segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bom dia evangelho
Segunda-feira, 22/nov/010
"É preciso ter fé e crer no Espírito Santo, deixando invadir por sua influência."
Santa Cecília
(VgMt., Mem., Cor Vermelha)

O culto de Santa Cecília difundiu-se amplamente a partir da narração de seu martírio. Nele é exaltada como exemplo perfeito de mulher cristã, que abraçou a virgindade e sofreu o martírio por amor a Cristo. É considerada a padroeira dos músicos, porque atribui-se a ela que: “enquanto os órgãos tocavam, cantava em seu coração tão só para o Senhor”. Cantemos ao Senhor nosso louvor e gratidão.
Deus nos fala
Os salvos, aqui em número simbólico, celebram a liturgia eterna junto do Cordeiro, porque tiveram o mesmo destino dele. No Reino de Deus não se conta a quantidade doada ou a importância social, mas o tamanho da generosidade com que realizo meus atos cristãos.

Oração
Pai, dá-me um coração de pobre, capaz de partilhar até do que me é necessário, porque confio totalmente no teu amor providente.

Salmos: Sl 23
— É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.— É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. — “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.— Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.


Evangelho
Que fez a maior oferta? - Lc 21,1-4
Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas. Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse:
- Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.

Comentário do Evangelho
Pobre viúva
Jesus, em Jerusalém, nos últimos dias do seu ministério, circulava pelo Templo, ensinando. O ambiente é imponente por seu luxo. Muralhas de pedra, grandes pátios com arcadas e a grande construção central do Templo, com pedras e ornatos com placas de ouro. Uma dependência do Templo, o Tesouro, guardava as riquezas acumuladas das ofertas. Aí circulam os escribas e os sacerdotes, com roupas ostentando prestígio, e os ricos que faziam polpudas ofertas. A ostentação de riqueza é um instrumento de dominação pela humilhação do pobre. Desfilavam, também, multidões de populares e camponeses, tímidos e humilhados que, com grandes sacrifícios, traziam suas ofertas de obrigação ao Templo. Certamente o montante de suas ofertas, somadas, superava as ofertas dos ricos, bem menos numerosos. Jesus chama a atenção sobre o contraste entre a oferta do rico e a oferta da pobre viúva. Aliados e beneficiados pelo sistema do Templo, os ricos davam, certamente, uma parte do supérfluo de suas riquezas, acumuladas a partir da exploração sobre os pobres. O pobre dava sacrificando tudo que tinha, compelido pela ideologia religiosa de um sistema desumano de domínio e exploração. Destacando o gesto da pobre viúva, Jesus chama a atenção para a desumanidade deste Templo, sede da teocracia de Israel. (Autor: José Raimundo Oliva)

A igreja celebra hoje
Santa Cecília
Certa vez, o cardeal brasileiro dom Paulo Evaristo Arns assim definiu a arte musical: "A música, que eleva a palavra e o sentimento até a sua última expressão humana, interpreta o nosso coração e nos une ao Deus de toda beleza e bondade". Podemos dizer que, na verdade, com suas palavras ele nos traduziu a vida da mártir santa Cecília.

A sua vida foi música pura, cuja letra se tornou uma tradição cristã e cujos mistérios até hoje elevam os sentimentos de nossa alma a Deus. Era de família romana pagã, nobre, rica e influente. Estudiosa, adorava estudar música, principalmente a sacra, filosofia e o Evangelho. Desde a infância era muito religiosa e, por decisão própria, afastou-se dos prazeres da vida da Corte, para ser esposa de Cristo, pelo voto secreto de virgindade. Os pais, acreditando que ela mudaria de idéia, acertaram seu casamento com Valeriano, também da nobreza romana. Ao receber a triste notícia, Cecília rezou pedindo proteção do seu anjo da guarda, de Maria e de Deus, para não romper com o voto.

Após as núpcias, Cecília contou ao marido que era cristã e do seu compromisso de castidade. Disse, ainda, que para isso estava sob a guarda de um anjo. Valeriano ficou comovido com a sinceridade da esposa e prometeu também proteger sua pureza. Mas para isso queria ver tal anjo. Ela o aconselhou a visitar o papa Urbano, que, devido à perseguição, estava refugiado nas catacumbas. O jovem esposo foi acompanhado de seu irmão Tibúrcio, ficou sabendo que antes era preciso acreditar na Palavra. Os dois ouviram a longa pregação e, no final, converteram-se e foram batizados. Valeriano cumpriu a promessa. Depois, um dia, ao chegar em casa, viu Cecília rezando e, ao seu lado, o anjo da guarda.

Entretanto a denúncia de que Cecília era cristã e da conversão do marido e do cunhado chegou às autoridades romanas. Os três foram presos, ela em sua casa, os dois, quando ajudavam a sepultar os corpos dos mártires nas catacumbas. Julgados, recusaram-se a renegar a fé e foram decapitados. Primeiro, Valeriano e Turíbio, por último, Cecília.

O prefeito de Roma falou com ela em consideração às famílias ilustres a que pertenciam, e exigiu que abandonassem a religião, sob pena de morte. Como Cecília se negou, foi colocada no próprio balneário do seu palacete, para morrer asfixiada pelos vapores. Mas saiu ilesa. Então foi tentada a decapitação. O carrasco a golpeou três vezes e, mesmo assim, sua cabeça permaneceu ligada ao corpo. Mortalmente ferida, ficou no chão três dias, durante os quais animou os cristãos que foram vê-la a não renegarem a fé. Os soldados pagãos que presenciaram tudo se converteram.

O seu corpo foi enterrado nas catacumbas romanas. Mais tarde, devido às sucessivas invasões ocorridas em Roma, as relíquias de vários mártires sepultadas lá foram trasladadas para inúmeras igrejas. As suas, entretanto, permaneceram perdidas naquelas ruínas por muitos séculos. Mas no terreno do seu antigo palácio foi construída a igreja de Santa Cecília, onde era celebrada a sua memória no dia 22 de novembro já no século VI.

Entre os anos 817 e 824, o papa Pascoal I teve uma visão de santa Cecília e o seu caixão foi encontrado e aberto. E constatou-se, então, que seu corpo permanecera intacto. Depois, foi fechado e colocado numa urna de mármore sob o altar daquela igreja dedicada a ela. Outros séculos se passaram. Em 1559, o cardeal Sfondrati ordenou nova abertura do esquife e viu-se que o corpo permanecia da mesma forma.

A devoção à sua santidade avançou pelos séculos sempre acompanhada de incontáveis milagres. Santa Cecília é uma das mais veneradas pelos fiéis cristãos, do Ocidente e do Oriente, na sua tradicional festa do dia 22 de novembro. O seu nome vem citado no cânon da missa e desde o século XV é celebrada como padroeira da música e do canto sacro.
tjl@ - www.paulinas.org.br
"Somos eternos nômades, em busca de Deus."

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