quarta-feira, 3 de julho de 2013

bom dia - 04 de julho


Bom dia evangelho
04 de julho - Quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum
Santo do dia :
Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336,  Beato Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati

Oração: Pai, que minha fé ilimitada em teu Filho Jesus seja penhor de perdão e cura. Que o poder de Jesus me cure a partir do meu interior.
Evangelho segundo S. Mateus 9,1-8.
N
aquele tempo, Jesus subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaúm.
Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.»
Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»
Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações?
Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados’, ou: 'Levanta-te e anda’?
Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados disse Ele ao paralítico: 'Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.»
E ele, levantando-se, foi para sua casa.
Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

Comentário do dia
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre São Mateus, 29, 2

«Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados»

Os escribas defendiam que apenas Deus podia perdoar os pecados. Jesus, antes mesmo de os perdoar, revela o segredo dos corações, demonstrando assim que também Ele possuía esse poder reservado a Deus [...], porque está escrito: «Só vós, Senhor, conheceis os segredos humanos» (2Cr 6,30) e «o homem vê o rosto, mas Deus vê o coração» (1Sm 16,7). Jesus revela, portanto, a sua divindade e a sua igualdade com o Pai mostrando aos escribas o que lhes ia no fundo do coração e divulgando-lhes pensamentos que eles não ousariam dizer em público com medo da multidão. E fá-lo com total doçura. [...]
O paralítico podia ter manifestado a sua incredulidade em Cristo dizendo-Lhe apenas: «Muito bem! Vieste curar outra doença e sarar outro mal, o pecado. Que prova tenho eu de que os meus pecados são perdoados?» Ora, não é nada disso que acontece; ele confia-se Àquele que tem o poder de curar. [...]
Cristo diz aos escribas: «Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados’, ou ‘Toma o teu catre e vai para tua casa’?» Dito doutra maneira: Que vos parece que é mais fácil? Restabelecer um corpo paralisado ou perdoar os pecados da alma? Evidentemente que é curar o corpo, uma vez que o perdão dos pecados ultrapassa essa cura, dado a alma ser superior ao corpo. Mas porque uma destas obras é visível, e a outra não, levarei a cabo precisamente a que é visível e menor, para assim comprovar a invisível e maior. E nesse momento, pelas suas obras, Jesus dá testemunho de ser «Aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29).


Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336
Filha do rei D. Pedro II de Aragão e da rainha D. Constança. Pensa-se que tenha nascido em princípios de 1270. Em Barcelona? Não sabemos ao certo.
Casou-se em 1282 com D. Dinis, rei de Portugal. Neta de Jaime I o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha, deles herdou a energia tenaz e a força de alma. Mas caracterizava-se principalmente pela bondade imensa e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parente próxima. Era mulher cheia de doçura e de bondade. Gostava da vida interior e do trabalho silencioso, jejuava dias sem conta ao longo do ano, comovia-se com os que erravam, rezava pelo Livro de Horas, cosia e fazia bordados na companhia das damas e distribuía esmolas aos necessitados.
Aos 20 anos foi mãe de D. Afonso IV, o Bravo, que foi a sua cruz. Caso único na 1ª dinastia portuguesa, a vida deste homem foi pura e nisto se vê influência de sua mãe.
Era discreta esta jovem rainha que obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era o rei), que fingia ignorar as andanças do rei e que criava os seus filhos ilegítimos. Na política peninsular de então, o seu poder moderador fez-se sentir profundamente. Serviu de juiz nas rixas entre D. Dinis, seu irmão e seu turbulento filho.
Após a morte de D. Dinis, vestiu o hábito de Santa Clara. Construiu mosteiros e hospitais. Morreu em Estremoz a 4 de Julho de 1336. Foi canonizada a 25 de Maio de 1625 pelo papa Urbano VIII. Portugal venera-a com a antonomásia de Rainha Santa
.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.(
Irmã Patrícia Silva, fsp)

 

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