quarta-feira, 5 de julho de 2023

bom dia evangelho - 6. julho. 023

 

Bom dia evangelho


6 de julho de 2023 - Quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Caminhada com Maria, em 2018 / Arquidiocese de Fortaleza

FORTALEZA, 05 Jul. 23 / 12:52 pm (ACI).- A arquidiocese de Fortaleza (CE) vai retomar este ano a Caminhada com Maria. O evento costuma reunir milhões de pessoas no dia 15 de agosto, festa de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da cidade. Nos últimos anos, não aconteceu por causa das medidas restritivas impostas contra a pandemia de covid-19.

Segundo a arquidiocese, este é “um dos maiores eventos religiosos” do Brasil. Na última edição, em 2019, mais de 2 milhões de pessoas participaram.

A programação começará às 12h, no santuário de Nossa Senhora da Assunção, com missa celebrada pelo arcebispo dom José Antonio Aparecido Tosi Marques. Em seguida, a procissão segue um trajeto de 12 quilômetros, passando pela Avenida Coronel Carvalho e Avenida Leste e Oeste. O percurso vai até à catedral metropolitana, onde a imagem da padroeira será coroada.

Oração: Deus e Senhor nosso, que pelo exemplo da Sagrada Família exaltastes a virgindade, concedei-nos por intercessão de Santa Maria Goretti a sua mesma firmeza contra as violências ao corpo e à alma, o auxílio da sua proteção, sobretudo das crianças e dos jovens, e o esclarecimento das consciências sobre a gravidade de desdenhar das virtudes, de modo a que possamos sair da prisão do pecado e, puros como exigis, podermos viver os prazeres celestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

Evangelho (Mt 9,1-8)

 Naquele tempo, entrando num barco, Jesus passou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico, deitado numa maca. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: «Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!». Então alguns escribas pensaram: «Esse homem está blasfemando». Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? Que é mais fácil, dizer?: Os teus pecados são perdoados?, ou: Levanta-te e anda? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, disse então ao paralítico: 'Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa'». O paralítico levantou-se e foi para casa. Vendo isso, a multidão ficou cheia de temor e glorificou a Deus por ter dado tal poder aos seres humanos.

«Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa»

Rev. D. Francesc NICOLAU i Pous(Barcelona, Espanha)

Hoje encontramos uma das muitas manifestações evangélicas da bondade misericordiosa do Senhor. Todas elas nos mostram aspectos ricos em detalhes. A compaixão misericordiosamente exercida de Jesus vai desde a ressurreição de um morto ou a cura da lepra até perdoar uma mulher pecadora, passando por muitas outras curas de enfermidades e o perdão dos pecadores arrependidos. Perdão esse, expresso em parábolas como a da ovelha desgarrada, da moeda perdida e a do filho pródigo.
O Evangelho de hoje nos dá uma mostra da misericórdia do Salvador em dois aspectos de uma só vez: diante da enfermidade do corpo e da enfermidade da alma. E, considerando que a alma é mais importante, Jesus começa por ela. Sabe que o doente está arrependido de seus pecados, vê a sua fé, e a fé daqueles que o conduzem e diz: «Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!» (Mt 9,2).
Por que começa por aí se ninguém Lhe pediu isso? Está claro que Ele lê seus pensamentos e sabe que é precisamente isto o que mais agradecerá aquele paralitico, que provavelmente, ao se ver diante da Santidade de Jesus Cristo, se sentiria confuso e envergonhado de seus próprios pecados, e com certo temor deles serem um impedimento para receber a graça da cura de sua saúde. O Senhor quer tranqüilizá-lo. Não se importa com os maus pensamentos do coração dos escribas, ao contrário, quer mostrar que veio para exercer a misericórdia com os pecadores e agora a quer proclamar.
É que aqueles que estão cegos pelo orgulho, se acham justos e por isto não aceitam a chamada de Jesus; ao contrário, O acolhem todos aqueles que sinceramente se sentem pecadores. Ante estes, Deus se inclina perdoando-os. Como diz Santo Agostinho, «é uma grande miséria o homem orgulhoso, mas é muito maior a misericórdia de Deus humilde». E, neste caso a misericórdia divina vai mais longe: como complemento do perdão, devolve a saúde: «Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa» (Mt 9,6). Jesus quer que a felicidade do pecador convertido seja completa.
Nossa confiança nele se há de afirmar. Mas, nos sintamos pecadores, a fim de não nos fecharmos para a graça.

Santa Maria Goretti

Maria nasceu em 1890 na cidade italiana de Corinaldo, numa pobre, numerosa e muito piedosa família camponesa. Sendo a mais velha dos sete irmãos, cuidava dos menores enquanto os pais estavam trabalhando no campo. Aos nove anos perdeu o pai, acometido de malária, e assim as dificuldades financeiras familiares aumentaram, obrigando a que mudassem várias vezes até um povoado chamado Ferrieri, onde passaram a viver junto com o viúvo João Serenelli e seus dois jovens filhos, Gaspar e Alessandro. Mesmo tendo apenas 11 anos, Maria era muito bonita e despertou o interesse desequilibrado de Alessandro, nove anos mais velho. Ela passou a assediá-la, sendo sempre recusado. Por fim, em 5 de julho de 1902, ele tentou estuprá-la. Maria defendeu-se e começou a rezar, dizendo-lhe que o seu desejo era pecaminoso. Alessandro, colérico, deu-lhe então 14 facadas e fugiu. Seu pai João chegou a tempo de levá-la para o hospital, onde foi operada sem anestesia, mas a gravidade dos ferimentos não permitiu a cura. Maria faleceu no dia seguinte, olhando para um quadro da Santíssima Virgem. Antes, porém, perdoou seu assassino, dizendo: “Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”. Alessandro foi preso e condenado a 30 anos de trabalhos forçados, sendo solto depois de 27, por bom comportamento. Na prisão havia recebido a visita do bispo local, a quem manifestou seu arrependimento e pediu orações. Libertado, procurou a mãe de Maria, implorando-lhe o perdão; “Se minha filha, em seu leito de morte te perdoou, eu também te dou meu perdão”, foi a resposta. Alessandro tornou-se frade num mosteiro da Ordem Menor dos capuchinhos, onde trabalhou como porteiro e jardineiro, vivendo sincera conversão até a morte. Em 1950, por ocasião da canonização de Maria Goretti, uma das mais jovens santas da Igreja, estavam na praça de São Pedro em Roma mais de 500 mil pessoas, incluindo sua mãe, então com 84 anos, quatro dos seus irmãos e o agora frade Alessandro Serenelli. Por sua pureza, o Papa Pio XII a declarou padroeira das virgens cristãs, da castidade, da juventude, bem como da pureza de coração e do perdão.(Colaboração: José Duarte de Barros Filho)

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terça-feira, 4 de julho de 2023

BOM DIA EVANGELHO - 5. JULHO. 023

 

BOM DIA EVA\NGELHO


5 DE JULHO DE 2023 - Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Escultura de Timothy Schmalz. / Cortesia La Machi -    

Vaticano, 03 Jul. 23 / 03:09 pm (ACI).- O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, abençoou na Itália a escultura "Deixai livres os oprimidos", do artista canadense Timothy Schmalz. A obra representa santa Josefina Bakhita, padroeira das vítimas do tráfico de pessoas. A escultura foi inaugurada na quinta-feira (29) em frente à igreja de São Francisco de Assis em Schio, por ocasião da festa de São Pedro Apóstolo, padroeiro da cidade. Segundo um comunicado de imprensa, a obra “evoca a figura de santa Josefina Bakhita com a intenção de conscientizar sobre o problema do tráfico de pessoas”. Durante seu discurso, o cardeal Parolin disse que além da escravidão física sofrida pelas vítimas do tráfico representadas na escultura, muitas pessoas também podem se identificar com ela: "Porque acredito que todos temos uma escravidão da qual devemos nos libertar".

Oração:

Senhor Deus, que apascentas o Vosso rebanho com plena solicitude, concedei-nos por intercessão de Santo Antônio Maria Zaccaria realizar a sua proposta para a pastoral familiar, levando o Bom Pastor ao núcleo das sociedades: as famílias constituídas como Vos as criastes, de modo a reformar todo o orbe para vossa Adoração infinita num único povo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

Evangelho (Mt 8,28-34):

 Quando Jesus chegou à outra margem do lago, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, saindo dos túmulos. Eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles então gritaram: «Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?». Ora, acerta distância deles estava pastando uma manada de muitos porcos. Os demônios suplicavam-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos à manada de porcos». Ele disse: «Ide». Os demônios saíram, e foram para os porcos. E todos os porcos se precipitaram, pelo despenhadeiro, para dentro do mar, morrendo nas águas. Os que cuidavam dos porcos fugiram e foram à cidade contar tudo, também o que houve com os possessos. A cidade inteira saiu ao encontro de Jesus. E logo que o viram, pediram-lhe que fosse embora da região.

«Pediram-lhe que fosse embora da região»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, no Evangelho, contemplamos um triste contraste. “Contraste” porque admiramos o poder e a majestade divina de Jesus Cristo, a quem voluntariamente se submetem os demônios (sinal claro da chegada do Reino dos Céus). Mas, ao mesmo tempo, deploramos a estreiteza e a mesquinhez de que é capaz o coração humano que repudia o portador da Boa Nova: «A cidade inteira saiu ao encontro de Jesus. E logo que o viram, pediram-lhe que fosse embora da região» (Mt 8,34). E “triste” porque «a luz verdadeira, que vindo ao mundo (...), mas o mundo não a reconheceu» (Jo 1, 9.11).
Mais contraste e mais surpresa ainda se reparamos no fato de que o homem é livre e esta liberdade tem a “capacidade de reter” o poder infinito de Deus. Digamos isto de outra maneira: a infinita Potestade divina chega até onde o permite nossa “poderosa” liberdade. E isto é assim porque Deus nos ama principalmente com um amor de Pai, e portanto, não nos há de surpreender que ele respeite muito nossa liberdade: Ele não impõe seu amor: apenas o propõe para nós.
Deus, com sabedoria e bondade infintas, governa providencialmente o universo, respeitando nossa liberdade; e também faz isto quando essa liberdade humana lhe dá as costas e não quer aceitar sua vontade. Ao contrário do que possa parecer, não se lhe escapa o mundo das mãos: Deus leva tudo a bom termo, apesar dos impedimentos que Lhe possamos opor. Na verdade, nossos impedimentos são antes de tudo, impedimentos para nós mesmos.
Podemos afirmar então, que «frente a liberdade humana, Deus quis se fazer “impotente”. E pode-se mesmo dizer que Deus está pagando por este grande dom [a liberdade] que nos concedeu como seres criados por Ele à sua imagem e semelhança [o homem]» (João Paulo II). Deus obedece!: sim, se o expulsamos, Ele obedece e se vai. Ele obedece, mas nós perdemos. Ao contrário, saímos ganhando quando respondemos como Santa Maria: «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38).

Santo Antônio Maria Zacarias

Antônio Maria nasceu em 1502 em Cremona, Itália, na nobre família Zaccaria. Seu pai faleceu quando tinha dois anos, e sua mãe recusou outros casamentos para se dedicar totalmente a ele. Desde pequeno era muito inteligente, e caridoso, sendo comum voltar do colégio sem seu manto de lã, que dera a algum mendigo. Com 18 anos, decidiu deixar tudo o que seria sua herança com a própria mãe (que por toda a vida aceitou a solidão de modo a não atrapalhar a vocação do filho), indo estudar Filosofia em Pávia, e posteriormente Medicina em Pádua, onde se doutorou. Durante este tempo levou vida austera, simples e humilde, afastando-se das turbulências comuns à vida universitária. Já formado e tendo abandonado as roupas luxuosas, trocadas por vestes simples, dedicou-se a tratar principalmente dos mais necessitados, curando as doenças físicas mas também oferecendo conforto e esperança com a palavra de Deus. Por fim, em 1528, decidiu tornar-se sacerdote, mudando-se para Milão. Fundou nesta cidade, com o auxílio de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como “barnabitas”, porque a primeira Casa da Ordem foi construída ao lado da igreja de São Barnabé. Posteriormente, fundou a Congregação Feminina das Angélicas de São Paulo, auxiliado pela condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, e o Grupo de Casais para os leigos. A ideia destas fundações era a verdadeira reforma dos religiosos e leigos, naquele momento em grande decadência moral, em oposição à mal denominada “Reforma” protestante do herético Lutero (este não fez qualquer reforma no Catolicismo, pois uma reforma mantém as bases e corrige os erros; Lutero simplesmente criou outra religião, na medida em que pretendeu mudar ou eliminar, não reformar, os próprios fundamentos do Catolicismo, como a Eucaristia e demais Sacramentos, o entendimento da Bíblia, a noção de santidade, etc.). Antônio foi assim um dos líderes da chamada (também inadequadamente) Contrarreforma, que uniu vários santos da Igreja no preparo do famosíssimo Concílio de Trento (1545-1563), fundamental para o esclarecimento dos erros dos protestantes e da afirmação das verdades da Doutrina e da Liturgia Católica. Outra dificuldade da época combatida por Antônio foi a ideia de incompatibilidade entre Fé e ciência, atualmente também em voga e de novo refutada pela Igreja (por exemplo na Encíclica de São João Paulo II Fides e Ratio, “Fé e Razão”: tanto a Fé quanto a Razão, e por consequência a Ciência que dela se desenvolve, vêm de Deus, e não podem por isso estar em oposição, pois Deus não age contra Si mesmo). Foi um grande promotor da devoção eucarística, e por isso instituiu as hoje muito conhecidas 40 horas de Adoração ao Santíssimo Sacramento como eficaz exercício espiritual. Propunha-se igualmente a tocar os sinos da igreja diariamente às 15h00, em homenagem e recordação ao momento da morte de Jesus na Sua Paixão. Em 1539, contraiu uma epidemia numa das suas numerosas missões de pregação e oração, e sendo médico, soube que não resistiria a ela. Voltou então para a casa materna, onde nascera, para aí nascer para a vida definitiva no Paraíso. Faleceu com menos de 37 anos nos braços da sua mãe terrena, despertando nos braços da Mãe do Céu. Santo Antônio Maria Zaccaria é considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na Igreja Católica.(Colaboração: José Duarte de Barros Filho)

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segunda-feira, 3 de julho de 2023

BOM DIA EVANGELHO - 4. JULHO. 2023

 

BOM DIA EVANGELHO


4 DE JULHO DE 2023 - Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Irmãs dos Pobres de Jesus Cristo. - Foto: Fraternidade O Caminho/Divulgação

 

REDAÇÃO CENTRAL, 03 Jul. 23 / 04:40 pm (ACI).- A polícia da Nicarágua invadiu ontem (2), a casa das irmãs dos Pobres de Jesus Cristo, em León, e prendeu quatro freiras brasileiras. As irmãs da Fraternidade dos Pobres de Jesus Cristo estavam há sete anos na Nicarágua. A ordem religiosa faz parte da Fraternidade O Caminho, formada por consagrados, sacerdotes e leigos, fundada em 2001 pelo padre Gilson Sobreiro, pela irmã Serva das Chagas Ocultas do Crucificado, pjc, pela leiga Márcia Oliveira Maia Prates e alguns jovens. Segundo a fraternidade, as quatro irmãs foram deportadas para a missão em El Salvador e estão em segurança.

Oração: Deus Rei do Universo, cuja Majestade enobrece os Vossos filhos e as nações, concedei-nos por intercessão de Santa Isabel de Portugal, como Vós realeza que serve, seguir em espírito este mesmo exemplo, depositando nesta vida uma coroa de obras de caridade diante do Vosso altar, para, como imagem benéfica aos irmãos, mantermos a alma incorrupta, exalando o bonus odor Christi que desejais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

Livro do Génesis 19,15-29.

Naqueles dias, os Anjos que se tinham hospedado em casa de Lot insistiram com ele, dizendo: «Levanta-te, toma a tua esposa e as duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo de Sodoma».
E, como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, assim como à esposa e às duas filhas, porque o Senhor queria poupá-los.
Quando os levavam para fora da cidade, um deles disse: «Foge, se queres salvar a vida. Não olhes para trás, nem te demores em nenhum lugar da planície. Foge para os montes, para não pereceres».
Lot respondeu: «Isso não, meu Senhor, eu te peço.
O teu servo encontrou graça a teus olhos e mostraste-me uma grande misericórdia, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para os montes, sem que a desgraça caia sobre mim e eu morra.
Olha, perto daqui há uma pequena cidade, onde posso refugiar-me e escapar do perigo. Como a cidade é pequena, ali salvarei a vida».
Ele respondeu: «Está bem. Concedo-te ainda esta graça: não destruirei a cidade de que falas.
Foge depressa para lá, porque nada posso fazer, enquanto não tiveres lá chegado». – É por isso que se deu àquela cidade o nome de Soar.
Começava o Sol a aparecer sobre a Terra, quando Lot entrou em Soar.
Então o Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo que vinham do alto dos céus.
Destruiu aquelas cidades e toda a planície, bem como todos os seus habitantes e a vegetação da terra.
Entretanto, a mulher de Lot olhou para trás e transformou-se numa estátua de sal.
Abraão levantou-se muito cedo e foi ao local onde estivera na presença do Senhor.
Olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a planície e viu o fumo que subia da terra, como fumo de uma fornalha.
Foi assim que, ao destruir as cidades da planície, Deus Se recordou de Abraão e fez que Lot escapasse à catástrofe, quando destruiu as cidades em que ele habitara.

Livro dos Salmos 26(25),2-3.9-10.11-12.

Observai-me, Senhor, e ponde-me à prova,
purificai-me os rins e o coração.
Tenho sempre diante de mim a vossa bondade
e deixo-me guiar pela vossa verdade.

Não permitais que a minha alma se junte aos pecadores,
nem a minha vida aos homens sanguinários.
Suas mãos estão cheias de crimes
e a sua dextra foi subornada.

Eu, porém, procedo com retidão:
salvai-me e tende piedade de mim.
Os meus pés seguem por caminho reto:
nas assembleias bendirei o Senhor

Evangelho segundo São Mateus 8,23-27.

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no.
Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».(Tradução litúrgica da Bíblia)

Santa Faustina Kowalska (1905-1938) - religiosa -Diário (Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003), § 1000 - Protege as almas do naufrágio, ó Jesus!

No ermo da vida, terrível solidão, ó meu amado e dulcíssimo Jesus, defendei as almas da perdição, que sois fonte de misericórdia e luz. E que dos vossos raios brote a claridade, ó tão terno e doce guia da nossa alma, para que transforme o mundo em caridade, sirva a Jesus, tendo recebido essa palma. Hei um longo, longo caminho escalvado, contudo de coisa alguma tenho temor, pois da misericórdia flui rio imaculado, e com ele desce ao humilde o forte amor. Estou cansada e esgotada pela dor, mas dá-me testemunho a minha consciência: tudo seja para maior glória do Senhor, que é meu descanso, minha providência.

Santa Isabel de Portugal - Localização: Espanha

Isabel foi a terceira filha do rei de Aragão (Espanha), Pedro III, nascida em 1271. Foi criada pelo avô, Tiago (ou, Jaime) I, “O Conquistador”, convertido ao cristianismo e levando uma vida voltada para a fé, que a formou santamente. Sua tia-avó foi Santa Isabel da Hungria, e, como ela, era devota de São Francisco de Assis, empenhada em ajudar os pobres e necessitados. Com apenas 12 anos foi pedida em casamento por três príncipes, e seu pai escolheu Dom Diniz, herdeiro do trono de Portugal. Já demonstrava então uma personalidade forte, mas doce, e foi reconhecida como uma das mais belas rainhas de Portugal e Espanha, além de muito inteligente e culta. Soube igualmente ser ótima diplomata. Era sobretudo uma mulher de oração e com a vida centrada na Eucaristia. Teve dois filhos, Constância, futura rainha de Castela (Espanha) e Afonso (IV), futuro rei de Portugal. O esposo lhe era notoriamente infiel, trazendo-lhe grande pesar e humilhação; apesar disso, manteve-se serena e fiel ao seu matrimônio, criando inclusive, com toda a caridade, os filhos ilegítimos do rei. Exerceu sozinha uma maravilhosa atividade pacificadora entre as cortes portuguesa e espanhola da época, onde as brigas pelo poder se multiplicavam; começou, logo no início do casamento, pela conciliação entre o esposo e o seu irmão que lhe disputava a coroa. Também teve que lidar com o comportamento belicoso do filho. Foi caluniada por um cortesão que a desejava mas não foi correspondido, e sofreu muito até que a sua inocência fosse incontestavelmente provada. Mas a sua piedade e vida de oração a tudo venceram. Por sua atividade espiritual, acabou por conquistar paz e benefício para o reino, e o reconhecimento de todos. Diariamente assistia à Missa; recitava o Ofício Divino desde os oito anos, acrescentando depois a recitação diária dos Salmos Penitenciais, bem como outras devoções à Virgem Maria e aos santos. Particularmente destacada era a sua devoção à Nossa Senhora da Conceição, que patrocinou e propagou, de modo que, por meio de Isabel foi celebrada pela primeira vez a Sua festa, em 8 de dezembro de 1320; também Isabel a escolheu como padroeira da nação portuguesa – o que influenciou de forma direta, posteriormente, também a Sua devoção e patronato no Brasil (Nossa Senhora da Conceição Aparecida). Foi rainha e nobre, igualmente e de modo mais importante, na caridade com os pobres. Protegeu todo tipo de necessitados, principalmente com suas posses e no cuidado dos doentes. Tratava pessoalmente dos leprosos mais repugnantes, medicando suas chagas e lavando suas roupas. E não poucos eram os doentes que saíam de sua presença inteiramente curados. Encaminhava para uma vida digna os órfãos e viúvas; providenciava digna sepultura e mandava celebrar Missas em sufrágio das almas dos abandonados. Quando ela saía no paço real, uma multidão de desvalidos lhe pedia ajuda, e todos eram generosamente atendidos. Em 1314 refundou o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes. Em 1321 fundou em Santarém o Hospital de Nossa Senhora dos Inocentes, que acolhia crianças abandonadas pelos pais. E em 1324, ficando doente seu esposo, o infiel rei Diniz, cuidou também dele, até sua morte no ano seguinte. Viúva, Isabel abdicou dos seus títulos de nobreza, doou sua fortuna para obras de caridade, depositou sua coroa no altar de São Tiago de Compostela e recebeu o hábito da Ordem Terceira Franciscana no Mosteiro das Clarissas, em Coimbra. Dedicou-se a uma vida de oração, piedade, pobreza, mortificação e cuidado dos pobres e doentes. Em 1336, enferma, saiu do mosteiro para, mais uma vez, encontrar-se com o filho Afonso e conciliar disputas familiares. Faleceu no mesmo ano, em Estremoz, distrito de Évora, Portugal, a quatro de julho, sendo sepultada no seu mosteiro em Coimbra. Seu corpo permaneceu incorrupto, exalando um bálsamo perfumado, e inúmeros milagres foram obtidos junto a ele. Por isso seus descendentes intercediam pelo aceleramento do processo de canonização; mas, já no século XVII, o então Papa Urbano VIII, por prudência, havia estabelecido que ele mesmo jamais haveria de canonizar alguém, de modo a que o tempo e estudos pormenorizados pudessem garantir a verdade em tais processos. Apenas por educação e cortesia, aceitou uma imagem de Isabel, enquanto os fiéis rezavam incessantemente a Deus pela canonização. Mas, ficando gravemente doente, e lembrando-se do que se falava das curas intermediadas por Isabel, encomendou-se a ela. No dia seguinte, acordou curado. Tornou-se assim seu devoto e a canonizou (em 1625), sendo esta a única canonização do seu pontificado de 21 anos. Santa Isabel é padroeira de Portugal e reconhecida como “rainha santa da concórdia e da paz”.(Colaboração: José Duarte de Barros Filho)

Reflexão: Santa Isabel de Portugal, esposa, rainha, mãe, religiosa, serva; cultivou ao longo da vida a oração, conciliação, perdão, caridade, devoção. Por isso foi esposa da oração, rainha da conciliação, mãe do perdão, devota da religiosidade e serva da caridade. Em qualquer papel que se exerça nesta vida, é preciso como ela ter o alimento da Eucaristia, e conceber Nossa Senhora como Aquela que nos aparece para conduzir na inocência do corpo e da alma. Assim seguiremos o seu exemplo de sustentar com o que temos o patrocínio das boas obras, propagar a cura dos males, que é o Cristo, e fundar um edifício sólido de espiritualidade onde possamos nos recolher definitivamente em Deus.

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domingo, 2 de julho de 2023

BOM DIA EVANGELHO - 3 DE JULHO DE 2023

BOM DIA EVANGELHO


03 DE JULHO DE 2023-S. Tomé, apóstolo – Festa

Coração de Jesus – Cruz / Zvonimir Atletic (Shutterstock) - liyuhan (Shutterstock)            

PEQUIM, 28 Jun. 23 / 08:00 pm (ACI).- Foi inaugurada Na China, uma igreja dedicada ao Sagrado Coração de Jesus e dois templos foram reabertos para receber os católicos. Segundo a agência Fides, serviço noticioso das Pontifícias Obras Missionárias, o templo dedicado ao Coração de Jesus foi consagrado e inaugurado em 24 de junho, festa de são João Batista. O novo templo pertence à paróquia de Longgang da diocese de Wenzhou, na China. Na paróquia há uma antiga Igreja do Sagrado Coração, construída em 1928, mas confiscada pelo governo comunista em 1957. Em 1993 ela foi devolvida à igreja e reaberta em 1996.

Oração: Meu Senhor e meu Deus, concedei-nos por intercessão de São Tomé acreditarmos no testemunho daqueles que Vos enxergam claramente, os santos, de modo a nos fincarmos na Verdade e assim não nos deixarmos carregar pelas ondas da desconfiança e incredulidade que afogam a Fé e as boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

Carta aos Efésios 2,19-22.

Irmãos: Já não sois estrangeiros nem hóspedes, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,
edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, que tem Cristo como pedra angular.
Em Cristo, toda a construção bem ajustada cresce para formar um templo santo do Senhor;
e, em união com Ele, também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito Santo, morada de Deus.

Livro dos Salmos 117(116),1.2.

Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos.
É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

Evangelho segundo São João 20,24-29.

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».(Tradução litúrgica da Bíblia)

Bento XVI - papa de 2005 a 2013 - Audiência geral de 27/09/06 (Libreria Editrice Vaticana)

«Meu Senhor e meu Deus!»

Muito conhecida e até proverbial é a cena de Tomé incrédulo, que aconteceu oito dias depois da Páscoa. Num primeiro momento, não acreditando que Jesus aparecera na sua ausência, ele tinha dito: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Destas palavras, sobressai, no fundo, a convicção de que Jesus já não é reconhecível tanto pelo rosto quanto pelas chagas: Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. E o apóstolo não se engana. Como sabemos, oito dias depois, Jesus aparece no meio dos seus discípulos, e desta vez Tomé está presente. E Jesus interpela-o: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: «Meu Senhor e meu Deus!». A este propósito, Santo Agostinho comenta: «Tomé viu e tocou o homem, mas confessou a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Porém, o que viu e tocou levou-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado» («In Iohann.» 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto». […] O caso do apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo, porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso, que está para além de todas as incertezas; e por fim, porque as palavras que Jesus lhe dirigiu nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.

SÃO TOMÉ

Tomé foi um dos doze Apóstolos escolhidos por Jesus (Marcos 3, 18; Mateus 10, 3) Era judeu, da Galiléia e provavelmente pescador. Seu nome aparece onze vezes no Novo Testamento. Tomé ou Tomás, significa "gêmeo". No grego, a palavra equivalente é Didymus. Isto nos faz supor que ele tinha um irmão gêmeo. Ele acompanhou Jesus como discípulo durante os três anos de vida pública do Mestre. Após a morte de Jesus, Tomé estava entre os Apóstolos que receberam o Espírito Santo no dia de Pentecostes. Depois disso, sabe-se que ele foi pregar o Evangelho na Índia.

A Dúvida de São Tomé: A memória de São Tomé está fortemente relacionada ao fato de ele ter duvidado de seus companheiros, quando estes lhe afirmaram terem visto Jesus ressuscitado (João 20, 24-29). Ele quis "ver para crer". Neste sentido, ele representa a cada um de nós quando passamos por momentos de dúvida. Por outro lado, sua dúvida nos ajuda a entender que Deus não rejeita a necessidade de certeza, mas elogia aqueles que "creem sem terem visto". Porém, que possamos nos inspirar também no seu testemunho de fé quando a verdade se apresenta.

Reflexão: Aparentemente, a maior parte dos cristãos é gêmea de São Tomé. Somos iguais a ele em arroubos entusiasmados por Jesus e em Dele duvidar. Em não identificar o Caminho, mesmo O comungando na ceia eucarística. Felizmente, nada impede que como ele, humildemente, O vejamos como de fato é, Deus e Senhor que Se apresenta para nós de modo evidente, palpável, na realidade das chagas com que nos deparamos na vida para tocá-las com caridade, e na Vida que ainda mais caridosamente toca nossas chagas de corpo e alma, nos Mandamentos e Sacramentos. Já disse São Gregório Magno que Tomé, colocando as mãos nas chagas de Jesus, curou a ferida da nossa incredulidade. De fato, grande prova da Ressurreição é o testemunho de um cético. A nossa Fé deve, sim, ser embasada na Razão, por isso é prudente conhecer os fundamentos daquilo que cremos, mas é absolutamente necessário que nos disponhamos a seguir além, dar o passo no Caminho mesmo sem ver o que estará depois da curva, ou não sairemos do lugar, apenas questionado a Verdade enquanto a Vida passa. E então não haverá cura para a ferida de não estarmos seguros ao Seu lado.

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