempo, sofre de erisipela, devido à má circulação sanguínea. Em 1990, sofreu uma embolia pulmonar, por isso, a partir de então, diminuiu o ritmo das Santas Missões, passando apenas para os finais de semana. Mas, sua saúde se agravou em 1997. Em 12 de maio daquele ano, foi internado no Real Hospital Português, na capital pernambucana, onde foi visto realizando aquele que foi chamada “sua última missão”, rezou o terço com o povo em uma das salas do hospital. No dia seguinte, 13 de maio, sofreu um derrame cerebral e foi levado para a UTI, vindo a morrer em 31 de maio de 1997, aos 98 anos. Seu corpo foi enterrado na capela de Nossa Senhora das Graças, de quem era devoto, no Convento São Félix, em Recife. "Estamos aguardando muita gente. Em outras festas passaram por aqui mais de 10 mil pessoas. Acredito que iremos superar as expectativas agora”, disse ao site JC o guardião do Convento São Félix Cantalice, frei Janailson Gomes.

A abertura das festividades será às 19h, com a missa na igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário, no bairro Pina. Ao final da celebração, acontecerá uma procissão com o Santíssimo Sacramento até o convento. A ideia de realizar a procissão é uma forma de conservar o legado deixado por frei Damião que costumava encerrar assim as celebrações. A programação seguirá amanhã (27) no convento com a bênção de são Félix e missas às 6h, 11h e 17h. No sábado (28), haverá missas às 6h e 17h. No domingo (29), as celebrações eucarísticas serão às 4h, 6h, 8h, 10h, 14h e 17h e, ás 11h30, haverá o descerramento da placados 25 anos da morte de frei Damião. A programação se encerrará na terça-feira (31), com missas às 6h e 17h. Para frei Janailson Gomes, frei Damião foi “um frade de estatura mínima, porém gigante na sua missão”. “Com essas missões ele foi conquistando o coração do povo nordestino. Hoje nós percebemos o amor, a devoção que o povo tem ao frei Damião porque ele não mediu esforços para ir até o povo”, disse o guardião do convento ao JC.

Oração: Santo Agostinho da Cantuária intercedei por nós junto a Deus para que jamais temamos abraçar nossa missão e que nos sintamos sempre apoiados pelo poder divino para chegarmos a um feliz termo em nossa jornada. Amém!

Evangelho segundo São João 16,20-23a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».

Tradução litúrgica da Bíblia - Santo Agostinho (354-430) - bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermões sobre São João, n.º 101 - «Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»

«Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»: estas palavras do Salvador não devem ser reportadas ao tempo que se seguiu à ressurreição, em que Ele Se mostrou aos seus discípulos na carne e lhes disse para Lhe tocarem, mas a outro tempo, do qual Ele já dissera: «Quem Me ama, será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele» (Jo 14,21). Esta visão não é para esta vida, mas para a do mundo que há de vir; não é uma visão para o tempo, mas uma visão que não terá fim. «A vida eterna consiste nisto: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste» (Jo 17,3). Desta visão e conhecimento, disse o apóstolo Paulo: «Hoje vemos como num espelho, de maneira confusa; então, veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita; então, conhecerei exatamente como sou conhecido» (1Cor 13,12). Por agora, a Igreja produz este fruto do seu trabalho no desejo; então, produzi-lo-á na visão. Agora, produ-lo na dor; então, produzi-lo-á na alegria. Agora, produ-lo na súplica; então, produzi-lo-á no louvor. Este fruto não terá fim, porque só o infinito nos cumulará. Era por isso que Filipe dizia: «Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta» (Jo 14,8).

Santo do Dia: 

Santo Agostinho da Cantuária

Agostinho era um monge beneditino num mosteiro fundado pelo Papa Gregório Magno. Foi justamente este Papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas.

No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à Grã-Bretanha, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Santo Agostinho renovou o trabalho missionário nesta ilha.

Em 597 para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Todos desaconselhavam a missão. Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei Etelberto havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu corajosamente enfrentar os riscos.

A chegada foi triunfante. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. O rei impressionou-se com a coragem do monge e ele mesmo recebeu o batismo, seguido de muitos súditos. Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.

Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na Igreja da Cantuária, que ainda guarda suas relíquias.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: A Igreja nasceu com a vocação missionária. No decorrer da história muitos homens e mulheres levaram adiante este missão deixada por Jesus. Alguns enfrentaram desafios, como nosso querido Agostinho de Cantuária, que com paciência e determinação levou o evangelho para os povos britãnicos. O ideal missionário continua a ecoar em nossos corações. Vamos em frente na pregação do evangelho da vida e da justiça.

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quarta-feira, 25 de maio de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 26. MAIO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


26 DE MAIO DE 2022 - Quinta-feira da 6ª semana da Páscoa

O Papa sobre o massacre no Texas: é hora de dizer basta ao tráfico indiscriminado de armas

O apelo de Francisco após a catequese na audiência geral desta quarta-feira (25): "Meu coração está abalado pelo massacre na escola primária do Texas. Eu rezo pelas crianças, pelos adultos mortos e por suas famílias. É hora de dizer basta para o tráfico indiscriminado de armas! Devemos nos comprometer para que tais tragédias nunca mais possam acontecer". Vatican News "É hora de dizer basta para o tráfico indiscriminado de armas. Devemos nos comprometer para que tais tragédias nunca mais possam acontecer": são palavras do Papa nesta manhã de quarta-feira (25), após sua catequese na Audiência Geral na Praça São Pedro. Cardeal Cupich: lamentamos, mas devemos agir A reação dos bispos estadunidenses foi imediata, em particular o Cardeal Blase Cupich, Arcebispo de Chicago, condenou as leis sobre a posse de armas: "Devemos chorar e nos aprofundarmos na dor... mas depois devemos estar prontos para agir". Já passaram dez anos desde o massacre de Sandy Cook, também uma escola primária, na qual 20 das 26 vítimas eram crianças. Recordando aquela e as muitas outras tragédias que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos anos, o prelado se perguntou: o que esperamos para nossos filhos? Que, como regulamento de sua escola, aprendem a se comportar no caso de um ataque armado? Que se sintam em perigo simplesmente fazendo o que a sociedade diz ser um bem para eles: ir à escola? Que chegam a se questionar se têm futuro?". "Temos mais armas de fogo do que pessoas" Dom Cupich, apoiado por todos os bispos dos Estados Unidos, pediu a todos que imaginassem "ser um pai ou uma mãe com um filho naquela escola", e depois: "imaginem ter que enterrá-los". Todo o país está cheio de armas. "Temos mais armas de fogo do que pessoas", afirma ainda Dom Cupich. Embora nem sempre tenha sido assim, "os tiroteios em massa se tornaram uma realidade diária nos Estados Unidos de hoje". "O direito de posse de armas nunca será mais importante do que o vida humana", conclui Dom Cupich, acrescentando: "Nossos filhos também têm direitos. E nossos agentes eleitos têm o dever moral de protegê-los”.

Oração: Ó Pai, pela vossa misericórdia São Felipe Néri anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento e viver na vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Evangelho segundo São João 16,16-20.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me».
Alguns discípulos disseram entre si: «Que significa isto que nos diz: "Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me", e ainda: "Eu vou para o Pai"?».
E perguntavam: «Que é esse pouco tempo de que Ele fala? Não sabemos o que está a dizer».
Jesus percebeu que O queriam interrogar e disse-lhes: «Procurais entre vós compreender as minhas palavras: "Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me".
Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria»
.(Tradução litúrgica da Bíblia)

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara - §92, Salmo 46 - A alegria da felicidade de Deus

«Deus subiu por entre aclamações, o Senhor subiu ao som da trombeta. Cantai a Deus, cantai! Cantai ao nosso Rei, cantai!» (Sl 46,6-7 LXX). [...] Os últimos versículos deste salmo aplicam-se à alegria e à glória de Deus em geral, e em particular à ascensão de Nosso Senhor: «Ascendit Deus in jubilo». [...] Que o fundamento sólido, inabalável, da nossa alegria esteja na Terra e no Céu: a felicidade por Deus ser Deus, a felicidade porque Nosso Senhor «ressuscitou e não morrerá jamais» (Rm 6,9), mas permanece eternamente bem-aventurado! Obrigado, meu Deus, por nos dardes esta fonte inesgotável de alegria, por a incluirdes nos vossos livros, na santa liturgia e a derramardes pela vossa graça nos nossos corações, permitindo-nos compreender e saborear esta bendita verdade! Como sois bom, Vós que desta forma nos fazeis participar, aqui no exílio, na exata medida do amor que temos, da felicidade dos bem-aventurados no Céu! [...] Na Terra haverá sombras, mas que esta visão de paz e de infinita felicidade ponha nas nossas almas um fundo de paz e de felicidade invariáveis, que nada nos possa tirar, porque o seu fundamento é eterno. Que venham as tristezas, têm de vir, Jesus também as sentiu, mas que permaneçam apenas à superfície das nossas almas, que o seu fundo permaneça imutavelmente sereno, como o fundo da alma de Jesus, sempre unido ao Pai, sempre na posse da visão beatífica. Nós não temos essa visão; mas temos dela como que um alvorecer, uma aurora.

 Santo do Dia: São Filipe Néri

Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Néri pertencia a uma família rica. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar vocação para vida religiosa, mesmo frequentando regularmente a igreja.

Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar Filosofia e Teologia com os agostinianos. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral.

Somente aos trinta e seis anos de idade ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade. Tão grande era sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho.

Filipe se preocupou com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Com bom humor, ele dizia aos que reclamavam do barulho das crianças: "Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça".

Viveu até o dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado até hoje de: Santo da alegria e da caridade.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: A alegria é a grande virtude dos santos. Uma alegria serena e confiante no amor do Cristo Ressuscitado. Ser alegre não significa dar risadas o dia todo, mas conservar o semblante calmo e tranquilo. A tristeza enfraquece o coração e provoca desânimo. Peçamos ao bom Deus que nos alimente sempre com a virtude cristã da alegria.

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