segunda-feira, 15 de agosto de 2022

bom dia evangelho - 16. agosto. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


16 DE AGOSTO DE 2022-Terça-feira da 20 semana do Tempo Comum

Peña Parra encerra o centenário da coroação de Nossa Senhora de Altagracia

O Substituto para Assuntos Gerais da Secretaria de Estado presidiu em Santo Domingo, na República Dominicana, a Missa de encerramento do ano jubilar de Altagracia, transmitindo as saudações do Papa que quis presentear a Virgem com uma rosa dourada. Pela manhã, o encontro com as autoridades em Puerta del Conde, onde se realizou a coroação da imagem de Nossa Senhora de Altagracia. A cena do quadro, com Maria, José e o Menino Jesus, ensina a dar prioridade à vida e à família –( Tiziana Campisi – Vatican News)  Com a missa no estádio olímpico de Santo Domingo, presidida por dom Edgar Peña Parra, Substituto da Secretaria de Estado para os Assuntos Gerais e enviado especial do Papa Francisco, chegaram ao fim as comemorações do centenário da coroação da imagem de Nossa Senhora de Altagracia, padroeira da República Dominicana, organizadas no âmbito de um ano jubilar. Dom Edgar Peña Parra com a Rosa d'oro, presente do Papa Francisco para Nossa Senhora de Altagracia.  A rosa de ouro doada pelo Papa Francisco. Antes da liturgia eucarística, na parte da manhã, o prelado se reuniu com as autoridades civis e religiosas em Puerta del Conde, onde, exatamente cem anos atrás, aconteceu a coroação canônica da imagem de Nossa Senhora Altagracia, e colocou uma rosa de ouro aos pés da Virgem, a pedido do Papa, que assim desejou unir-se espiritualmente com os muitos peregrinos que veneram a Virgem de Altagracia. "A oferta da rosa de ouro é uma homenagem muito antiga à Rainha do Céu que os Papas excepcionalmente concedem a imagens de grande devoção entre os fiéis, em momentos especiais, como este do centenário da coroação canônica", explicou o substituto. A rosa de ouro simboliza uma flor que não murcha, prosseguiu ele, e é uma flor que representa todo o povo dominicano que vem para venerar a Virgem de Altagracia, confiando suas vidas, seus desejos e necessidades e pedindo sua intercessão perante o Senhor. "Toda vez que vocês virem esta rosa, ao lado da Virgem Santa, lembrem-se também do Santo Padre e rezem por ele e pela Igreja universal que é nossa mãe", concluiu. Coroação da Virgem de Altagracia reconhecimento dos fiéis a Maria. Falando às autoridades, dom Peña Parra disse que a coroação da Virgem é um reconhecimento "por parte dos fiéis, e também de todos os homens e mulheres de boa vontade, da importância que a invocação de Altagracia teve nos altos e baixos da história da nação", e que fortaleceu o respeito dos valores fundamentais, despertando e reforçando relações fraternas, serenas, que respeitam os direitos dos outros, e atentas às necessidades dos mais fracos.

Oração: Ó inefável padroeiro nosso, São Roque, pela ardente caridade com que amastes o próximo nesta terra, chegastes a expor vossa própria vida para assisti-lo nas necessidades e doenças, especialmente nas moléstias contagiosas. Oh! Fazei que estejamos sempre livres dessas terríveis enfermidades e livrai-nos da peste ainda perigosa que é o pecado. Amém.

Evangelho segundo São Mateus 19,23-30.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus.
É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus».
Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá, então, salvar-se?».
Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível».
Então, Pedro tomou a palavra e disse-Lhe: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: no mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna».
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros»
.(Tradução litúrgica da Bíblia)

Comentário: São Pedro Damião (1007-1072) eremita, bispo, doutor da Igreja Sermão 9; PL 1, 54-553 

«Receberá cem vezes mais agora, no tempo presente» (Mc 10, 30)

Temos de viver desligados das coisas que possuímos e da nossa própria vontade, se quisermos seguir Aquele que não tinha «onde reclinar a cabeça» (Lc 9,58), e que não veio para fazer a sua vontade mas, como Ele próprio disse, «a vontade daquele que Me enviou» (Jo 6,38). [...]. Desse modo, conheceremos por experiência própria o que a Vontade promete a quem tudo abandona e caminha seguindo os seus passos: «Receberá cem vezes mais agora [...] e, no tempo futuro, a vida eterna» (Mc 10,30). De facto, o dom do cêntuplo é um grande conforto para a nossa caminhada, e a posse da vida eterna será a felicidade infinita na pátria celeste. Mas o que é este cêntuplo? É o consolo do Espírito, que é doce como mel, as visitas que Ele nos faz e os seus primeiros frutos. É o testemunho da nossa consciência, é a feliz e alegre espera dos justos, é a memória da bondade generosa de Deus, e é também, na verdade, a imensidão da sua doçura. Quem experienciou estes dons não precisa que se fale deles; mas como descrevê-los por simples palavras a quem não os conhece?

Santo do Dia:

São Roque

Roque nasceu no ano de 1295, na França, em uma família rica, da nobreza da região. Ficou órfão na adolescência e vendeu toda a herança, distribuindo o que arrecadou entre os pobres. Depois disto, viveu como peregrino andante. Percorreu a França com destino à Roma.
No caminho, Roque deparou com regiões infestadas pela chamada peste negra. Era comum, ver à beira das estradas, pequenos povoados só de doentes que foram isolados do convívio das cidades, para evitar o contágio do restante da população ainda sã. Enxergando nas pobres criaturas o verdadeiro rosto de Cristo, Roque se atirou de corpo e alma na missão de tratá-los.
Seu zelo pelos doentes era tanto que ele descuidou-se de si próprio. Certo dia percebeu uma ferida na perna e viu que fora contaminado pela peste. Assim, decidiu se refugiar sozinho em um bosque, onde foi amparado por Deus.
Roque foi encontrado por um cão. Este animal passou a levar-lhe algum alimento todos os dias, até que seu dono, curioso, um dia o seguiu. Comovido, constatou que era seu cão que socorria o pobre doente. Este homem auxiliou Roque na sua recuperação.
Já com a saúde em dia, Roque voltou para sua cidade, mas foi preso, considerado como um espião. No cárcere continuou praticando a caridade e pregando a palavra de Cristo, convertendo muitos prisioneiros e aliviando suas aflições, até morrer.
Hoje as relíquias de São Roque são veneradas na belíssima basílica dedicada à ele em Veneza, Itália, sendo considerado o Santo protetor contra as pestes.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Sempre vemos São Roque representado em trajes de peregrino com um cachorro que está a seu lado no ato de lhe dar um pão. Esta gravura é inspirada no tempo de seu isolamento quando teria morrido de fome se um cachorro não lhe houvesse trazido diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água para lhe matar a sede. Hoje em dia são tantas as pessoas a passar necessidades na vida. Que são Roque as proteja e lhes inspire forças para lutar contra as injustiças.

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domingo, 14 de agosto de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 15. AGOSTO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


15 DE AGOSTO DE 2022 - Assunção da Virgem Santa Maria - solenidade

Oração: Senhor Deus de bondade, olhai pelos nossos jovens e abençoai-os com a luz do seu amor. Que pela intercessão de São Tarcísio sejam os jovens conduzidos pelos caminhos da bondade e da justiça e se esforcem em realizar a vontade de Deus. Isso vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

Evangelho segundo São Lucas 1,39-56.

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas,
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre».

Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.(
(Tradução litúrgica da Bíblia)

Liturgia latina - Sequência dos séculos XIV/XV - «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador»

Ó Virgem, Templo da Trindade, ao ver a vossa humildade, o Deus de bondade enviou um mensageiro para vos dizer que de vós queria nascer. O anjo trouxe-vos a salvação da graça [...], explicou-vo-la, vós nela consentistes e, ato contínuo, em vós encarnou o Rei da glória. Por essa alegria, vos rogamos, tornai-nos favorável este grande Rei. [...] A vossa alegria seguinte foi terdes dado à luz o Sol, vós que sois a Estrela [...], sem que se produzisse em vós qualquer alteração ou mágoa: tal como a flor não perde o seu esplendor ao dar o seu perfume, assim também a vossa virgindade nada perdeu quando o Criador Se dignou nascer de vós. Maria, Mãe de bondade, sede-nos propícia no caminho que leva ao vosso Filho. [...] A estrela que vistes pairar por sobre o vosso Menino anunciou a terceira alegria, a adoração dos magos, que Lhe vieram oferecer as variadas riquezas da Terra. [...] Maria, Estrela do mundo, purificai-nos do pecado! A vossa quarta alegria chegou quando Cristo ressuscitou dentre os mortos [...]: renasceu a esperança e foi banida a morte. Que quinhão repartis destas maravilhas, ó cheia de graça (Lc 1,28)! Vencido o inimigo [...], o homem foi libertado e elevado aos Céus. Mãe do Criador, dignai-vos interceder assiduamente para que, depois desta alegria pascal e do labor duma vida inteira, sejamos admitidos nos coros celestes! A vossa quinta alegria foi terdes visto vosso Filho subir ao Céu: a glória em que estava envolvido revelou-vos como nunca Aquele de quem sois Mãe, o vosso próprio Criador. Elevando-Se aos Céus, Ele mostrou aos homens o caminho das moradas celestes. [...] Por esta nova alegria, fazei-nos, ó Maria, subir ao Céu, para convosco e com o vosso Filho gozarmos da felicidade eterna! [...] Foi o divino Paráclito quem, sob a forma de línguas de fogo, fortificando [...] e inflamando os apóstolos, vos trouxe ainda uma sexta alegria, curando o homem cuja boca o havia perdido e purificando a sua alma do pecado. Pela alegria desta visita, intercedei por nós junto do vosso Filho, ó Virgem Maria, para chegarmos ao dia do Juízo livres de toda a mancha. Foi Cristo quem vos convidou à sétima alegria ao chamar-vos deste mundo à morada celeste e sentar-vos no trono onde recebeis incomparável devoção, envolvida por glória maior que qualquer outro habitante do Céu. [...] Fazei-nos sentir o efeito da vossa ternura, ó Virgem, Mãe de bondade. [...] Por esta alegria purificai-nos e conduzi-nos à bem-aventurança eterna! Levai-nos convosco para a glória do paraíso. Ámen.

Santo do Dia: 

São Tarcísio

Tarcísio foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos, vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma, Itália. Ele era acólito do Papa Xisto II, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o Santo Papa na celebração eucarística.
Durante o período das perseguições, os cristãos eram presos, processados e condenados a morrer pelo martírio. Nas prisões, eles desejavam receber o conforto final da Eucaristia. O Papa Sisto II queria levar o Pão Sagrado a mais um grupo de mártires que esperavam a execução, mas não sabia como.
Foi quando Tarcísio pediu ao Santo Papa que o deixasse tentar, pois não entregaria as hóstias a nenhum pagão. Ele tinha doze anos de idade. Comovido, o Papa S isto II o abençoou e lhe deu uma caixinha de prata com as hóstias. Mas Tarcísio não conseguiu chegar à cadeia.
No caminho foi identificado e como se recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado até morrer. Depois de morto, foi revistado e nada acharam do Sacramento de Cristo. Seu corpo foi recolhido por um soldado, simpatizante dos cristãos, que o levou às catacumbas, onde foi sepultado.
Seu corpo repousa na Basílica de são Silvestre, em Roma.
(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Tarcísio foi declarado padroeiro dos coroinhas ou acólitos, que servem ao altar. Mais uma vez encontramos a importância da Eucaristia na vida do cristão e vemos que os santos existem não para serem adorados, mas para nos lembrar que eles também tiveram fé em Deus. Eles são um exemplo de fé e esperança que deve permanecer sempre com as pessoas. Então, a exemplo de São Tarcísio, estejamos sempre dispostos a ajudar, a servir. Se cada um fizer a sua parte realmente nos tornaremos um só em Cristo.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 12. AGOSTO. 022

 

BOM DIA EVANGELHO


12 DE AGOSTO DE 2022-Sexta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Exéquias do cardeal Tomko: "chamado para servir"

O Papa Francisco participou do rito final da "Ultima Commendatio" e da "Valedictio" para o cardeal Jozef Tomko falecido no dia 8 de agosto em Roma aos 98 anos. A missa foi presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio cardinalício que fez a homilia em homenagem ao cardeal falecido - Jane Nogara - Vatican News : O cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio cardinalício, presidiu a missa fúnebre do cardeal Jozef Tomko, falecido no dia 8 de agosto em Roma aos 98 anos. As exéquias foram realizadas nesta manhã (11/08) no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro. O Papa Francisco estava presente presidiu o rito final da Ultima Commendatio e da Valedictio. Na sua homilia o cardeal Battista Re recordou “toda a longa e intensa vida útil do cardeal Tomko foi consagrada ao serviço de Deus e de seus irmãos, e quase inteiramente dedicada ao serviço na Cúria Romana. Ao longo dos anos ele recebeu inúmeros cargos, os quais sempre considerou um ‘chamado para servir’”. “Com ele desaparece uma figura que fez honra à Cúria Romana pela sólida fé que o caracterizava, por sua genuína espiritualidade, seu animado "sensus Ecclesiae", o grande equilíbrio em seus julgamentos, sua calma, bom senso, amabilidade e gentileza”

Oração: Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Joana Francisca de Chantal, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço, e vos agrademos pela fé e pelas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Evangelho segundo São Mateus 19,3-12.

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?».
Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher
e disse: "Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne"?
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Eles objetaram: «Porque ordenou, então, Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?».
Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim.
E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério».
Disseram-Lhe os discípulos: «Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se».
Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido.
Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda».(Tradução litúrgica da Bíblia)

Bento XVI papa de 2005 a 2013 Discurso no 5.º Encontro Mundial das Famílias, Valência, Espanha, 08/07/2006 (trad. © Libreria Editrice Vaticana) -Criados por amor e para o amor

«Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os ao matrimónio, a uma íntima comunhão de vida e amor entre eles, "de maneira que já não são dois, mas uma só carne" (Mt 19,8)» (Compêndio da Doutrina Católica, 337). Esta é a verdade que a Igreja proclama ao mundo sem cessar. O meu querido predecessor, João Paulo II, dizia que «o homem tornou-se "imagem e semelhança" de Deus, não somente através da própria humanidade, mas também através da comunhão de pessoas que o varão e a mulher formam desde o princípio. Eles tornam-se a imagem de Deus, não tanto no momento da solidão, quanto no momento da comunhão» (Audiência geral 14/11/1979). [...] A família é uma instituição de mediação entre o indivíduo e a sociedade, e nada a pode substituir totalmente. Apoia-se sobretudo numa profunda relação interpessoal entre o esposo e a esposa, sustentada pelo afeto e a compreensão mútuos. Para isso, recebe abundante ajuda de Deus no sacramento do matrimónio, que comporta uma verdadeira vocação para a santidade. Queira Deus que os filhos contemplem mais momentos de harmonia e afeto dos pais que de discórdia e distanciamento, pois o amor entre o pai e a mãe oferece aos filhos uma grande segurança e ensina-lhes a beleza do amor fiel e duradouro. A família é um bem necessário para os povos, um fundamento indispensável para a sociedade e um grande tesouro dos esposos durante toda a sua vida. É um bem insubstituível para os filhos, que hão de ser fruto do amor, da doação total e generosa dos pais. Proclamar a verdade integral da família, fundada no matrimónio, como Igreja doméstica e santuário da vida, é uma grande responsabilidade de todos.

Santo do Dia: 

Santa Joana Francisca de Chantal

Joana era filha de uma famoso político francês. Casou-se com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Na sua casa o clima religioso era constante. Diariamente era rezada uma missa, da qual todos os servidores domésticos participavam. Ocupou-se pessoalmente da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais.
Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se inteiramente à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época conheceu Francisco de Sales, futuro santo da Igreja, e o escolheu para ser seu diretor espiritual.
Passados nove anos de viuvez retirou-se em um convento. No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes.
Joana professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem. Eleita a Madre Superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e se dedicou exclusivamente à esta obra de caridade. Fundou mais setenta e cinco casas para suas religiosas com toda a sua fortuna.
Depois de uma dura agonia motivada por uma febre, Joana morreu em 1641.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão: Santa Joana, modelo de esposa e mãe, desligou-se da família para tornar-se, em meio a grandes provações, exemplo de santidade na vida religiosa. A ela podem ser aplicados, com justiça, os grandes elogios que o Livro dos Provérbios faz à Mulher forte: "Quem achará uma mulher forte? O seu valor excede tudo o que vem de longe, e dos últimos confins da Terra. Levantaram-se seus filhos, e aclamaram-na ditosíssima; levantou-se seu marido, e louvou-a" (Prov., cap. 31, 10-28).

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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 11.AGOSTO. 2022

 

BOM DIA EVANGELHO


11 DE AGOSTO DE 2022 - Quinta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

JMJ 2023: em agosto os símbolos peregrinam na diocese de Bragança-Miranda

Após passagens pelo Acampamento Nacional de Escuteiros e pela Peregrinação Europeia de Jovens em Santiago de Compostela, a cruz e o ícone mariano ficam na diocese transmontana até domingo 4 de setembro.

Rui Saraiva – Portugal

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estiveram em Lamego durante todo o mês de julho. A grande celebração de despedida teve lugar em S. João da Pesqueira no passado dia 31 de julho, tendo sido nesse dia entregues à diocese de Bragança-Miranda.

No início deste mês de agosto, os símbolos da JMJ tiveram passagens pelo ACANAC, o Acampamento Nacional de Escuteiros em Portugal e a Peregrinação Europeia de Jovens que decorreu em Santiago de Compostela.

Oração: Creio firmemente que sabeis que o reino dos céus não é prometido e dado pelo Senhor senão aos pobres, porque, quando se ama uma coisa temporal, perde-se o fruto da caridade. Não se pode servir a Deus e às riquezas, porque ou se ama a um e se odeia às outras, ou serve-se a Deus e desprezam-se as riquezas. Não dá para ser glorioso no mundo e lá reinar com Cristo. Ajudai-nos a escolher o melhor caminho. Amém.

Evangelho (Mt 18,21—19,1):

 Naquele tempo, Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: «Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. O Reino dos Céus é, portanto, como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos. Quando começou o ajuste, trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável. Como o servo não tivesse com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher, os filhos e tudo o que possuía, para pagar a dívida. O servo, porém, prostrou-se diante dele pedindo: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida.
»Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos pés dele, suplicava: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei’. Mas o servo não quis saber. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que estava devendo. Quando viram o que havia acontecido, os outros servos ficaram muito sentidos, procuraram o senhor e lhe contaram tudo. Então o senhor mandou chamar aquele servo e lhe disse: ‘Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti? O senhor se irritou e mandou entregar aquele servo aos carrascos, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão».
Quando terminou essas palavras, Jesus deixou a Galiléia e foi para a região da Judéia, pelo outro lado do Jordão.

«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?»

Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol(Barcelona, Espanha)

Hoje, perguntar «quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?» (Mt 18,21), é também perguntar: Estes a quem tanto amo, os vejo com tantas manias e caprichos que me chateiam, que me incomodam com frequência, não falam comigo... E isto se repete este dia e no outro dia. Senhor, até quando tenho que aguentar isso?
Jesus responde com a lição de paciência. Na realidade, os dois devedores coincidem quando dizem: «Tem paciência comigo» (Mt 18,26.29). Mas, enquanto o descontrole do malvado, que já ia sufocando o outro por pouca coisa, lhe ocasionaria a ruína moral e econômica, a paciência do rei, não só salva o devedor, sua família e os bens, como engrandece a personalidade do monarca e gera confiança na corte. A reação do rei, nos lábios de Jesus, nos recorda o livro dos Salmos: «Mas em ti se encontra o perdão, para seres venerado com respeito» (Sal 130,4).
Está claro que precisamos nos opor à injustiça, e, se necessário, energicamente (suportar o mal seria um indício de apatia ou covardia). Mas, a indignação é saudável quando nela não há egoísmo, nem ira, nem sandice, senão o desejo reto de defender a verdade. A autêntica paciência é a que nos leva a suportar misericordiosamente a contradição, a debilidade, as doenças, as faltas de oportunidade das pessoas, dos acontecimentos ou das coisas. Ser paciente equivale a dominar-se a si mesmo. As pessoas susceptíveis ou violentas não podem ser pacientes porque nem pensam nem são donos de si mesmos.
A paciência é uma virtude cristã porque faz parte da mensagem do Reino dos Céus, e se forja na experiência de que todos nós temos defeitos. Se Paulo nos exorta a nos suportarmos uns aos outros (cf. Col 3,12-13), Pedro nos recorda que a paciência do Senhor nos dá a oportunidade de nos salvarmos (cf. 2 Pe 3,15).
Certamente, quantas vezes a paciência do bom Deus nos perdoou no confessionário! Sete vezes? Setenta vezes sete? Quiçá mais!
Pensamentos para o Evangelho de hoje: «Se buscar um exemplo de paciência, encontrara o melhor deles na Cruz. Grande foi a paciência de Cristo na cruz» (São Tomás de Aquino)«O Senhor toma-se seu tempo. Mas incluso Ele, nesta relação conosco, tem muita paciência. E espera por nós até o final da vida! Pensemos no bom ladrão, que justo ao final, reconheceu a Deus» (Francisco)«Os leigos recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos cada vez mais abundantes. De facto, todas as suas atividades, orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do espírito e do corpo, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida se pacientemente suportadas, tudo se transforma em “sacrifício espiritual, agradável a Deus por Jesus Cristo”. Na celebração eucarística, todas estas oblações se unem à do Corpo de Senhor, para serem piedosamente oferecidas ao Pai (...).» (Catecismo da Igreja Católica, n° 901)

Santo do Dia: Santa Clara

Clara nasceu em Assis no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica. Mas sua vida mudou radicalmente: Clara foi a primeira mulher da Igreja a se entusiasmar com o ideal franciscano.
Desde jovem adquiriu o hábito de rezar diariamente e se mortificar. Também exercitava com frequência a piedade cristã, distribuindo esmolas e atendendo com disponibilidade as pessoas necessitadas que a procuravam. Fazia isto espontaneamente, como demonstração de seu sincero e fervoroso amor a Deus.
Aos dezenove anos de idade, fugiu de casa se apresentou na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Nesta noite, fez uma oração de renúncia ao mundo “por amor ao Sagrado e Santíssimo Menino Jesus”. Entregou aos frades sua veste luxuosa e vestiu uma túnica de lã, semelhante a deles, ajustada ao corpo por um cinto de corda.
Clara viveu num mosteiro beneditino para conhecer o ritmo de uma vida comunitária. Depois, conduzida por Francisco, foi para o mosteiro de São Damião, formando com outras mulheres a ordem segunda Franciscana, depois chamadas de “Clarissas”.
Em 1216 Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa, mas manteve o carisma franciscano. A partir de 1224, Clara adoeceu e aos poucos foi definhando. De sua cela, através de visões, acompanhou o funeral de francisco. Por essas visões que pareciam filmes projetados numa tela, Santa Clara é considerada padroeira da televisão e de todos seus profissionais.
Clara morreu no ano de 1253 e foi proclamada santa dois anos após sua morte.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)

Reflexão: Nos diz a tradição que antes de morrer Clara assim rezou: “Vai em paz minha alma, pois você tem um guia seguro que lhe mostrará o caminho, Aquele que lhe criou, santificou, amou e não cessou de vigiá-la com a ternura de uma mãe que zela pelo filho único de seu amor. Dou graças e bendigo ao Senhor porque Ele criou a minha vida”. Assim rezando partiu para o Pai.

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terça-feira, 9 de agosto de 2022

bom dia evangelho - 10. agosto. 022

 

Bom dia evangelho


10 de agosto de 2022 - São Lourenço, Diácono e Mártir - Festa

Cardeal Parolin: a Igreja é pacifista porque acredita e luta pela paz

Entrevista com o Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin sobre a diplomacia da Santa Sé, publicada pela revista italiana de geopolítica “Limes” sob o título "A Guerra Grande" . “A diplomacia da Santa Sé não está ligada a um Estado, mas a uma realidade de direito internacional que não tem interesses políticos, econômicos ou militares. Ela se coloca a serviço do bispo de Roma, que é o pastor da Igreja universal". Assim começa a entrevista com o Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, publicada na última edição da revista Limes intitulada "A Guerra Grande". O cardeal fala da diplomacia da Santa Sé, que é universal porque os "representantes do Papa são provenientes das Igrejas locais de todo o mundo" e têm uma "clara função eclesial", da geopolítica, "indispensável para exercer a profissão diplomática da maneira mais eficaz possível". Também do papel internacional do Papa Francisco, símbolo junto com seus predecessores de "uma Igreja menos eurocêntrica" e de "uma visão multilateral dos problemas internacionais". Outro tema é longa atividade diplomática do Cardeal Parolin, pela qual "agradeço a Deus que, nas diversas situações em que me encontrei, me deu a graça, apesar das fraquezas e limitações, de poder acompanhar a missão diplomática com o testemunho sacerdotal". Por fim o cardeal fala sobre o caráter universal da Igreja dentro de um mundo complexo e fragmentado, caracterizado pela "terceira guerra mundial em pedaços" que o Papa vem falando há anos.

 Oração: Onipotente Deus, que ao vosso bem aventurado mártir São Lourenço destes forças para triunfar os tormentos, concedei-me que se extingam em mim as chamas do pecado. Reparti comigo vossa coragem para enfrentar os perigos e vossa fé para depositar em Deus vossa vida e vossa alma. Por Cristo, Nosso Senhor, que convosco vive e reina, Amem!

Evangelho segundo São João 12,24-26.

Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto.
Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém Me servir, meu Pai o honrará.
(Tradução litúrgica da Bíblia)

São Máximo de Turim (?-c. 420) bispo Sermão 40 - São Lourenço, uma semente lançada à terra

O grão de mostarda é um grão pequeno, vulgar e desprezível; não tem sabor, não exala cheiro, não deixa presumir doçura. Depois de ser triturado, contudo, difunde o seu odor próprio, dá mostras do seu vigor, tem um gosto de chama e queima com ardor tal que a pessoa se espanta ao encontrar tão grande fogo em grão tão pequeno. […] Também a fé cristã é, à primeira vista, pequena, vulgar e frágil; não demonstra o seu poder, não faz alarde da sua influência. Mas, depois de ter sido triturada por várias provas, dá mostras do seu vigor, faz brilhar a sua energia, exala a chama da sua fé no Senhor. O fogo divino fá-la vibrar com um fulgor tal que aquece os que dela partilham, como diziam Cléofas e o seu companheiro quando o Senhor conversou com eles após a Paixão: «Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» (Lc 24,32) […] Podemos comparar o santo mártir Lourenço ao grão de mostarda. Triturado por múltiplas torturas, mereceu a graça de um martírio glorioso. Enquanto habitava o seu corpo, era humilde, ignorado e vulgar; depois de ter sido torturado, rasgado e queimado, difundiu sobre os fiéis de todo o mundo o bom odor da sua nobreza de alma. […] Visto de fora, este mártir ardeu nas chamas de um tirano cruel; mas foi consumido do interior por uma chama maior, a chama do amor de Cristo. Bem pode o ímpio rei juntar a lenha e acender uma fogueira intensa, que São Lourenço, no ardor da sua fé, já não sente essas chamas. […] Os sofrimentos deste mundo já não têm poder sobre ele, pois a sua alma habita no Céu.

Santo do Dia: 

São Lourenço

Lourenço era o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma. Devia ter uma boa formação acadêmica, pois, seu cargo era de muita responsabilidade e importância. Depois do Papa Xisto II, era o responsável pela Igreja. Ele era o assistente do Papa nas celebrações e na distribuição da Eucaristia.
Além disto, ele era o único administrador dos bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes.
No ano 257 o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos: proibiu as reuniões dos cristãos, fechou as catacumbas, exilou os bispos e exigiu respeito aos ritos pagãos. Finalmente ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos.
Por causa da perseguição religiosa, o Papa Xisto II foi morto, junto com seis diáconos. Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o Papa um pouco antes dele morrer. O Papa teria lhe pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e os da Igreja também, pois temia que caíssem nas mãos do governador.
Lourenço distribuiu riquezas aos pobres e cuidou de esconder os livros e objetos sagrados. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e os colocou na frente do governador, dizendo: "Pronto, eis aqui os tesouros da Igreja". Irado, o chefe pagão mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo e lentamente. O suplício cruel não desviou Lourenço de sua fé. Lourenço morreu no dia 10 de agosto de 258, rezando pela cidade de Roma.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão: O nome de São Lourenço brilha como astro de primeira grandeza no firmamento da Igreja primitiva. Seu martírio trouxe vida para a Igreja. O testemunho de sua fé no Cristo nos anima a continuar enfrentando as tempestades da vida. Façamos também a nossa parte na construção do reino de Deus.

Tjl – a12.com – evangelhodoquotidiano.org – vanticannews.va

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

BOM DIA EVANGELHO - 9 DE AGOSTO DE 2022

 

BOM DIA EVANGELHO


9 DE AGOSTO DE 2022

Terça-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Santuário Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto (MG). Foto: Facebook do Santuário

MINAS GERAIS, 08 ago. 22 / 03:49 pm (ACI).- Depois de nove anos fechado para restauração, o santuário Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto (MG) será reaberto. A abertura solene da porta principal do santuário, entrada Pontifical seguida de missa solene e benção da Igreja serão celebradas por dom Airton José dos Santos, arcebispo metropolitano de Mariana (MG) no próximo dia 20, às 19h. As “Festividades de Bênção” do santuário ocorrem de 19 a 26 de agosto. Em seu convite pelo site da paróquia, padre Edmar José da Silva, pároco e reitor do Santuário, enfatizou que “todos poderão ter acesso ao esplendoroso resultado do processo coletivo de cuidado e restauro deste extraordinário patrimônio religioso, histórico, artístico e cultural, local sagrado onde repousam os restos mortais do maior expoente do Barroco Mineiro, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho”. Segundo nota do santuário, “após as cerimônias de Bênção do Templo ainda será necessário um período para finalização dos trabalhos de restauração do Santuário, o que não possibilitará a abertura imediata do Santuário para visitas e celebrações”. A Igreja foi construída em 1727 por Manoel Francisco Lisboa, mestre do ofício de carpinteiro e pai de Antônio Francisco Lisboa, o "Aleijadinho".  Ela tem oito altares laterais, de talha rococó, de influência portuguesa. Lá está sepultado o Aleijadinho. Etiquetas: Obras Restauração, reabertura igreja, Santuário Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto

Oração: Deus Pai de bondade, dai-nos ser abençoados pela intercessão de santa Edith Stein e concedei-nos a graça da conversão cotidiana. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Evangelho (Mt 18,1-5.10.12-14)

 Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: «Quem é o maior no Reino dos Céus?». Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: «Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, estará acolhendo a mim mesmo. Cuidado! Não desprezeis um só destes pequenos! Eu vos digo que os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos morros, para ir à procura daquela que se perdeu? E se ele a encontrar, em verdade vos digo, terá mais alegria por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequenos».

«O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequenos»

Rev. D. Valentí ALONSO i Roig(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho volta a nos revelar o coração de Deus que nos faz entender com que sentimentos atua o Pai do céu em relação a seus filhos. A solicitude mais fervorosa é para com os pequenos, aqueles com os quais não se presta atenção, aqueles que não chegam aonde todo mundo chega. Sabíamos que o Pai, como bom Pai que é, tem predileção pelos filhos pequenos, mas hoje, nos damos conta de outro desejo do Pai, que se converte em obrigação para nós: «Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus» (Mt 18,3).
Portanto, entendemos que o Pai não valoriza tanto o “ser pequeno”, mas o “fazer-se pequeno”. «Quem se faz pequeno (...), esse é o maior no Reino dos Céus» (Mt 18,4). Por isso, devemos entender nossa responsabilidade nesta ação de nos diminuirmos. Não se trata tanto de ter sido criado pequeno ou simples, limitado ou com mais ou menos capacidade, mas de saber prescindir da possível grandeza de cada um, para nos mantermos no nível dos mais humildes e simples. A verdadeira importância de cada um está em nos assemelharmos a um destes pequenos que Jesus mesmo nos apresenta com cara e olhos.
Para terminar, o Evangelho ainda nos amplia a lição de hoje. Há, e muito perto de nós!, uns “pequenos” que estão mais abandonados do que os outros: aqueles que são como ovelhas que se desgarraram; e o Pai as busca e, quando as encontra, se alegra porque as faz voltar para casa e já não se perdem. Talvez, se contemplássemos a quem nos rodeia como ovelhas procuradas pelo Pai e devolvidas, mais do que desgarradas, seriam capazes de ver, mais freqüentemente, e mais de perto, o rosto de Deus. Como diz Santo Asterio de Amasea: «A parábola da ovelha perdida e do pastor nos ensina que não devemos desconfiar precipitadamente dos homens, nem desistir de ajudar aos que se encontram em risco».

Pensamentos para o Evangelho de hoje  : «Sou uma alma muito pequenina que apenas pode oferecer a Deus pequenas coisas» (Santa Teresinha de Lisieux)«Em que consiste exatamente, ser-se criança? No sentido de Jesus Cristo, significa aprender a dizer “Pai”. Só se conservar a existência filial vivida por Jesus, o homem poderá entrar com o Filho na divindade» (Bento XVI)«Jesus lembrou-o ao terminar a parábola da ovelha perdida: «Assim, não é da vontade do meu Pai, que está nos céus, que se perca um só destes pequeninos» (Mt 18, 14) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 605)

Santo do Dia: Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Edith Stein nasceu na Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos. Na adolescência viveu uma crise, abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença em Deus. Depois, terminou os estudos, recebendo o título de doutora.
Depois de ler a autobiografia de Santa Teresa d'Ávila, a jovem judia foi tocada pela luz da fé e converteu-se ao catolicismo. Sua mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao Cristo.
Em 1933, chegava ao poder o partido nazista. Todos os professores que não eram alemães foram demitidos. Para não ter que abandonar o país, Edith fez-se noviça da Ordem do Carmelo. Com o hábito Carmelita passou a ser chamada de Teresa Benedita da Cruz.
Quatro anos depois, a perseguição nazista aos judeus alemães se intensificou e Edith foi transferida para a Holanda. Em julho de 1942, publicamente, os Bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou.
Em agosto, oficiais nazistas levaram Edith do Carmelo. Neste dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração. Edith Stein procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar do melhor modo possível das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus.
No dia 07 de agosto de 1942, Edith Stein e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz. Dois dias depois foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão: Uma leitura dos textos de Edith revela claramente seu forte compromisso com o reconhecimento e desenvolvimento da mulher, assim como o valor da maturidade da vida cristã na mulher, como uma resposta para o mundo. Edith foi reconhecida pelo seu silêncio, sua calma, sua compostura, seu autocontrole, seu consolo para com outras mulheres, seu cuidado para com os mais pequenos.

TJL – A12.COM – VATICANNEWS.VA- EVANGELI.NET