Papa
durante a oração ecumênica. Foto: Vatican Media
GENEBRA,
21 Jun. 18 / 09:09 am (ACI).- Papa Francisco presidiu durante sua
visita a Genebra, Suíça, nesta quinta-feira, 21 de junho, a oração ecumênica
junto com representantes das Igrejas que constituem o Conselho Ecumênico das
Igrejas.
Diante
deles, pronunciou um discurso no qual incentivou a seguir avançando no diálogo
ecumênico, pois “a divisão contradiz abertamente a vontade de Cristo”.
“O
movimento ecumênico, para o qual tanto contribuiu o Conselho Ecumênico das
Igrejas, surgiu por graça do Espírito Santo. O ecumenismo pôs-nos em movimento
segundo a vontade de Jesus e poderá avançar se, caminhando sob a guia do
Espírito, recusar toda a reclusão autorreferencial”.
ORAÇÃO
Senhor Pai de Bondade, pela
intercessão de São Próspero, abençoai e protegei todos as famílias que têm no
Cristo a luz de suas vidas. Dai aos esposos serem zelosos com suas mulheres e
filhos. Derramai sobre as mulheres o carinho pelos esposos e o cuidado pelos
filhos. E aos filhos, inspirai o respeito e amor aos pais. Por Cristo nosso
Senhor. Amém!
EVANGELHO (MT 7,1-5)
O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus
Cristo † segundo Mateus.
Glória
a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis, e não
sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que
julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. 3Por que
observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está
no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco
do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro
a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho
do teu irmão”.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
«Com o mesmo
julgamento com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que
usardes para os outros servirá para vós»
Rev.
D. Jordi POU i Sabater
(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)
(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)
Hoje, o
Evangelho recordou-me as palavras da Mariscala em O cavaleiro da Rosa, de Hug
von Hofmansthal: «Como é grande a diferença». Como mudar uma coisa mudará muito
o resultado em muitos aspectos da nossa vida, sobretudo, a espiritual.
Jesus disse: «Não julgueis, e não sereis julgados» (Mt 7,1). Mas, Jesus também tinha dito que temos de corrigir o irmão que está em pecado, e para isso é necessário ter feito antes algum tipo de juízo. O próprio São Paulo nos seus escritos julga a comunidade de Corinto e São Pedro condena Ananias e a sua esposa por falsidade. Por causa disso, São João Crisóstomo justifica: «Jesus não disse que não temos de evitar que um pecador deixe de pecar, temos que o corrigir sim, mas não como um inimigo que busca a vingança, mas como o médico que aplica um remédio». O juízo, pois, parece que deveria fazer-se, sobretudo com ânimo de corrigir, nunca com ânimo de vingança.
Ainda mais interessante é o que diz Santo Agostinho: «O Senhor previne-nos de julgar rápida e injustamente (...). Pensemos primeiro, se nós não tivemos também algum pecado semelhante; pensemos que somos homens frágeis, e [julguemos] sempre com a intenção de servir a Deus e não a nós». Se quando vemos os pecados dos irmãos pensamos em nós, não nos passará, como diz o Evangelho, que com uma trave no olho queiramos tirar o cisco do olho do nosso irmão (cf Mt 7,3).
Se estivermos bem formados, veremos as coisas boas e as más dos outros, quase de maneira inconsciente: disso faremos juízo. Mas o fato de ver as faltas dos outros desde os pontos de vista citados nos ajudará na forma como julgamos: ajudará a não julgar por julgar, ou por dizer alguma coisa, ou para cobrir as nossas deficiências ou, simplesmente, porque toda a gente o faz. E, para terminar, sobretudo tenhamos em conta as palavras de Jesus: «a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós» (Mt 7,2).
Jesus disse: «Não julgueis, e não sereis julgados» (Mt 7,1). Mas, Jesus também tinha dito que temos de corrigir o irmão que está em pecado, e para isso é necessário ter feito antes algum tipo de juízo. O próprio São Paulo nos seus escritos julga a comunidade de Corinto e São Pedro condena Ananias e a sua esposa por falsidade. Por causa disso, São João Crisóstomo justifica: «Jesus não disse que não temos de evitar que um pecador deixe de pecar, temos que o corrigir sim, mas não como um inimigo que busca a vingança, mas como o médico que aplica um remédio». O juízo, pois, parece que deveria fazer-se, sobretudo com ânimo de corrigir, nunca com ânimo de vingança.
Ainda mais interessante é o que diz Santo Agostinho: «O Senhor previne-nos de julgar rápida e injustamente (...). Pensemos primeiro, se nós não tivemos também algum pecado semelhante; pensemos que somos homens frágeis, e [julguemos] sempre com a intenção de servir a Deus e não a nós». Se quando vemos os pecados dos irmãos pensamos em nós, não nos passará, como diz o Evangelho, que com uma trave no olho queiramos tirar o cisco do olho do nosso irmão (cf Mt 7,3).
Se estivermos bem formados, veremos as coisas boas e as más dos outros, quase de maneira inconsciente: disso faremos juízo. Mas o fato de ver as faltas dos outros desde os pontos de vista citados nos ajudará na forma como julgamos: ajudará a não julgar por julgar, ou por dizer alguma coisa, ou para cobrir as nossas deficiências ou, simplesmente, porque toda a gente o faz. E, para terminar, sobretudo tenhamos em conta as palavras de Jesus: «a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós» (Mt 7,2).
SANTO DO DIA
SÃO PRÓSPERO

Próspero viu
se difundir a doutrina herética apregoada por Pelágio, que negava o pecado
original e a necessidade da Graça Divina para a salvação humana. Portanto, o
homem seria capaz de se salvar apenas praticando o bem e segundo a sua própria
vontade, pois a Graça Divina era importante, mas não indispensável.
Próspero,
desde o seu ingresso no mosteiro, tomou parte ativa na luta contra os erros
doutrinais divulgados por Pelágio. Ele defendeu e trabalhou pessoalmente com
santo Agostinho, pois tinham o mesmo entendimento que ele sobre a Graça Divina.
Próspero se
transferiu para Roma em 435, onde continuou com suas obras. Escreveu um
comentário sobre os Salmos e sobre seu mestre Agostinho. A partir de 440,
Próspero foi convocado pelo papa Leão Magno para ser seu secretário, exercendo
a função até depois de 463, quando faleceu. Deixou um grande número de escritos
teológicos eclesiásticos, sempre em resposta às diversas calúnias e objeções à
rígida doutrina de Agostinho.(Colaboração: Padre
Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO : Nosso querido santo sempre valorizou em seus escritos o matrimônio
cristão como fonte de santificação para os cônjuges. No escrito “De um esposo à
sua mulher”, Próspero escreveu: "Se o orgulho me elevar, corrija-me! Seja
a minha consolação nos sofrimentos. Demos ambos exemplos de uma vida santa e
verdadeiramente cristã. Cumpramos os nossos deveres. Levante-me, se por ventura
eu cair. Esforce-se por se levantar, quando eu a corrigir. Não nos contentemos
com ser um só corpo, sejamos também uma só alma".
tjl@ - a12.com – acidigital.com
– evangeli.net – Domtotal.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário