quarta-feira, 4 de agosto de 2010

BOM DIA EVANGELHO
Quarta-feira, 4 de agosto de 2010
São João Vianney (Presbítero), Memória, Ano Par, 2ª do Saltério (Livro III), cor Branca

Hoje: Dia do Padre

Santos: Agábio de Verona (bispo), Aristarco de Tessalônica (bispo, mártir), Cicco de Pesaro (ordem franciscana secular, bem-aventurado)Eufrônio de Tours (bispo, 573), João Maria Vianney (padre, 1859), Lugaido, Iá (Pérsia, mártir), Eleutério (Constantinopla), Eufrônio (573), Protásio de Colônia (mártir), Rainério de Spalatro (monge, bispo, mártir), Tertulino de Roma (presbítero, mártir), William Horne e Companheiros (monges, mártires, bem-aventurados).

Antífona
Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).

Oração:
Deus de poder e misericórdia, que tornastes são João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Cântico: Jeremias [Jr 31, 10.11-12ab.13 (R/.cf 10d)]
O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho

Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: "Quem dispersou Israel vai consagrá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!"
Pois, na verdade, o Senhor reuniu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor.
Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra.

Evangelho: Mateus (Mt 15, 21-28)
Mulher, grande é a tua fé!
Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: "Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!" 23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: "Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós".
24Jesus respondeu: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel". 25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: "Senhor, socorre-me!" 26Jesus lhe disse: "Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos".
27A mulher insistiu: "É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!" 28Diante disso, Jesus lhe disse: "Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!" E desde aquele momento sua filha ficou curada. Palavra da Salvação!

Comentando o Evangelho
A fé dos pagãos
Na primitiva comunidade cristã, havia uma classe de cristãos, provenientes do judaísmo, cuja tendência era não se abrir para os pagãos. Acreditavam ser os destinatários exclusivos da Boa Nova cristã. Por conseguinte, os pagãos estariam excluídos do Reino anunciado por Jesus.
Foi preciso combater esta rigidez, apelando para a sensibilidade do Mestre em relação à fé dos pagãos.

O episódio da mulher cananéia prestou-se bem para esta finalidade. A mulher pagã foi persistente no seu objetivo: a cura da filha atormentada por um demônio. Por isso, não se intimidou diante dos discípulos, nem de Jesus, até ver realizado o seu desejo. Nem a má-vontade daqueles, nem a dureza das palavras do Mestre foram suficientemente fortes para fazê-la esmorecer.
Os discípulos queriam ver-se livres daquela mulher importuna. Sua gritaria deixava-os irritados, a ponto de pedirem a Jesus que a mandasse embora. Não convinha que o pedido de uma mulher pagã fosse atendido por ele.
Jesus, por sua vez, também deu mostras de relutar em atendê-la, até o ponto de usar o termo “cães”, com que os judeus costumavam chamar os pagãos. Mas, afinal, dobrou-se diante de uma fé evidente, tendo realizado o desejo da mulher pagã.
Como Jesus, a comunidade cristã deveria deixar de ser inflexível em relação aos pagãos convertidos à fé, abrindo para eles as portas da comunidade. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]
Para sua reflexão:
Trata-se de uma mulher pagã; portanto, segundo a mentalidade religiosa judaica, uma mulher excluída e impura. O cenário situa-se na área de Tiro e Sidônia, terra estrangeira. Depois dos gritos de angústia da cananeia: “Senhor, ajuda-me!”, expressão de uma fé que surge da pureza do coração, estabelece-se um diálogo entre Jesus e a mulher na presença dos discípulos, que queriam despedi-la como a uma pessoa intrusa que não merecia a atenção do Mestre. Este episódio nos levanta um dilema: Jesus não parece se interessar pela sorte dos que não pertencem etnicamente ao povo israelita. Não obstante, esta cena deve ser interpretada a partir das chaves missionárias e culturais que o evangelho nos proporciona. As aparentes objeções de Jesus para realizar o milagre refletem, na realidade, as objeções da comunidade cristã – representada aqui pelos discípulos – para a qual Mateus escreve seu evangelho e que não chegava ainda a dirigir a presença em seu seio de crentes convertidos do paganismo. [Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria]

A IGREJA CELEBRA HOJE:
São João Maria Vianney
João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ele nasceu em 08 de maio de 1786, no povoado de Dardilly ao norte de Lion, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a Igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.

Vianney, só foi para a escola na adolescência, quando criaram uma na sua aldeia, que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade, ele foi para o seminário de Écully, onde os obstáculos eram devido a sua falta de instrução.

Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto, era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém, para Deus ele era um homem extraordinário e foi através deste apostolado que o dom do Espírito Santo se manifestou sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.

Durante o seu aprendizado em Ecully, o Abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isto porque, nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lion, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não praticantes e afamados pela violência. Por isso, a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas. Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu à um menino pastor dizendo: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje um monumento na entrada da cidade lembra este encontro.

Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam se confessar, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo. Na paróquia fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.

A fama de seus dons e santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars, com um só objetivo: ver o Cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem que esperar horas, ou dias inteiros, assim o local tornou-se um centro de peregrinações. O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 04 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo Papa Pio XI em 1925, já era venerado como Santo. O seu corpo incorrupto, se encontra na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande Santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja "padroeiro dos sacerdotes" e o dia de sua festa, em 04 de agosto, escolhido para celebrar o "dia do padre". [www.paulinas.org.br]

Há tão pouca fé hoje em dia, que ou se espera demasiado ou
se cai na falta de esperança. (São João Maria Vianney)

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