segunda-feira, 16 de abril de 2012

BOM DIA EVANGELHO-17/ABR/012


BOM DIA EVANGELHO

17 de abril de 2012 — Terça-feira-2ª Semana da Páscoa-(Pf. Pascal, Cor Branca)

A Palavra é anunciada com força e coragem no início da Igreja. Grande é a multidão, e o fermento do Evangelho de Cristo vai penetrando a vida das pessoas e da sociedade. As bases da vida de fé são a partilha, a fraternidade e a comunhão solidária. Cristão não separa a fé da vida, e lá onde está o irmão com suas necessidades ele se faz presente. Isso, porém, exige ousadia evangélica e confiança plena na verdade de Cristo.
    Deus nos fala
    Quem é ganancioso nunca terá paz, pois a vida só tem sentido quando há amor e partilha dos bens. A nobre vocação do cristão é partilhar sempre, a vida e os bens. Quem não nasce para o amor, nunca poderá ser feliz. Eis o que nos diz a Palavra de Deus.
    Oração
Pai, lança-me, cada dia, na aventura do Espírito, que me tira do comodismo e do abatimento e me faz superar meus próprios limites.


      Jesus e Nicodemos
Jo 3,7b-15

        Vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito. - Como pode ser isso? - perguntou Nicodemos.
Jesus respondeu: - O senhor é professor do povo de Israel e não entende isso? Pois eu afirmo ao senhor que isto é verdade: nós falamos daquilo que sabemos e contamos o que temos visto, mas vocês não querem aceitar a nossa mensagem. Se vocês não crêem quando falo das coisas deste mundo, como vão crer se eu falar das coisas do céu? Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.
- Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna.
   
Comentário do Evangelho
Traços de uma catequese batismal

Neste texto do evangelho temos a continuidade do diálogo de Jesus com Nicodemos. Pode-se pensar que o evangelista João, ao fazer sua narrativa, com as expressões: "nascer da água", "nascer do alto" e "nascer do espírito", faz uma alusão ao batismo. Percebem-se aí traços de uma catequese batismal. É o batismo de João, na água, assumido pelo Espírito, em Jesus. O Espírito sopra onde quer e as comunidades cristãs vão surgindo livres de critérios de raça ou tradição.
Nicodemos só entende a letra nas Escrituras e manifesta incompreensão do testemunho de Jesus, que fala do que conhece e do que viu "no céu". Não se abre à inspiração do Espírito. Jesus dá por encerrado o diálogo.
Na parte final do texto, com uma construção literária diferente do diálogo, João passa a esclarecer o caráter celestial de Jesus. Quem olhasse a serpente de bronze levantada por Moisés, não morreria das picadas venenosas. Assim, pela fé em Jesus, que vivendo a plenitude do amor foi levantado na cruz, alcança-se a vida eterna.
(José Raimundo Oliva)

 Santo Aniceto

Aniceto nasceu na Síria e foi sucessor do papa são Pio I, em 155, no tempo em que Antonio era o imperador romano. Entretanto, além da perseguição sistemática por parte do Império, o papa Aniceto teve de enfrentar, também, cismas internos que abalaram o cristianismo.
A começar por Valentim, passando por Marcelina, que fundou a seita dos carpocratitas, considerada muito imoral pela Igreja, e chegando a Marcion, um propagador, com dotes de publicitário, que arregimentou muita gente, e muitos outros.
Sem contar a questão da celebração da Páscoa. Todos eles formaram seitas paralelas dentro do catolicismo, dividindo e confundindo os fiéis e até colocando-os contra a autoridade do papa, desrespeitando a Igreja de Roma. Contudo o papa Aniceto tinha um auxiliar excepcional, Policarpo, que depois também se tornou um santo pelo testemunho da fé, e o ajudou a enfrentar todas essas dificuldades. Policarpo exerceu, também, um papel fundamental para que pagãos se convertessem, por testemunhar que a Igreja de Roma era igual à de Jerusalém.
Outro de seus auxiliares foi Hegesipo, que escreveu um livro defendendo o papa Aniceto e provando que ele, sim, seguia a doutrina cristã correta, e não os integrantes das seitas paralelas. Mesmo com tão excelente ajuda, o papa Aniceto teve uma árdua missão durante os quase onze anos de seu pontificado, morrendo no ano 166, quase aniquilado pela luta diária em favor da Igreja.
Embora tenha morrido num período de perseguição aos cristãos, a Igreja não cita a sua morte como a de um mártir. Mas pelo sofrimento que teve ao enfrentar, durante todo o seu governo, os inimigos do cristianismo e da Igreja de Roma, por si só se explica o porquê da reverência a seu nome.
O seu corpo - aliás, foi a primeira vez que ocorreu com um bispo de Roma -, foi sepultado nas escavações que depois se transformaram nas catacumbas de São Calisto, na Itália.

Em seu aniversário, Bento XVI recorda que está no "último trecho" de sua vida
VATICANO, 16 Abr. 12 (ACI) .- Na Missa que celebrou esta manhã na capela paulina do Palácio Apostólico do Vaticano, o Papa Bento XVI comoveu os presentes com uma homilia muito pessoal na que admitiu que já começou a última fase de sua vida e recordou os gestos de Deus desde sua infância e refletiu sobre os Santos que o inspiraram desde seu nascimento.
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terça-feira, 10 de abril de 2012

BOM DIA EVANGELH O
11 de abril de 2012 — Quarta-feira-Oitava da Páscoa-(Gl., Pf. Pascal I, Cor Branca)

Quando colocamos nossa vida inteira no Cristo ressuscitado, tornamo-nos verdadeiramente livres. A nova Comunidade cristã, nascida da ressurreição de Cristo, diz não ao poder, ao prestígio, à distinção, e serve generosamente em nome de Cristo. Esta é a “saúde” que devemos ter. Por isso, Pedro diz àquele aleijado: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” Ser verdadeiramente Povo da nova Aliança é ser livre de verdade.
Deus nos fala-Pedro encontrou-se com aquele sofredor na porta do Templo, e Jesus manifestou-se aos discípulos de Emaús que o reconheceram no partir do pão. Nós reconhecemos o Cristo presente na Eucaristia e na vida dos sofredores de hoje? Pensemos no que diz a Palavra do Senhor.
Oração
Pai, não permitas que eu caia na tentação de viver distante de meus irmãos e irmãs de fé, pois o Senhor Ressuscitado nos quer todos reunidos em seu nome.

- “E vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o fiho do Homem”.(Jo.1.51).

- 5ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA
Santo do dia : S. Victor de Braga, mártir, +300, Nossa Senhora dos Prazeres, Santa Teresa de Jesus Fernandez Solar, religiosa, +1920, Beato Lourenço Mendes, religioso, séc. XIII

EVANGELHO
No caminho de Emaús - Lc 24,13-35

Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús, que fica a mais ou menos dez quilômetros de Jerusalém. Eles estavam conversando a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus chegou perto e começou a caminhar com eles, mas alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem. Então Jesus perguntou: - O que é que vocês estão conversando pelo caminho? Eles pararam, com um jeito triste, 18e um deles, chamado Cleopas, disse: - Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias? - O que foi? - perguntou ele.
Eles responderam: - O que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta e, para Deus e para todo o povo, ele era poderoso em atos e palavras. Os chefes dos sacerdotes e os nossos líderes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. E a nossa esperança era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu. Algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram espantados, pois foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Voltaram dizendo que viram anjos e que estes afirmaram que ele está vivo. Alguns do nosso grupo foram ao túmulo e viram que realmente aconteceu o que as mulheres disseram, mas não viram Jesus.
Então Jesus lhes disse: - Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas.
Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez como quem ia para mais longe. Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo: - Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando.
Então Jesus entrou para ficar com os dois. Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles. Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus. Mas ele desapareceu. Então eles disseram um para o outro: - Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas?
Eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com outros seguidores de Jesus. E os apóstolos diziam: - De fato, o Senhor foi ressuscitado e foi visto por Simão!
Então os dois contaram o que havia acontecido na estrada e como tinham reconhecido o Senhor quando ele havia partido o pão.

Comentário do Evangelho
Jesus continua presente entre seus discípulos
Neste texto de Lucas temos uma narrativa didática, elaborada a partir de elementos de pregação e catequese da tradição das primeiras comunidades. Após a morte de Jesus na cruz, seus discípulos sentiram-se frustrados. A herança religiosa messiânica deles, nacionalista e triunfalista, impedia-lhes que compreendessem Jesus. Suas esperanças fundavam-se em um messias, da linhagem de Davi, que conduziria o povo judeu a uma glória e poder acima de todas as nações. Jesus não foi este messias.
Contudo, uma releitura das Escrituras, à luz da partilha do pão feita por Jesus, faz com que os olhos se abram e se perceba a presença do Ressuscitado. Toda a vida de Jesus foi uma partilha com as multidões, com os pobres e excluídos. Como pão do céu que dá a vida ao mundo (Jo 6,32-33), Jesus continua presente entre seus discípulos, até o fim dos tempos.
José Raimundo Oliva
Santo Estanislau
Estanislau foi martirizado por um amigo, por não tê-lo apoiado contra os preceitos católicos, mesmo na condição de rei. Tão disciplinado era o bispo que exigia essa mesma disciplina de seu rebanho, que nem o cargo soberano do infrator o fez calar-se, pagando por isso com a própria vida.
Estanislau era polonês, nasceu na Cracóvia, em Szczepanowa, no ano 1030. Seus pais eram pobres, mas encontraram nos monges beneditinos uma forma de dar educação moral e espiritual ao filho. Assim, quando terminou os estudos básicos, Estanislau conseguiu seguir e concluir o ensino superior na Bélgica, na célebre Escola de Liège.
Voltando à sua terra natal, sua atuação como sacerdote ficou marcada e registrada pelo zelo pastoral e pelas benéficas iniciativas realizadas com caridade e inteligência. A conseqüência natural foi sua designação para o posto de bispo da Cracóvia pelo papa Alexandre II. Decisão que contou com o apoio não só do clero, como também de toda a população, inclusive do próprio rei Boleslau II.
O rei admirava Estanislau e, nos primeiros anos, apoiou-o no trabalho incansável de evangelização em toda a região, assim como na formação do clero local, o qual preparou para substituir os monges beneditinos na administração da Igreja polonesa. Mas Estanislau também apoiava o rei em suas melhores ações.
Afinal, Boleslau também foi descrito, na história, como um soberano que alargou e consolidou as fronteiras do seu jovem país, além de ter valorizado grandemente as terras de sua pátria, com a reforma fundiária que implantou, acompanhada de mudanças políticas e econômicas muito favoráveis ao povo. Entretanto o rei apaixonou-se por uma bela matrona, Cristina, que era casada com Miecislau, outro nome polonês histórico.
Apesar dos conselhos de Estanislau e de sua exigência de que os preceitos católicos do casamento fossem respeitados, Boleslau não se conformou em ficar sem sua amada. Simplesmente, mandou raptá-la. O bispo ameaçou excomungá-lo, mas o rei não recuou. Estanislau cumpriu a ameaça e Boleslau, enfurecido, ordenou a execução do religioso, comandando em pessoa a invasão da igreja de São Miguel, na Cracóvia, onde Estanislau celebrava uma missa.
Porém os guardas, impedidos por uma força misteriosa, não conseguiram se aproximar do bispo, tendo o rei de assassiná-lo com as próprias mãos. Estanislau foi trucidado no dia 11 de abril de 1079. Imediatamente, passou a ver venerado pelo povo polonês, sendo canonizado em 1253. Seu culto, até hoje, é muito difundido na Europa e na América.
Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

BOM DIA EVANGELHO-10-4-012

BOM DIA EVANGELHO
10 de abril de 2012 — Terça-feiraOitava da Páscoa-(Gl., Pf. Pascal I, Cor Branca)

Cristo, na sua ressurreição, renovou todas as coisas e recriou o novo povo de Deus. Nele, nossa vocação é que sejamos um povo de ressuscitados e comprometidos com a verdade do Reino. Como pessoas de fé na ressurreição de Cristo, precisamos dizer não à mentira e às injustiças cometidas contra a vida das pessoas. Aceitar a ressurreição é viver nosso batismo e comprometer-nos com o Cristo.
Deus nos fala: O batismo que recebemos compromete-nos com o Cristo ressuscitado e sua missão. Isto Pedro proclama ao povo de Israel. Agora a presença de Jesus entre nós é de ressuscitado, e é desse modo que nos relacionamos com Ele.
Oração
Pai, ensina-me a ter um relacionamento conveniente com o Ressuscitado, reconhecendo que ele quer fazer de mim uma testemunha da ressurreição.

EVANGELHO
M
MARIA! Mestre!
Jo 20,11-18

     
Maria Madalena tinha ficado perto da entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, ela se abaixou, olhou para dentro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Um estava na cabeceira, e o outro, nos pés. Os anjos perguntaram: - Mulher, por que você está chorando?
Ela respondeu: - Levaram embora o meu Senhor, e eu não sei onde o puseram!
Depois de dizer isso, ela virou para trás e viu Jesus ali de pé, mas não o reconheceu. Então Jesus perguntou:
- Mulher, por que você está chorando? Quem é que você está procurando?
Ela pensou que ele era o jardineiro e por isso respondeu: - Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou, e eu irei buscá-lo. - Maria! - disse Jesus. Ela virou e respondeu em hebraico:
- "Rabôni!" (Esta palavra quer dizer "Mestre".)
Jesus disse:
- Não me segure, pois ainda não subi para o meu Pai. Vá se encontrar com os meus irmãos e diga a eles que eu vou subir para aquele que é o meu Pai e o Pai deles, o meu Deus e o Deus deles. Então Maria Madalena foi e disse aos discípulos de Jesus: - Eu vi o Senhor! E contou o que Jesus lhe tinha dito.

Comentário do Evangelho
O túmulo vazio
Maria, Pedro e o outro discípulo haviam constatado o túmulo vazio. Apenas o discípulo que Jesus amava acreditou. Maria permanece perto do túmulo, chorando. Ainda busca o Senhor morto. O próprio Jesus não é reconhecido. É sua voz, pronunciando o nome dela, que o identifica. É o pastor que chama as ovelhas pelo nome. O Ressuscitado é a confirmação do Filho eterno que, na sua visibilidade, volta para junto do Pai. Contudo, permanece realmente em nossas comunidades, com o qual comungamos na fé e na fraternidade. Na comunidade unida, ele é nosso irmão, Filho de nosso Pai e nosso Deus.

A IGREJA CELEBRA HOJE
São Macário da Antioquia
Macário recebeu esse nome por causa de seu tio e padrinho de batismo: o bispo de Antioquia. Mas dele não herdou apenas o nome, como também sua religiosidade e o destino: ser líder e ocupar um posto importante na Igreja.
Macário nasceu na Armênia, no final do primeiro milênio, foi educado sob a orientação do tio-padrinho e cresceu preparando-se com esmero para tornar-se um sacerdote, o que aconteceu assim que atingiu a idade necessária. Também não causou nenhuma surpresa sua indicação para suceder o tio como bispo.
Nesse posto, Macário realizou o apostolado que depois seria a causa de sua canonização. Pregava diariamente, visitava todos os hospitais confortando os doentes e dividindo tudo o que tinha com os pobres. O que resultou disso foi a conversão constante de pagãos. Ainda nessa fase, conta a tradição que aconteceu um prodígio presenciado por muitos: Macário, quando se ajoelhava para rezar, ficava tão emocionado que levava constantemente, entre as mãos, um pano para enxugar as lágrimas.
Um leproso teria aplicado esse pano ainda úmido sobre suas feridas e se curado da terrível doença. Bastou para que, diariamente, uma multidão de doentes procurasse a casa do bispo Macário para receber sua bênção. Assim, outras graças se sucederam.
Porém a fama desagradava o humilde bispo. Ele, então, empossou um substituto para a diocese, o padre Eleutério, e buscou a solidão. Na companhia de quatro sacerdotes, viajou como penitente à Terra Santa, peregrinou aos lugares sagrados e passou a pregar. Converteu centenas de muçulmanos e com isso provocou a ira dos poderosos. Preso e torturado, foi deixado à noite pregado por enormes pregos que perfuravam seus pés e mãos, no chão de uma cela, numa espécie de crucificação. Entretanto, durante a noite, um anjo apareceu na cela e libertou Macário dos pregos. As portas da prisão se abriram sozinhas e ele ganhou a liberdade. Assim dizem os escritos da tradição cristã.
Macário ainda evangelizou e praticou curas na Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália.
Foi por essa época que teria apagado um incêndio em Malines, Bélgica, ao fazer o sinal da cruz. Terminou seus dias no convento dos agostinianos de São Bavo, em Ghent, também na Bélgica, mas decidiu que morreria em sua terra natal. Mesmo gravemente doente, conseguiu fazer a viagem de volta enfrentando pelo caminho a peste, que dizimava populações. Sua história se fecha com outro fato prodigioso: comunicou aos companheiros que seria a última vítima da peste. E tudo aconteceu como ele dissera.
Depois que o bispo Macário morreu, em 10 de abril de 1012, ninguém mais perdeu a vida por causa daquele mal contagioso. Sua festa litúrgica ocorre no dia do seu trânsito, sendo considerado o padroeiro das grandes epidemias.
FONTE: http://www.meusanto.com.br/ - www.paulinas.org.br-www.cancaonova.org.br-www.evangelhodocotidiano.org.br-http://www.cademeusanto.com.br - http://www.arautos.org.br//www.bibliacatolica.com.br/blog/

FÉ NA RESSURREIÇÃO !

FÉ NA RESSURREIÇÃO !


- “E vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o fiho do Homem”.(Jo.1.51).


OS DISCÍPULOS DE EMAÚS


Vamos tomar como paradigma da nossa fé na ressurreição, o facto dos discípulos de Emaús.
Emaús era uma cidade de Sefelá, um lugar onde Judas macabeu alcançou uma vitória sobre Górgias em 166 a. C. :
- “Os Israelitas levantaram, em seguida, os seus arraiais, e vieram acampar ao sul de Emaús.
- Judas disse-lhes :
- "Preparai-vos e portai-vos como valentes, prontos a lutar amanhã cedo contra estas nações coligadas para nos arruinar e destruir o nosso santuário. É preferível morrer no combate, que ver o extermínio do nosso povo e do nosso santuário..."(1 Mac. 3,58).


No Novo Testamento foi o lugar para onde se encaminhavam dois discípulos de Jesus quando Ele se juntou a eles depois da Sua ressurreição, e que faz parte da Liturgia da Palavra de hoje :


- “Nesse mesmo dia, dois deles iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios”.(Lc.24,13).


Modernamente não há uma certeza do lugar onde era exactamente a aldeia de Emaús.
O nome antigo que ainda hoje sobrevive é o de Amwas, a cerca de 30 Km a Noroeste de Jerusalém.


S. Lucas fala em 60 estádios, ou sejam cerca de 12 Km.
A distância de 30 Km parece demasiada para uma viagem de um dia como diz S. Lucas.
Por esta razão se têm apontado outros lugares para se situar a aldeia de Emaús, e um deles é a moderna aldeia de Qubeieh a cerca de 18 Kms. de Jerusalém.

Pois os Discípulos de Emaús são conhecidos por esta expressão porque no dia da Ressurreição de Jesus caminhavam tristes de Jerusalém para Emaús, quando Jesus se juntou a eles sem que eles O reconhecessem.
S. Lucas conta este episódio maravilhoso e de fé profunda, apesar da confusão dos factos, no seu capítulo (24,13-35).

Jesus pôs-se com eles a caminho, mas eles não O reconheceram.

Então Jesus disse-lhes :

- «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto andais»?.

Um desses discípulos chamava-se Cléofas :

- “Pararam entristecidos e um deles, de nome Cléofas, respondeu : Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias...”. (Lc.24,17-18).

Não se sabe quem era o seu companheiro.

Mas Jesus explicou-lhes toda a Escritura a respeito da Paixão e Ressurreição do Messias, sem que eles nada descobrissem até que Jesus lhes disse :

- “Ó homens sem inteligência e lentos de espírito em crer em tudo quanto os profetas anunciaram. Não tinha o Messias de sofrer estas coisas para entrar na sua glória ?”.(Lc.24,25-26).

Mas entusiasmaram-se e convidaram Jesus a ficar com eles. Jesus aceitou, ficou com eles e só na bênçao da mesa eles reconheceram Jesus, mas já era tarde porque, nesse momento Jesus desapareceu da sua presença. Maravilhosa esta descrição dos discípulos de Emaús, para acreditarmos na Ressurreição de Jesus em que Ele próprio a descreve e, pelo seu poder de ressuscitado, desaparece do meio deles.

Talvez ainda hoje haja muito gente para quem Jesus ressuscitado continua a ser um desconhecido e somos todos nós que devemos fazer tudo para que O reconheçam, porque é este mesmo Jesus que nós havemos de ver em céu aberto e os anjos subindo e descendo sobre o Filho do homem.





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segunda-feira, 9 de abril de 2012

BOM DIA EVANGELHO- 9 de abril de 2012 — Segunda-feira

BOM DIA EVANGELHO- 9 de abril de 2012 — Segunda-feira
Oitava da Páscoa-(Gl., Pf. Pascal I, Cor Branca)

Somos felizes! O Senhor ressuscitou! A vida venceu a morte, o amor o ódio, a misericórdia o pecado! A ressurreição de Cristo completou o tempo e a promessa do Pai de nos dar o Redentor. Ele é a proposta contínua de Deus para o homem e a mulher de nosso tempo. O Cristo ressuscitado é a salvação. O caminho da vida passa por Ele. O caminho da morte é estar longe dele e de seu Evangelho. Bendito seja o Senhor ressuscitado entre nós.

Deus nos fala :O dinheiro é sempre a causa de maus intentos, como o dos sumos sacerdotes. Mas, a verdade de Cristo não se pode sufocar pela lógica humana. Por isso, o apóstolo o anuncia com ardor, e as mulheres são as anunciadoras de Cristo ressuscitado.

Santo do dia : Santo Acácio de Amida, bispo, séc. V, Beata Celestina Faron, mártir, 1944

Livro de Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.
-Senhor, minha herança e meu cálice, a minha sorte está nas tuas mãos. Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos;
com Ele a meu lado, jamais vacilarei.
-Por isso, o meu coração se alegra e a minha alma exulta e o meu corpo repousará em segurança. Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos, nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.
-Hás-de ensinar me o caminho da vida, saciar-me de alegria na tua presença, e de delícias eternas, à tua direita.
Oração
Pai, faze-me compreender que a ressurreição de Jesus é obra do teu amor por ele e por toda a humanidade.
EVANGELHO
As mulheres dão a Boa-Notícia da Ressurreição
Mt 28,8-15
Elas foram embora depressa do túmulo, pois estavam com medo, mas muito alegres. E correram para contar tudo aos discípulos. De repente, Jesus se encontrou com elas e disse: - Que a paz esteja com vocês!
Elas chegaram perto dele, abraçaram os seus pés e o adoraram.
Então Jesus disse:- Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos para irem à Galiléia, e eles me verão ali.
O boato dos soldados
Enquanto as mulheres ainda estavam no caminho, alguns dos soldados que estavam vigiando o túmulo voltaram para a cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Os chefes se reuniram com os líderes judeus e fizeram os seus planos. Então deram uma grande quantia de dinheiro aos soldados e ordenaram o seguinte:
- Digam que os discípulos dele vieram de noite, quando vocês estavam dormindo, e roubaram o corpo. Se o Governador souber disso, nós vamos convencê-lo de que foi isso mesmo o que aconteceu, e vocês não terão nenhum problema. Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram o que os chefes dos sacerdotes tinham mandado. E esse boato se espalhou entre os judeus até o dia de hoje.
Comentário do Evangelho
A Boa-Notícia da ressurreição
Maria Madalena e a outra Maria tinham ido ver o sepulcro. Um anjo anuncia-lhes que Jesus ressuscitou. As mulheres correm para dar notícias aos discípulos. Nisso, o próprio Jesus vem ao seu encontro e saúda-as: "Alegrai-vos" (khairete). É a mesma saudação do anjo a Maria na anunciação, em Lucas. Agora é de Jesus às mulheres. A novidade é a ressurreição. Elas são incumbidas de levar o anúncio aos discípulos. Os discípulos são chamados de "meus irmãos" pelo Ressuscitado. Eles devem ir à Galileia para a retomada da missão.
Enquanto as mulheres vão levando a Boa-Notícia, alguns guardas vão informar os sumos sacerdotes. Com um álibi ridículo e incoerente, o Sinédrio suborna os guardas para dizer que estavam dormindo quando os discípulos roubaram o corpo de Jesus. F.:José Raimundo Oliva

A IGREJA CELEBRA HOJE
Santa Maria de Cléofas
Maria de Cléofas, também chamada "de Cléopas", ou ainda "Clopas". É destas três formas que consta dos evangelhos o nome de seu marido, Cléofas Alfeu, irmão do carpinteiro José. Maria de Cléofas era, portanto, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago Menor e Simão, também chamados de "irmãos do Senhor", expressão semítica que indica também os primos, segundo o historiador palestino Hegésipo.
Por sua santidade, ela uniu-se à Mãe de Deus também na dor do Calvário, merecendo ser uma das testemunhas da ressurreição de Jesus (Mc 16,1): "E passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo". O mensageiro divino anunciou às piedosas mulheres: "Por que procuram o vivo entre os mortos?"
Esse é um fato incontestável: nas Sagradas Escrituras vemos Maria de Cléofas acompanhando Jesus em toda a sua sofrida e milagrosa caminhada de pregação. Estava com Nossa Senhora aos pés da cruz e junto ao grupo das "piedosas mulheres" que acompanharam seus últimos suspiros. Estava, também, com as poucas mulheres que visitaram o túmulo de Cristo para aplicar-lhe perfumes e ungüentos, constatando o desaparecimento do corpo e presenciando, ainda, o anjo anunciar a ressurreição do Senhor.
Assim, Maria de Cléofas tornou-se uma das porta-vozes do cumprimento da profecia. Tem, portanto, o carinho e um lugar singular e especial no coração dos católicos, neste dia que a Igreja lhe reserva para a veneração litúrgica.

Em mensagem pela Páscoa, Papa pede especialmente pela paz no Oriente Médio e pelos cristãos na África
VATICANO, 08 Abr. 12 (ACI) .- Diante de milhares de peregrinos de todo o mundo que se reuniram esta tarde em Roma para ouvir a mensagem pascal do Papa Bento XVI e receber a bênção Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo), Bento XVI pediu que Cristo Ressuscitado dê esperança ao Médio Oriente e conforte as populações atribuladas do Corno de África e favoreça a sua reconciliação, lançando um pedido especial pelas comunidades cristãs deste continente.
NOTÍCIA COMPLETA-WWW.ACIDIGITAL.COM
Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68
FONTE: http://www.meusanto.com.br/ - www.paulinas.org.br-www.cancaonova.org.br-www.evangelhodocotidiano.org.br-http://www.cademeusanto.com.br - http://www.arautos.org.br//www.bibliacatolica.com.br/blog/

DIVINA MISERICÓRDIA


DIVINA MISERICÓRDIA
(2º DOMINGO DA PÁSCOA)

A Divina Misericórdia é uma devoção religiosa Católica de origem polaca, e cuja divulgação se deve a Santa Faustina Kowalska, que é considerada uma das grandes místicas da Igreja Católica.
Em seu Diário, a religiosa relatou ter recebido instruções de Jesus através de aparições, para que desse a conhecer ao Mundo a Sua Misericórdia.
O processo de beatificação desta Santa começou por iniciativa do, então, Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtila, e, posteriormente, foi canonizada pelo mesmo Arcebisto, já então Papa João Paulo II.
Segundo os católicos, Jesus Cristo não apenas ensinou a irmã Faustina Kowalska os pontos fundamentais da confiança e da misericórdia para com os outros, mas também revelou maneiras especiais para vivenciar a respoata à Sua Misericórdia.

A isso chamam de devoção à Divina Misericórdia.
A palavra “devoção” significa o cumprimento das nossas promessas.
É uma entrega da vida ao Senhor, que é a própria Misericórdia.
Entregando as vidas à Divina Misericórdia – ao ao próprio Jesus Cristo – as pessoas tornam-se instrumento da Sua Misericórdia para com os outros, podendo assim vivificar o mandamento bíblico :
- “Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso”.(Lc.6,36).
MISERICÓRDIA NOS TEMPOS DE HOJE !(07)
“A Misericórdia é para todos os tempos, lugares e pessoas”.
Segundo algumas estatísticas, talvez optimistas, o Cristianismo vai crescendo ao ritmo de 40% ao ano.
A primeira virtude do Cristianismo é a Misericórdia, porque, a sua principal razão é o expoente do seu crescimento.
O Cristianismo difundiu-se através do mundo conhecido, governado por Roma.
Os Romanos oferciam sacrifícios aos seus deuses pagãos, mas não tinham uma razão para o fazer, porque não entendiam que Deus “não queria sacrifícios mas sim Misericórdia”.
Um Deus que amava a Criação, amava o seu povo e requeria que as pessoas se amasem umas às outras, o que seria para os Romanos uma ideia inesquecível.
Mas os Cristãos acreditavam que a Misericórdia era a expressão fundamental da sua Religião.
Também para os Romanos, era uma ideia extraordinária que o amor e a misericódia se estendessem para além da família e dos amigos.
A Cristandade era uma “Ideia Nova”, que era considerada como radical.
Para apreciar exactamente como esta ideia era radical, imaginemos por um momento o estabelecimento fisico e social das antigas cidades onde se foi radicando o Cristianismo.
Antioquia, por exemplo, onde os seguidores de Cristo primeiro se chamaram Cristãos, era, geograficamente pequena com uma densidade populacional de 117 habitantes por acre quadrado, enquanto agora Nova Yorque tem uma densidade populacional de 41 pessoa por acre quadrado, ou Toronto, no Canadá com 16 pessoas por acre quadrado.
Uma tal densidade populacional acarretava muitos problemas; apesar de haver muitos aquedutos, havia falta de água.
Enquanto os viajantes de hoje ficam maravilhados com os aquedutos romanos, todavia eles não tinham serviços sanitários.
Por toda parte havia pobreza, doenças e a morte, o que representava uma terrível miséria humana.
Com a alta percentage de mortalidade e a curta expectativa de longevidade, havia uma constante corrente de migrações.
Nestas circunstâncias de meio ambiente o Cristianismo conseguiu dar mais segurança e estabilidade, sobretudo pela assistência às viúvas e aos órfãos..Oferecia cuidados de enfermagem aos doentes, amizade e conforto aos prisioneiros e hospitalidade aos imigrantes que iam chegando.
E tudo isto era feito sem olhar a credos ou raças.
Os Cristãos eram os activistas sociais do seu tempo.
E todos esses serviços ajudavam a actualizar a economia romana.
Ora tudo isto começou há cerca de 2000 anos, e agora vejamos o que se passa actualmente.
Em 2007 havia 15,9 milhões de refugiados, dos quais 80% eram mulheres e crianças.
Nos Estados Unidos aproximadamente 38 milhões de pessoas têm problemas para arranjar o dinheiro suficiente para a sua subsistência.
Em 2007, cerca de 700.000 crianças passaram fome durante o ano.
Ainda hoje a Misericórdia é a virtude principal.
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 EM 554, o Imperador Justiniano recapturou a Itália dos Ostrogodos, mas o país ficou muito enfraquecido e faminto. Devido aos esforços do Papa Gregório, a Itália recuperou, graças aos recursos dos estados papais, numa campanha de Misericórdia, alimentando milhares de pessoas famintas.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

BOM DIA EVANGELHO- 5 de abril de 2012 — Quinta-feira

BOM DIA EVANGELHO
 5 de abril de 2012 — Quinta-feira
Ceia do Senhor-(Cor Branca)-Cristo Sacerdote Institui Sacramentos de Amor!
Na Bíblia já estavam prefigurados os sacramentos, sinais do amor de Deus, que nos salvam e nos dão vida nova. O sangue do cordeiro imolado livra os primogênitos hebreus do extermínio; lavar os pés como serviço de purificação para poder ter parte com o Senhor. Hoje vamos renovar nossa compreensão da Eucaristia, do Batismo e do Sacerdócio, amor total de Jesus por nós. Demos graças pelas novas propostas de vida.(*)
LITURGIA DA PALAVRA -Deus nos fala
O sangue do cordeiro, o vinho da nova aliança, os pães sem fermento, a purificação pela água e pelo Espírito, rituais para celebrar a memória... vejamos como as leituras de hoje nos esclarecem sobre os gestos do amor de Deus para com seu povo. (*)
Responsório (SALMO/Sl 115)
— O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.— O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.— Que poderei retribuir ao Senhor Deus/ por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ Elevo o cálice da minha salvação,/ invocando o nome santo do Senhor. — É sentida por demais pelo Senhor/ a morte de seus santos, seus amigos./ Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/ mas me quebrastes os grilhões da escravidão! — Por isso oferto um sacrifício de louvor,/ invocando o nome santo do Senhor./ Vou cumprir minhas promessas ao Senhor/ na presença de seu povo reunido.

Oração
Pai, ajuda-me a superar os esquemas mundanos que rompem a fraternidade e me reduzem aos esquemas do pecado, impedindo que eu me faça servidor do meu próximo.

Aclamação ao Evangelho

“Eu vos dou um novo mandamento:/ Que vos ameis uns aos outros,/ assim como eu vos amei”, disse o Senhor:/ “Que vos ameis uns aos outros,/ assim como eu vos amei”, disse o Senhor.
O Mestre que serve -Evangelho (Jo 13,1-15)

O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † escrito por João. Glória a vós, Senhor!

— 1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
— 2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus.
— 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.
— 6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.
— 8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!”
— Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.
— 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.
— 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.
— 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.
— 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.
— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor!




Comentário do Evangelho
Serviço que liberta, gera e faz florescer a vida.

No evangelho de João, Jesus come a sua ceia com os discípulos um dia antes da Páscoa dos judeus. A ceia é um momento de alegria e Jesus procura animar os discípulos, diante do pressentimento da repressão que se aproxima. Cinco dias antes desta ceia, em uma outra, em Betânia, Maria, amorosamente, ungiu com perfume os pés de Jesus. Agora é Jesus que lava os pés dos discípulos. A vida e o ministério de Jesus resumem-se no ato de servir. É o serviço que liberta, gera e faz florescer a vida.
Jesus se reconhece como Senhor e Mestre para ensinar os discípulos o caminho do desapego, da simplicidade e do serviço à comunidade. É este o caminho que leva à glória do Pai.
A IGREJA CELEBRA JOJE
São Vicente Ferrer
Vicente nasceu em Valência, na Espanha, em 1350. Passou a infância e a juventude junto aos padres dominicanos, que tinham um convento próximo de sua casa. Percebendo sua vocação, pediu ingresso na Ordem dos Pregadores (dominicanos) aos dezessete anos.
Vicente estudou em Lérida, Barcelona e Tolosa, doutorando-se em filosofia e teologia, e ordenando-se sacerdote em 1378. Pregador nato, nesse mesmo ano começou sua peregrinação por toda a Europa, durante um período negro da história, quando ocorreu a Guerra dos Cem Anos, quando forças políticas, alheias à Igreja, tinham tanta influência que atuavam até na eleição dos papas.
Assim, quando um italiano foi eleito papa, Urbano VI, as correntes políticas francesas não o aceitaram e elegeram outro, um francês, Clemente VII, que foi residir em Avinhão, na França. A Igreja dividiu-se em duas, ocorrendo o chamado cisma da Igreja ocidental, porque ela ficou sob dois comandos, o que durou trinta e nove anos.
Vicente Ferrer, pregador, já era muito conhecido. Como prior do convento de Valência, teve contato com o cardeal Pedro de Luna, que o convenceu da legitimidade do papa de Avinhão, e Vicente aderiu à causa. Em 1384, o referido cardeal foi eleito papa Bento XIII e habilmente fez do dominicano Vicente seu confessor, sendo defendido por ele até 1416, como fazia Catarina de Sena, sua contemporânea, pelo italiano Urbano VI.
O coração desse dominicano era dotado de uma fé fervorosa, mas passando por uma divisão dessas, e juntando-se o panorama geral da Europa na época: por toda parte batalhas sangrentas, calamidades públicas, fome, miséria, misticismo, ignorância, além da peste negra, que dizimou um terço da população. Tudo isso fez que a pregação de Vicente Ferrer ganhasse a nuance do fatalismo.
Ele andou pela Espanha, França, Itália, Suíça, Bélgica, Inglaterra e Irlanda e muitas outras regiões, defendendo sempre a unidade da Igreja, o fim das guerras, o arrependimento e a penitência, como forma de esperar a iminente volta de Cristo. Tornou-se a mais alta voz da Europa. Pregava para multidões e as catedrais tornavam-se pequenas para os que queriam ouvi-lo. Por isso fazia seus sermões nas grandes praças públicas. Milhares de pessoas o seguiam em procissões de penitência. Dizem os registros da Igreja, e mesmo os que não concordavam com ele, que Deus estava do seu lado. A cada procissão os prodígios e graças sucediam-se e podiam ser comprovados às centenas entre os fiéis.
O cisma da Igreja só terminou quando os dois papas renunciaram ao mesmo tempo, para o bem da unidade do cristianismo. Vicente retirou seu apoio ao papa Bento XIII e, com sua atuação, ajudou a eleger o novo papa, Martinho V, trazendo de novo a união da Igreja ocidental. As nuvens negras dissiparam-se, mas as conversões e as graças por obra de Vicente Ferrer ficarão por toda a eternidade.
Ele morreu no dia 5 de abril de 1419, na cidade de Vannes, Bretanha, na França. Foi canonizado pelo papa Calisto III, seu compatriota, em 1458, que o declarou padroeiro de Valência e Vannes. São Vicente Ferrer foi um dos maiores pregadores da Igreja do segundo milênio e o maior pregador do século XIV.
São Vicente Ferrer-1350-1419

Brasileiros vão fazer vigília de oração pela vida em frente ao Supremo Tribunal Federal
BRASILIA, 03 Abr. 12 (ACI) .- Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal (STF) que em breve deverá votar a despenalização do aborto de fetos diagnosticados con anencefalia.
NOTÍCIA COMPLETA = WWW.ACIDIGITAL.COM

SEMANA SANTA E TRÍDUO PASCAL


SEMANA SANTA E TRÍDUO PASCAL

http://i164.photobucket.com/albums/u17/chibiliciousrawks/semana-santa2009/semanasanta20095-1.jpg SEMANA SANTA

É o período que vai do Domingo da Ramos na Paixão do Senhor até ao Sábado Santo, como preparação para a Festa da Páscoa.

Aos últimos três dias chama-se Tríduo Pascal, isto é, Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado santo.

Quando a Religião Católica foi legalizada pelo Édito de Milão em 313, os baptizados que viviam em Jerusalém ou nas cercanias da cidade, começaram a celebrar publicamente o aniversário dos acontecimentos e dos lugares da paixão de Cristo identificados pela tradição, a que chamaram os "Lugares Santos".

Faziam vigílias e procissões, e liam as escrituras referentes aos factos da Paixão do Senhor, especialmente a leitura da Paixão.

E muito do que hoje se sabe a respeito da antiga Semana Santa e da Páscoa, veio sobretudo através dos Peregrinos europeus que trouxeram essas práticas consigo e as repetiam todos os anos.

Uma peregrina de Espanha chamada Egeria, foi em peregrinação a Jerusalém em 381-384 e, quando voltou, escreveu tudo o que viu num livro, e os cristãos observavam essas práticas todos os anos.

Mais tarde a Igreja foi incorporando algumas dessas práticas na Liturgia da Semana Santa.

Fazem parte da Semana Santa: Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Paixão de Cristo. Quinta-Feira Santa. Sábado santo. Sexta-Feira Santa. Vigília Pascal.

TRÍDUO PASCAL
Originariamente, não havia a celebração da Semana Santa.
A Páscoa era celebrada no contexto de um só dia : a Vigília Pascal que começava ao pôr do sol de Sábado e continuava até ao fim do primeiro dia da semana, o Domingo.
No século V, o Mistério Pascal ficou fragmentado em várias peças, por influências de Jerusalém.
O núcleo chamou-se "Tríduo Sagrado" : de Sexta-Feira até à manhã de Domingo, em memória da Morte, Sepultura e Ressurreição.
Mais tarde foi acrescentada a Quinta-Feira porque os dias eram contados a partir da véspera de Sexta-Feira.
Com o fim das perseguições aos Cristãos, o imperador cristão proibiu toda a espécie de entretenimento durante esta semana e daqui saiu a tradição de que todos os prisioneiros deviam ser perdoados.
Os três dias de Quinta-Feira, Sexta-Feira e Sábado da Semana Santa foram considerados como dias santos.
Desde então a Igreja celebra o Mistério das salvação, nas suas três fases (Paixão, Morte e Ressurreição), no decorrer de três dias, que constituem o ponto culminante do Ano Litúrgico.
Este Tríduo Pascal começa com a Missa Vespertina de Quinta-Feira Santa, tem o seu momento mais alto na Vigília Pascal e termina com as Véspera do Domingo da Ressurreição.
Deste modo, não podemos identificar a Páscoa apenas com o Domingo da Ressurreição. Isso seria mutilar uma realidade extremamente rica e reduzir-lhe as dimensões.
"O plano divino da Salvação em Cristo não pode fragmentar-se, mas deve ser considerado como um todo único".
Compreende-se, portanto, a importância deste Tríduo Pascal, quer na liturgia, quer na vida da Igreja.
Dele derivam todas as outras solenidades, que não são senão reflexos, ecos deste Acontecimento salvífico, de modo que o culto cristão é um culto pascal.
Nele tem o seu centro de convergência e de irradiação a vida da Igreja, pois "o Mistério cristão culmina e compendia-se no Mistério Pascal, que dá cumprimento à História da Salvação e à missão de Israel, enquanto inaugura, com os tempos messiânicos, a existência histórica da Igreja".
O Tríduo Pascal, pelo qual se aplica aos homens a perene eficácia do Mistério da Redenção, deve ser vivido plenamente.
Nestes três dias, unidos ao Salvador, devemos percorrer o seu itinerário, tornando-nos solidários com Ele na Paixão e na Morte, para o sermos também na Ressurreição.
Diz o Catecismo da Igreja Católica :
1168. - Partindo do Tríduo Pascal, como da sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico da sua claridade. Ininterruptamente, dum lado e doutro desta fonte, o ano é transformado pela Liturgia. É realmente "ano da graça do Senhor". A economia da salvação realiza-se no quadro do tempo; mas a partir da sua concretização na Páscoa de Jesus e da infusão do Espírito Santo, o fim da história é antecipado, pregustado e o Reino de Deus entra no nosso tempo.
Antes da Reforma da Liturgia, o tempo da Quaresma terminava com a Vigília pascal. 
Paulo VI nas Normas Gerais do Calendário e Ano Litúrgico, a respeito da Quaresma, estabeleceu :
- "A Quaresma começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com a Missa de Quinta-Feira Santa'.(28).
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