sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Bom dia evangelho
Dia 16 de Setembro de 2011 — Sexta-feira
São Cornélio e São Cipriano
(PpB., Mts., Mem., Cor Vermelha)


Quanto mais a noite fica escura, mais perto está a aurora


Quando celebramos a vida dos santos na liturgia, motivamo-nos a ser fiéis a Cristo como eles foram. São Cornélio foi papa,homem de alma misericordiosa, e procurou reconquistar e reconciliar os cristãos que tinham cedido às perseguições. Também perseguido, morreu no exílio. São Cipriano, que se converteu ao cristianismo aos 35 anos, organizou a Igreja da África. Foi mestre de moral cristã. Serviu a Cristo no episcopado e no martírio. Deus também espera nossa resposta fiel em nossos dias.


Salmo (Salmos 48)
Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.
— Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.
— Por que temer os dias maus e infelizes, quando a malícia dos perversos me circunda? Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens?
— Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal.
— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo.
— Felicitava-se a si mesmo enquanto vivo: “Todos te aplaudem, tudo bem, isto que é vida!” Mas vai-se ele para junto de seus pais, que nunca mais e nunca mais verão a luz!
Oração
Pai, reveste-me do amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre meu reconhecimento a ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo.

Deus nos fala
A Palavra é para ser vivida com intensidade, assim ela nos transformará e nos tornará humildes. Ela não é para buscar fama e poder. Homens e mulheres que aceitaram a Palavra redentora seguem bem de perto o Cristo, Palavra viva do Pai.

Evangelho
Mulheres seguem Jesus - Evangelho (Lucas 8,1-3)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho
Um grupo de discípulos e discípulas
Lucas, no prólogo de seu evangelho, propõe-se a fazer um relato de modo ordenado dos acontecimentos relativos a Jesus. A ordem proposta não é no sentido de linearidade histórica, mas em uma perspectiva teológica da compreensão da Boa Nova de Jesus. A introdução "depois disso" não significa uma sucessão temporal, mas uma sucessão lógica das suas narrativas. Esta é a única vez que, nos evangelhos, ao longo do ministério de Jesus, se menciona um grupo de discípulos formado por homens e mulheres, sendo estas identificadas nominalmente. Na narrativa da paixão elas aparecerão, particularmente estas que acompanhavam Jesus desde a Galiléia (Lc 23,55).
Sobre as mulheres é dito que tinham sido curadas. Isto é, tinham sofrido as conseqüências da exclusão social e de gênero, mas sentiam-se libertadas por Jesus. Seguiam Jesus e serviam o grupo. Elas já entenderam e praticavam o serviço, que é a característica fundamental do Reino. Sobre os doze não se diz nada. Mas mais adiante estarão discutindo sobre quem seria o maior. Estes estão ainda possuídos da ideologia davídica em vista de um messias poderoso.Em torno de Jesus, sob o seu fascínio, reúnem-se discípulos e discípulas que vão amadurecendo. Surgem relações novas entre homens e mulheres, caracterizadas pela liberdade, solidariedade e serviço. José Raimundo Oliva


Santos

Cornélio e Cipriano
Unidos pela fé e sangue, encontramos como exemplo de amizade e santidade estas testemunhas de Cristo, que foram martirizados no mesmo dia, porém, com diferença de cinco anos.

São Cornélio
Cornélio tinha sido eleito Papa em 251, após um grande período de ausência do pastor por causa da terrível perseguição de Décio. Sua eleição foi contestada por Novaciano, que acusava o Papa de ser muito indulgente para com os que haviam renegado a fé (lapsos) e separaram-se da Igreja.
Por causa dos êxitos obtidos com sua pregação, foi processado e exilado para o lugar hoje chamado Civitavecchici, onde Cornélio morreu. Foi sepultado nas catacumbas de Calisto.

São Cipriano
Uma das grandes figuras do século III, Cipriano, de família rica de Cartago, capital romana na África do Norte. Quando pagão era um ótimo advogado e mestre de retórica, até que provocado pela constância e serenidade dos mártires cristãos, converteu-se entre 35 e 40 anos de idade.
Por causa de sua radical conversão muitos ficaram espantados já que era bem popular. Com pouco tempo foi ordenado sacerdote e depois sagrado Bispo num período difícil da Igreja africana.
Duas perseguições contra os cristãos ocorreram: a de Décio e Valeriano. Estas perseguições marcaram o começo e o fim de seu episcopado, além de uma terrível peste que assolou o norte da África, semeando mortes. Problemas doutrinários, por outro lado, agitavam a Igreja daquela região.
Diante da perseguição do imperador Décio em 249, Cipriano escolheu esconder-se para continuar prestando serviços à Igreja. No ano 258, o santo Bispo foi denunciado, preso e processado. Existem as atas do seu processo de martírio que relatam suas últimas palavras do saber da sua sentença à morte: "Graças a Deus!"

Santos Cornélio e Cipriano, rogai por nós!
A melhor forma de vencer o mal é justamente valorizar o bem

tjl@www.vatican.vt + www.cançaonova.org.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011


BOM DIA EVANGELHO
ANO A – SÃO MATEUS
Dia 15 de Setembro de 2011 — Quinta-feira
Nossa Senhora das Dores -(Mem., Cor Branca)

Celebrar as dores de Nossa Senhora é lembrar a dor do povo, dor provocada pela injustiça, pela violência, pelos maus-tratos, tanto em nossas famílias como em nossa sociedade. Celebrar Nossa Senhora das Dores é encher-se de esperança e ter a mesma atitude de quem fica em pé porque foi fiel, e acolhe sem medo a dura profecia: “Uma espada de dor te traspassará a alma” (Lc 2,33-35). Maria participa da mesma dor de seu Filho e em sua obra redentora. Devemos, pois, assemelhar-nos às mesmas atitudes de Maria, Mãe das Dores, aliviando a dor dos sofredores.
Antífona de Entrada (Lc 2,34-35)
Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos. Ele será sinal de contradição e teu coração será transpassado como por uma espada.
Deus nos fala
Jesus foi obediente ao Pai até o fim, e Maria também. Toda missão assumida com ardor é bela, profunda e tão significativa, e produz frutos abundantes para o Reino. Quem é fiel permanece em pé, mesmo diante da dor e do sofrimento.
Oração
Pai, a prática do amor e da justiça revele tua ação no íntimo do meu coração, transformando-me em instrumento de tua misericórdia, que eleva a humanidade decaída.

EVANGELHO
Nossa Senhora das Dores
Jo 19,25-27
Perto da cruz de Jesus estavam a sua mãe, e a irmã dela, e Maria, a esposa de Clopas, e também Maria Madalena. Quando Jesus viu a sua mãe e perto dela o discípulo que ele amava, disse a ela:
- Este é o seu filho.
Em seguida disse a ele:
- Esta é a sua mãe.
E esse discípulo levou a mãe de Jesus para morar dali em diante na casa dele.
Comentário do Evangelho
A mãe de Jesus é acolhida por João
Nos evangelhos sinóticos (Mt, Mc, Lc) as mulheres, sem nomear a mãe de Jesus, no momento da crucifixão de Jesus permanecem olhando de longe. No evangelho de João, não mais à distância, mas junto à cruz, são nomeadas a mãe de Jesus e Maria Madalena, bem como o discípulo que Jesus amava. Com esta proximidade surge o diálogo entre eles.
A mãe de Jesus, Maria, está presente no início e no fim do ministério de Jesus. No início, nas bodas de Cana, Jesus se dirige a ela dizendo: "Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou" (Jo 2,4). Agora é chegada a hora da glória, com a missão, atribuída pelo Pai, cumprida. Com a proclamação "Mulher, eis o teu filho", a mãe de Jesus é acolhida por João. Maria, pela geração de seu filho, está associada ao ministério encarnado de Jesus. A partir da cruz, Maria Madalena e o discípulo que Jesus amava, que testemunharão o túmulo vazio, são a expressão das novas comunidades missionárias, nas quais a mãe de Jesus é acolhida. Estas comunidades darão continuidade ao ministério de Jesus, contando com sua presença real através do Espírito que lhes é dado. No coração de Maria certamente, mais duradoura do que a dor, pulsa a alegria de ver seu filho glorioso no cumprimento da missão que recebeu do Pai, com toda a fidelidade e amor. José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje
Nossa Senhora das Dores
A festa de hoje liga-se a uma antiga tradição cristã. Contam que, na Sexta-feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a encontrar-se com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até ao Calvário a pesada cruz, para aí ser crucificado. Sua Mãe, ao vê-lo tão mal tratado, com a coroa de espinhos, sofre de dor. Perdendo as forças, caiu por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz. Recobrando os sentidos, reuniu todas as suas forças, acompanhou o filho e permaneceu ao pé da Cruz até o fim.
Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de "Nossa Senhora da Piedade" e "Compaixão de Nossa Senhora". Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de "Nossa Senhora das Dores".
Somos convidados, hoje, a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão (Lucas 2,33ss.); a fuga para o Egipto (Mateus 2,13ss.); a perda de Jesus aos doze anos, em Jerusalém (Lucas 2,41ss.); o caminho de Jesus para o Calvário (João 19:12ss.); a crucificação (João 19,17ss.); a deposição da cruz e o sepultamento (Lucas 23,50ss.).

Fonte: http://www.evangelhoquotidiano.org/ -www.vatican.vt – www.paulinas.org.br -www.evangelhodocotidiano.org.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A AMIZADE NÃO É APENAS CONHECIMENTO; É, SOBRETUDO, COMUNHÃO DO QUERER.
MINHA VONTADE, CRESCENDO, UNE-SE À D'ELE: A SUA VONTADE TORNA-SE A MINHA, E É PRECISAMENTE
ASSIM QUE ME TORNO EU MESMO DE VERDADE.
"JAMAIS SEPAREIS A CRIATIVIDADE ARTÍSTICA DA VERDADE E DA CARIDADE".


BOM DIA EVANGELHO
Dia 14 de Setembro de 2011 — Quarta-feira
Exaltação da Santa Cruz -(Gl., Pf. próprio, Cor Vermelha)

Da cruz de Cristo veio-nos a salvação e a vida. O mundo foi transformado pela oblação da vida de um Deus que no-la ofertou. O Pai aceitou a oferta da vida de seu Filho, e ressuscitou-o dentre os mortos. Nele está a certeza da nossa ressurreição. A nossa escolha é a mesma de Cristo: “Quem quiser salvar sua própria vida perdê-la-á; mas quem perder sua vida por causa de mim, salvá-la-á” (Lc 9,23-24). Por que em nossas atitudes às vezes somos ingratos para com o Deus da vida? Que alcancemos dele o perdão e a vida em plenitude.
SALMO 100
— Viverei na pureza do meu coração!
— Eu quero cantar o amor e a justiça, cantar os meus hinos a vós, ó Senhor! Desejo trilhar o caminho do bem, mas quando vireis até mim, ó Senhor?
— Viverei na pureza do meu coração, no meio de toda a minha família. Diante dos olhos eu nunca terei qualquer coisa má, injustiça ou pecado.
— Farei que se cale diante de mim quem é falso e às ocultas difama seu próximo; o coração orgulhoso, o olhar arrogante não vou suportar e não quero nem ver.
— Aos fiéis desta terra eu volto meus olhos; que eles estejam bem perto de mim! Aquele que vive fazendo o bem será meu ministro, será meu amigo.
Deus nos fala
Na mesma confiança do povo hebreu, contemplamos a cruz de Cristo e temos certeza da salvação e da vida. O Cristo esvaziou-se de si mesmo, para fazer transbordar em nós seu amor e sua misericórdia. Viver no Cristo é ter a certeza da vida, é nascer de novo, é ser salvo por Ele.
Oração
Pai, ao exaltar a cruz de teu Filho Jesus, quero abrir meu coração para que ela frutifique em mim, renovando minha disposição de ser totalmente fiel a ti.

Evangelho
Exaltação da Santa Cruz
Evangelho segundo S. João 3,13-17.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem.
Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto,
a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por
Homília grega do século IV
Sobre a santa Páscoa (inspirada numa homília perdida de Hipólito)
«Ninguém subiu ao Céu a não ser Aquele que desceu do Céu»
Para mim, a árvore da cruz é a da salvação eterna. Alimenta-me e faço dela o meu banquete. Agarro-me através das suas raízes e, através dos seus ramos, expando-me; o seu orvalho purifica-me e o seu sopro, como um vento delicioso, torna-me fecundo. Ergui a minha tenda à sua sombra e, fugindo aos grandes calores, aí encontro um refúgio de frescura. É através das suas flores que floresço e os seus frutos são as minhas delícias; esses frutos que me estavam reservados desde as origens e com os quais me consolo sem limite. [...] Quando tremo face a Deus, esta árvore protege-me; quando vacilo, ela é o meu apoio; é o preço dos meus combates e o troféu das minhas vitórias. É, para mim, o caminho estreito, o sendeiro escarpado, a escada de Jacob percorrida pelos anjos, no cimo da qual o Senhor está verdadeiramente apoiado (cf. Mt 7,14; Gn 28,12).
Esta árvore de dimensões celestes eleva-se da terra até aos céus, como planta imortal, fixada a meio caminho entre o céu e a terra. Sustentáculo de todas as coisas, apoio do universo, suporte do mundo habitado, abraça o cosmos e reúne os vários elementos da natureza humana. Ela própria é edificada com as cavilhas invisíveis do Espírito, para não vacilar ao ajustar-se ao divino. Tocando no seu topo o alto dos céus, firmando a terra com os seus pés e envolvendo por todos os lados, com os seus imensos braços, os espaços inumeráveis da atmosfera, ela é em si mesma completa em tudo e em todo o lado. [...]
Pouco faltaria para que o universo fosse aniquilado, dissolvido pelo terror perante a Paixão, se o grande Jesus não lhe tivesse infundido o Espírito divino, dizendo: «Pai, nas Tuas mãos entrego o meu Espírito» (Lc 23,46). [...] Tudo estava vacilante mas, quando o Espírito divino Se elevou, o universo foi de certa forma reanimado, vivificado, e reencontrou uma estabilidade firme. Deus preenchia tudo em todo o lado e a crucifixão estendia-se através de todas as coisas.

Santo do dia : Exaltação da Santa Cruz
Exaltação da Santa CruzExaltação da Santa CruzA Igreja universal celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma festa que se liga à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma foi construída sobre o Monte do Gólgota; por isso, se chama Basílica do Martyrium ou Ad Crucem. A outra foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado pelos discípulos e foi ressuscitado pelo poder de Deus; por isto é chamada Basílica Anástasis, ou seja, Basílica da Ressurreição.A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Segundo contam, o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, no dia 3 de Maio de 630. A partir daí a Festa da Exaltação da Santa Cruz passou a ser celebrada no Ocidente. Tal festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus.cf.www.ecclesia.pt
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

BOM DIA EVANGELHO
Dia 13 de Setembro de 2011 — Terça-feira – Ano A – São Mateus
São João Crisóstomo -(BDr., Mem., Cor Branca)

São João Crisóstomo nasceu provavelmente em 350 e morreu no ano de 407. Ordenado sacerdote aos 32 anos, foi grande orador e era muito simples, modesto, jovial, mas enérgico contra o vício e o luxo, e em tudo favorecia aos pobres. Foi mestre espiritual e é chamado “Doutor da Eucaristia” pela vastidão e riqueza de sua doutrina sobre o sacramento eucarístico. Por combater o desregramento da corte imperial, foi exilado e morreu no exílio. Dele aprendemos a ter a firmeza da fé.
Antífona de Entrada (1Sm 2,35)
Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor.
Deus nos fala
Todo ministério ordenado deve ser vivido com autenticidade, pois nele é manifestado ao mundo o mistério salvífico de Cristo. Jesus é o vencedor da morte e nele revela-se a ação de Deus que salva.
Diante do Crucifixo
O glorioso Deus altíssimo,
iluminai as trevas do meu coração,
concedei-me uma fé verdadeira,
uma esperança firme e um amor perfeito.
Dai-me! Senhor, o reto sentir e conhecer,
a fim de que possa cumprir
o sagrado encargo
que na verdade acabais de dar-me.
Amém.

EVANGELHO -Lc 7,11-17
Deus visitou o seu povo
-* 11 Em seguida, Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Com ele iam os discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto para enterrar; era filho único, e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade ia com ela. 13 Ao vê-la, o Senhor teve compaixão dela, e lhe disse: «Não chore!» 14 Depois se aproximou, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Então Jesus disse: «Jovem, eu lhe ordeno, levante-se!» 15 O morto sentou-se, e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16 Todos ficaram com muito medo, e glorificavam a Deus, dizendo: «Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus veio visitar o seu povo.» 17 E a notícia do fato se espalhou pela Judéia inteira, e por toda a redondeza.
* 11-17: A atividade libertadora de Jesus é a grande «visita» de Deus que vem salvar o seu povo. Essa visita é a manifestação do amor compassivo, que atende aos mais pobres e necessitados.
Bíblia Sagrada - Edição Pastoral


Comentário do Evangelho
Prática amorosa e misericordiosa de Jesus

Com a expressão "em seguida", Lucas articula a cura do servo do centurião com esta cura do filho da viúva. Uma grande multidão com Jesus e seus discípulos aproxima-se de uma cidade amuralhada. Ao chegarem à porta, encontram outra grande multidão que sai da cidade para enterrar um morto. É a corrente da vida que vem inundar a cidade dos mortos. Esta narrativa de milagre diferencia-se da cura do servo do centurião romano, que a antecede. No caso do centurião a cura do servo resultou da "tão grande fé" por ele manifestada. Neste caso do filho da viúva de Naim, é Jesus quem toma a iniciativa. Jesus se faz próximo da viúva, com um gesto de misericórdia característica nas narrativas de Lucas. É a prática inspirada pela parábola do samaritano que cuida do homem espancado à beira da estrada (cf. 3 out). É a prática amorosa e misericordiosa de Jesus que lança sementes de fé entre todos aqueles que passaram a glorificar a Deus. -José Raimundo Oliva


A IGREJA CELEBRA HOJE
São João Crisóstomo
João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo.
João nasceu no ano 309, em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, agora santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação.
O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto durante quatro anos. Passou mais dois retirado numa gruta sozinho, estudando as Sagradas Escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e ordenou-se sacerdote.
Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é,: "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial.
Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo. Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então para a Ásia Menor. Entretanto para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos do que os espirituais. Lá reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como bispo, abandonou, então, os discursos e dispôs-se a enfrentar a luta e, como conseqüência, a perseguição.
Arrumou inimigos tanto entre o clero quanto na Corte. Todos, liderados pela imperatriz Eudóxia, conseguiram tirar João Crisóstomo do cargo, que foi condenado ao exílio. Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população que o bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo. Entretanto, dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Agora, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de setembro de 407.
Sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. O papa ordenou o restabelecimento de sua memória. O corpo de João Crisóstomo foi trazido de volta a Constantinopla em 438, num longo cortejo em procissão solene. Mais tarde, suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam no Vaticano. Dos seus numerosos escritos destacasse o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica. São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte, em 13 de setembro, com o título de doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.


+ A Bíblia deve ser para nós Cristãos, a luz que ilumina os nossos caminhos e as nossas decisões.

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"Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-la de egoísta, interesseira. Seja gentil assim mesmo.
Se você é vencedora, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. ... Vença assim mesmo.
Se você é honesta e franca, as pessoas podem enganá-la. Seja honesta e franca assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa, assim mesmo.
O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã. Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, assim mesmo. Veja você que, no final das contas é entre você e Deus..
Nunca foi entre você e as pessoas..." Madre Tereza de Calcutá"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


BOM DIA EVANGELHO
Segunda-feira, 12 de setembro de 2011
24ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica verde

Santos: BV Maria Vitória Fornari, Guido de Anderlecht (1012, Bruxelas), Selésio, Autônomo (mártir), Macedônio, Teódulo e Taciano, Apolinário Franco, Tomás de Zumárraga, Peregrino de Falerone (confessor franciscano, 1ª ordem)

Antífona: Ouvi, Senhor, as preces do vosso servo e do vosso povo eleito: daí a paz àqueles que esperam em vós, para que os vossos profetas sejam verdadeiros. (Eclo 36, 18)

Oração:
Pai, dá-me um coração misericordioso e humildade que me leve a compadecer-me do meu semelhante.

Salmo: 27 (28), 2. 7. 8-9 (R/. 6)
Bendito seja o senhor, porque ouviu o clamor da minha súplica!
Escutai o meu clamor, a minha súplica, quando eu grito para vós; quando eu elevo, ó Senhor, as minhas mãos para o vosso santuário.
Minha força e escudo é o Senhor; meu coração nele confia. Ele ajudou-me e alegrou meu coração; eu canto em festa o seu louvor.
O Senhor é a fortaleza do seu povo e a salvação do seu ungido. Salvai o vosso povo e libertai-o; abençoai a vossa herança! Sede vós o seu pastor e o seu guia pelos séculos eternos!

"Eu não sou digno"
Evangelho: Lucas (Lc 7, 1-10)
Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé

Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: "O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga". 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: "Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: 'Vai!', ele vai; e a outro; 'Vem!', ele vem; e ao meu empregado: 'Faze isto!', e ele o faz". 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia e disse: "Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé". 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde. Palavra da Salvação!
Leituras paralelas: Mt 8, 5-10.13; Jo 4, 46-54

Comentário o Evangelho
Benevolência e humildade
O oficial romano, apesar de sua patente militar, a mais alta graduação nas províncias romanas, deu provas de possuir duas virtudes importantes: mostrou-se benevolente e humilde. Por isso, apesar de pagão, tornou-se um exemplo para os discípulos.
A benevolência desse oficial expressa-se no trato com o seu servo e no trato com os judeus.
Preocupou-se com um empregado que estava para morrer, pois lhe "tinha grande apreço". A atitude mais comum de um patrão em relação ao seu empregado é a indiferença, pois a situação do servo não lhe interessa. Entretanto, o oficial romano não agiu assim. Sua preocupação levou-o a buscar ajuda junto a Jesus. Servindo-se da mediação da liderança judaica, mandou um recado ao Mestre, o qual se predispôs a ir curar-lhe o servo. E a cura desejada aconteceu.
O argumento que os anciãos dos judeus encontraram para convencer Jesus a atender o pedido do oficial romano fundou-se exatamente no relacionamento bondoso que tinha com eles. "Ele merece que lhe concedas este favor, pois ama o nosso país e foi quem construiu a nossa sinagoga". Embora a serviço dos opressores romanos, esse oficial sabia tratar bem os judeus.
Sua humildade ficou patente ao reconhecer sua pequenez diante de Jesus e confessar-se indigno de recebê-lo em sua casa. Seu poder de oficial militar nada significava, se comparado com o de Jesus. Bastaria que, de longe, dissesse uma palavra para curar-lhe o servo. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

Para sua reflexão: Um oficial romano, ou centurião, era o comandante de cem soldados romanos; é um pagão, simpatizante da religião e das práticas judaicas, às quais tem dedicado parte da sua fortuna (ou autoridade) construindo (ou mandando construir) uma sinagoga. Reconhece a dignidade especial de Jesus: aproxima-se dele por intermediários e não se atreve a hospedá-lo (não apresenta como motivo a proibição judaica de entrar na casa de pagãos, mas a dignidade pessoal de Jesus). O que mais importa é que crê no poder sobrenatural de Jesus. Enquanto o povo procura tocá-lo para receber dele seu fluido curador, o oficial romano reconhece que basta uma ordem de Jesus para que aconteça a cura. Sua experiência militar é imagem para expressar esse poder. Fé no poder e na misericórdia de Jesus, na palavra que penetra no tecido da vida humana. A cura do moribundo pode ser comentada com o Salmo 30. (Cf. Bíblia do Peregrino)

“Esta é a juventude do Papa!”
Dom Redovino Rizzardo, cs, Bispo de Dourados - MS
Na sexta-feira, dia 19 de agosto, na primeira leitura da missa, Rute dizia à sogra Noemi: «Teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus!» (Rt, 1,16). Esta foi também a convicção que me penetrou o coração durante a Jornada Mundial da Juventude, realizada em Madri, de 16 a 21 de agosto.
Tive a graça de participar de várias manifestações ocorridas naqueles dias, ao lado de centenas de outros bispos, milhares de sacerdotes e religiosos e quase dois milhões de jovens. Apesar de me encontrar na Espanha, senti-me sempre em casa: a multidão que aclamava e se emocionava me garantia que, em toda a parte, há um povo amado e formado por Deus, independente da raça e do país de origem.
Acalentado pela alegria e pela comunhão que se percebia em toda a parte, o Papa Bento XVI não hesitou em descortinar perspectivas desafiadoras aos jovens, desde o seu primeiro encontro com eles, na Praça Cibeles, no dia 18: «Em Cristo, conseguimos o que buscamos e, nele radicados, damos asas à liberdade. Não é esta a razão de nossa alegria? Não é esta a rocha firme onde construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar o homem? Esta é a sabedoria que deve guiar os nossos passos! Então seremos felizes e a nossa alegria contagiará os demais!».
No sábado à noite, dia 20, o encontro foi no aeroporto de Cuatro Vientos, durante uma vigília de oração. A semana, assinalada por um calor intenso, acabou numa forte e súbita tempestade, que impediu o Papa de proferir o discurso que havia preparado. Quando o vento e a chuva diminuíram, ante um milhão e meio de jovens que não cansavam de cantar: “Esta é a juventude do Papa!”, Bento XVI respondeu: «Jovens, obrigado por vossa alegria e resistência! A vossa força é maior do que a chuva! Guardai a chama que Deus acendeu em vosso coração nesta noite: que nenhuma chuva a apague!».
O aeroporto de Cuatro Vientos, apesar de grande, não foi suficiente para acolher a multidão de jovens que se fez presente naquela noite e na manhã seguinte, durante a missa de conclusão do evento. 200.000 deles não conseguiram entrar... E o sol que os acompanhou durante a tarde do sábado foi tão forte, que 800 precisaram ser atendidos por desmaios e mal-estar causados pelo calor.
Na homilia que proferiu no domingo, dia 21, encerramento da Jornada, o Papa lembrou que a fé só se sustenta se houver compromisso e vivência comunitária: “Seguir a Jesus é caminhar na comunhão da Igreja. Sozinho, ninguém consegue aderir a Jesus. Quem cede à tentação de andar por aí por sua conta e risco ou de viver a fé segundo os parâmetros do individualismo que impera na sociedade, corre o risco de nunca se encontrar com Jesus ou de absolver uma imagem falsa dele”.
No final da celebração, Bento XVI se deteve sobre a missão que cabe aos jovens na sociedade: “Desta amizade com Jesus, nascerá o impulso que vos deve levar a dar testemunho da fé nos mais diversos ambientes, sobretudo onde prevalecem a rejeição e a indiferença. Regressando aos vossos lares e ambientes, os amigos vos perguntarão o que mudou em vossa vida depois do encontro com o Papa e com centenas de milhares de outros jovens, do mundo inteiro. A resposta será um corajoso testemunho de vida cristã diante de todos. Assim, sereis fermento de novos cristãos e fareis a Igreja se levantar vigorosa no coração de muita gente”.
O clima de esperança que caracterizou a Jornada Mundial da Juventude de Madri tinha a sua origem em pessoas não apenas “indignadas” – para usar um termo em voga naqueles dias na Espanha, ainda que referido a pessoas de ideias e comportamentos diferentes – com a “insalubridade” fomentada por uma sociedade que se distancia dos valores evangélicos, mas, sobretudo, em corações prontos a dar a vida por um ideal que valha a pena buscar. Na opinião de quem coordenou a cobertura da visita papal, o que impressionou os 4.700 repórteres presentes na Jornada foi “a atitude tomada pelos jovens não somente diante das dificuldades da chuva e do sol, mas também diante das manifestações contrárias. Os jornalistas ficaram impactados pela festa que reinava nas ruas, pelo civismo, pela correção, pela ausência de incidentes e pela atitude positiva de quem não conseguiu entrar em Cuatro Vientos pela falta de espaço”.
O homem verdadeiramente previdente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz. (Aristóteles)

A igreja celebra hoje
São Guido de Anderlecht
Guido de Anderlecht viveu entre os séculos X e XI, tendo nascido em Brabante, Bélgica. Desde a infância, já demonstrava seu desapego pelos bens terrenos, tanto que, na juventude, distribuiu aos pobres tudo o que possuía e ganhava. Na ânsia de viver uma vida ascética, Guido abandonou a casa dos pais, que eram bondosos cristãos camponeses, e foi ser sacristão do vigário de Laken, perto de Bruxelas, pois assim poderia ser mais útil às pessoas carentes e também dedicar-se às orações e à penitência.
Quando ficou órfão, decidiu ser comerciante, pois teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Mas seu navio repleto de mercadorias afundou nas águas do Sena. Então, o comerciante Guido teve a certeza de que tinha escolhido o caminho errado. De modo que se convenceu do equívoco cometido ao abandonar sua vocação religiosa para trabalhar no comércio, mesmo que sua intenção fosse apenas ajudar os mais necessitados.
Sendo assim, Guido deixou a vida de comerciante, vestiu o hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho da religiosidade, da peregrinação e assistência aos pobres e doentes. Percorreu durante sete anos as inseguras e longas estradas da Europa para visitar os maiores santuários da cristandade.
Depois da longa peregrinação, que incluiu a Terra Santa, Guido voltou para o seu país de origem, já fraco e cansado. Ficou hospedado na casa de um sacerdote na cidade de Anderlecht, perto de Bruxelas, de onde herdou o sobrenome. Pouco tempo depois, morreu, com fama de santidade. Foi sepultado naquela cidade e sua sepultura tornou-se um pólo de peregrinação. Assim, com o passar do tempo, foi erguida uma igreja dedicada a ele, para guardar suas relíquias.
Ao longo dos séculos, a devoção a são Guido de Anderlecht cresceu, principalmente entre os sacristãos, trabalhadores da lavoura, camponeses e cocheiros. Aliás, ele é tido como protetor das cocheiras, em especial dos cavalos. Diz a tradição que Guido não resistiu a uma infecção que lhe provocou forte desarranjo intestinal, muito comum naquela época pelos poucos recursos de saneamento e higiene das cidades. Seu nome até hoje é invocado pelos fiéis para a cura desse mal.
A sua festa litúrgica, tradicionalmente celebrada no dia 12 de setembro, traz uma carga de devoção popular muito intensa. Na cidade de Anderlecht, ela é precedida por uma procissão e finalizada com uma benção especial, concedida aos cavalos e seus cavaleiros.
São Guido de Anderlecht -séc. X-XI
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dia 09 de Setembro de 2011 — Sexta-feira
(S. Pedro Claver, Mem. Fac.) -23ª Semana Comum
Formulário do 23º Domingo Comum -(Cor Verde)

Todos nós podemos e devemos aprender de Jesus. Sua verdade é nossa verdade. Seu anúncio é o anúncio de todos os cristãos que vivem na alegria sua fé e seu compromisso com o Reino. Inspirados em sua Palavra somos verdadeiramente seus discípulos, e os valores do Reino serão anunciados pela palavra, pelo diálogo, pelo testemunho e pelo serviço amoroso ao irmão. Deste modo é que nos tornamos guias autênticos do Povo de Deus.
Antífona de Entrada (Sl 118,137.124)
Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia.
Deus nos fala
A graça de Deus e sua misericórdia saíram vencedoras, e chamaram o apóstolo para o serviço do Reino. O jeito de Deus agir conosco é o jeito com que devemos agir com os outros: nada mais, nada menos do que isso.
Responsório (SALMO-Sl 15)
— O Senhor é a porção da minha herança! — O Senhor é a porção da minha herança!
— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!”
— Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Santo do dia : S. Pedro Claver, presbítero, +1654, Beato Frederico Ozanam, leigo, +1853

EVANGELHO
Tirar primeiro a trave do próprio olho
Evangelho segundo S. Lucas 6,39-42.
Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos ainda esta parábola: «Um cego pode guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?
Não está o discípulo acima do mestre, mas o discípulo bem formado será como o mestre.
Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na tua própria vista?
Como podes dizer ao teu irmão: 'Irmão, deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tu que não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás para tirar o argueiro da vista do teu irmão.» Da Bíblia Sagrada - Edição Ave Maria


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e doutor da Igreja
Comentário sobre o evangelho de São Lucas, 6; PG 72, 601-604
«O discípulo bem formado será como o seu mestre»
«O discípulo não está acima do mestre.» Porque te pões a julgar, se o Mestre não julga ainda? Pois Ele não veio para julgar o mundo, mas para perdoar. Entendida neste sentido, a palavra de Cristo significa: «Se Eu não julgo, não julgues tu também, que és Meu discípulo. Pode acontecer que sejas culpado de erros mais graves do que os daquele a quem julgas. Por que vergonha passarás quando disso te aperceberes!»
O Senhor dá-nos novamente este ensinamento na parábola onde diz: «Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão?» Ele convence-nos, com argumentos irrefutáveis, a que não queiramos julgar os outros, mas antes a que escrutemos o nosso coração. Pede-nos em seguida que procuremos libertar-nos das paixões que nele temos instaladas, pedindo esta graça a Deus. É Ele, com efeito, quem cura os que têm o coração despedaçado e nos liberta das doenças espirituais. Pois se os pecados que te atormentam são maiores e mais graves que os dos outros, porque os reprovas sem te preocupares com os teus ?
Todos os que quiserem viver em piedade, e sobretudo os que têm por incumbência instruir os outros, tirarão necessariamente proveito deste preceito. Se forem virtuosos e sóbrios, dando exemplo da vida evangélica com as suas ações, repreenderão com brandura os que não estiverem ainda resolvidos a assim agir.

A igreja celebra hoje
São Pedro Claver
Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.
Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação. Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles.
Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul. Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam da África. Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.
Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.
Durante a peste, em 1650, ele foi o primeiro a oferecer-se para tratar os doentes. As conseqüências foram fatais: em sua peregrinação entre os contaminados, foi atacado pela epidemia, que o deixou paralítico. Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro de Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 8 de setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.
Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1888. São Pedro Claver foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros em 1896. Sua festa, em razão da solenidade mariana, foi marcada para 9 de setembro, dia seguinte ao da data em que se celebra a sua morte.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.


BOM DIA EVANGELHO
QUINTA-FEIRA, 08 DE SETEMBRO DE 2011
(Gl., Pf. N. Sra., Cor Branca)
Festa da Igreja : Natividade da Virgem Santa Maria

Celebrar a natividade de Nossa Senhora é reconhecer que Deus começa a realizar seu plano de amor, dando a vida imaculada a Maria. O nascimento de Maria está estreitamente ligado ao nascimento de Cristo, pois ela é a filha predileta do Pai, chamada para a grande missão de ser mãe do Redentor. Ela é a aurora da nossa salvação que precede o Sol de justiça. Tudo o que se realiza em Maria e por Maria é sinal do olhar divino, infinitamente cheio de amor por nossa frágil e inconstante humanidade. Em Maria, louvemos, pois, o Deus de amor.
Antífona de Entrada
Celebremos com alegria o nascimento da Virgem Maria: por ela nos veio o Sol da justiça, o Cristo, nosso Deus.
Salmo 70
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo: para vós o meu louvor eternamente!R: Exulto de alegria no Senhor.
Uma vez que confiei no vosso amor, meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!R: Exulto de alegria no Senhor.

Oração
Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça: e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa do seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Deus nos fala
Deus que é sempre fiel escolheu Maria e destinou-a à sublime missão da realização de seu amor por nossa humanidade. José, homem justo e fiel, junto com Maria, cumpre os desígnios do Pai, para que seu Filho Jesus viesse ao mundo.

A genealogia de Jesus
Mt 1,1-16.18-23

Esta é a lista dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi, que era descendente de Abraão.
Abraão foi pai de Isaque, Isaque foi pai de Jacó, e Jacó foi pai de Judá e dos seus irmãos. Judá foi pai de Peres e de Zera, e a mãe deles foi Tamar. Peres foi pai de Esrom, que foi pai de Arão. Arão foi pai de Aminadabe, que foi pai de Nasom, que foi pai de Salmom. Salmom foi pai de Boaz, e a mãe de Boaz foi Raabe. Boaz foi pai de Obede, e a mãe de Obede foi Rute. Obede foi pai de Jessé, que foi pai do rei Davi.
Davi e a mulher que tinha sido esposa de Urias foram os pais de Salomão. Salomão foi pai de Roboão, que foi pai de Abias, que foi pai de Asa. Asa foi pai de Josafá, que foi pai de Jorão, que foi pai de Uzias. Uzias foi pai de Jotão, que foi pai de Acaz, que foi pai de Ezequias. Ezequias foi pai de Manassés, que foi pai de Amom, que foi pai de Josias. Josias foi pai de Jeconias e dos seus irmãos, no tempo em que os israelitas foram levados como prisioneiros para a Babilônia. Depois que o povo foi levado para a Babilônia, Jeconias foi pai de Salatiel, que foi pai de Zorobabel. Zorobabel foi pai de Abiúde, que foi pai de Eliaquim, que foi pai de Azor. Azor foi pai de Sadoque, que foi pai de Aquim, que foi pai de Eliúde. Eliúde foi pai de Eleazar, que foi pai de Matã, que foi pai de Jacó. Jacó foi pai de José, marido de Maria, e ela foi a mãe de Jesus, chamado Messias.
O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo. José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era direito. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse:
- José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo. Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta:
"A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel."
(Emanuel quer dizer "Deus está conosco".)


Comentário do Evangelho
Um novo Davi
Mateus elabora uma genealogia vinculando José à descendência davídica. Os discípulos oriundos do judaísmo tinham a expectativa da vinda de um messias poderoso, um novo Davi, que elevaria a Judéia a um reino de glória. As mulheres só aparecem nas genealogias algumas vezes, associadas ao marido. Com Maria é dito que era esposa de José, e que antes de conviverem, ela engravidou-se pela ação do Espírito Santo. Hoje, nove meses depois da festa da Imaculada Concepção, celebra-se o nascimento de Maria, a qual, na tenra juventude, cerca de quinze anos, conceberá o Filho de Deus. O projeto de Deus, com a encarnação de seu Filho, vem contemplar a aspiração de todos os povos em todos os tempos de serem participantes da natureza divina, na eternidade. +José Raimundo Oliva


Natividade de Nossa Senhora
Natividade de Nossa Senhora
A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.
No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).
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terça-feira, 6 de setembro de 2011


BOM DIA EVANGELHO
Dia 06 de Setembro de 2011— Terça-feira
23ª Semana Comum-Formulário do 23º Domingo Comum
(Cor Verde)

Jesus, o Filho de Deus, entra na intimidade do Pai, antes de escolher aqueles que estariam com Ele desde o início: Os discípulos! No silêncio e longe das massas de gente, longe dos que se opunham a Ele, encontra-se com o Pai. O povo está perto de Jesus, mas os discípulos estão junto dele, formando já a primeira Comunidade. Mudou o nome de Simão, chamando-o de Pedro, dando-lhe a liderança dos apóstolos. Judas Iscariotes é o último, pois assim escolheu. Sejamos também uma Igreja solidária e de irmãos.
Oração
Pai, transforma-me em apóstolo de teu Filho Jesus para que, movido pelo Espírito, eu possa ser sinal da presença dele neste mundo tão carente de salvação.
Deus nos fala
Quem se deixa verdadeiramente guiar pelo Cristo, finca as raízes de sua vida na verdade do Reino, e dá testemunho dele. Nos momentos de grande importância e decisão em sua missão, Jesus entrava na intimidade do Pai, como na convocação dos doze discípulos.
Livro de Salmos 145(144),1-2.8-9.10-11.
Quero exaltar-vos, meu Deus e meu rei, e bendizer o vosso nome para sempre.
quero Bendizer-Vos, dia após dia, e louvar o vosso nome para sempre.
O Senhor é clemente e compassivo, é paciente e cheio de bondade.
o Senhor é bom para com todos a sua misericórdia se estende a todas as suas obras. Graças Vos dêem Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino e anunciem os vossos feitos gloriosos.


Evangelho segundo S. Lucas 6,12-19.
Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus.
Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos:
Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu;
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote;
Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.
Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon,
que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados;
e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A Oração da Igreja
«Jesus foi para o monte fazer oração»
Toda a alma humana é um templo de Deus e só isso abre-nos uma perspectiva vasta e absolutamente nova. A chave para entendermos a oração da Igreja é a vida em oração de Jesus. Ele participou no serviço divino e na liturgia do Seu povo [...] e conduziu a liturgia da Antiga Aliança até ao seu cumprimento na Nova Aliança.
No entanto, Jesus não tomou apenas parte no serviço divino público, prescrito pela Lei. Os Evangelhos fazem referência ainda em maior número de vezes à Sua oração solitária no silêncio da noite, nos cimos selvagens das montanhas, nos lugares desertos. Quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a vida pública de Jesus (Mt 4, 1-2). Retirou-Se para a solidão da montanha a fim de rezar antes de escolher os Seus doze Apóstolos e os enviar em missão. Na hora do Monte das Oliveiras preparou-Se para caminhar até ao Gólgota; o lamento que dirigiu ao Pai nessa hora, a mais terrível da Sua vida, é-nos revelado em breves palavras que brilham como estrelas nas nossas próprias horas de Monte das Oliveiras: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua» (Lc 22,42). Estas palavras são um clarão que ilumina por instantes a vida mais íntima da alma de Jesus, o insondável Mistério do Seu ser de Homem-Deus e do Seu diálogo com o Pai, diálogo que durou toda a Sua vida sem jamais ser interrompido.
Santo do dia : Zacarias, profeta, séc. VI (a.C.), Santo Eleutério, abade, séc. VI , , Mansueto, Beltrão,Petrônio.
São Liberato de Loro
Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato, ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda riqueza e conforto para seguir a vida religiosa.
Renunciou às terras e ao título de senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio, em favor de seu irmão Gualtério, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino. Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas, retirou-se ao pequeno e ermo Convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Lá, vestiu o hábito da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes valeu-lhe a fama de santidade.
Em "Florzinhas de são Francisco", encontramos o seguinte relato sobre ele:
No Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em plena comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a elevar-se do chão. Por onde andava, os pássaros o acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas, quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, à penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos dedicavam-lhe grande consideração.
Quando atingiu a idade de quarenta e cinco anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada; por outro lado, recusava-se a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na sua abençoada Mãe. Ela milagrosamente o visitou e consolou, quando estava, em oração, preparando-se para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, aproximou-se de sua cama. Ao vê-la, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e suplicou-lhe, em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse tal merecimento.
Chamando-o por seu nome, a Virgem Maria respondeu: "Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para confortar-te antes de tua partida desta vida". Assim frei Liberato ingressou na vida eterna, numa data incerta do século XIII.
No século XV, o culto a Liberto de Loro era tão vigoroso que nas terras dos Brunforte recebeu autorização para ser chamado são Liberato. Até o novo convento, construído, por ocasião da sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram, também, uma igreja para conservar as suas relíquias, atualmente Santuário de São Liberato. Porém só no século XIX, após um complicado e atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi reconhecido pelo papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica para ser chamado santo. A festa de são Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 6 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário de São Liberato, na sua terra natal.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

BOM DIA EVANGELHO
Segunda-feira, 5 de setembro de 2011
23ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 3ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica verde

Hoje: Dia da Amazônia e Dia do Irmão

Santos: Herculano, Bertino (monge de Luxeuil), Genivaldo (primeiro bispo de Laon), Bem-Aventurado Guilherme Browne (mártir em 1605), Alberto, Guido, Lourenço, Justiniano, William Browne, Tomas de Tolentino e companheiros (mártires franciscanos, 1ª Ordem)

Oração: Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Salmo: 61 (62), 6-7.9
A minha glória e salvação estão em Deus
Só em Deus a minha alma tem repouso, porque dele é que me vem a salvação! Só ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança!
Povo todo, esperai sempre no Senhor, e abri diante dele o coração: nosso Deus é um refúgio para nós!

Evangelho: Lucas (Lc 6, 6-11)
Cura de um braço paralisado

Aconteceu num dia de sábado 6que Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7Os mestres da lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio". Ele se levantou e ficou de pé. 9Disse-lhes Jesus: "Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?" 10Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: "Estende a tua mão". O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus. Palavra da Salvação!

Leituras nos evangelhos sinóticos: Mt 12,9-14; Mc 3, 1-6; Lc 13, 10-17

Comentando o Evangelho
A ruptura consumada
O cerco armado pelos fariseus contra Jesus não o impediu de agir de acordo com a sua consciência. Ele desrespeitava a Lei do repouso sabático, quando estava em jogo interesses maiores, como a preservação da vida humana. Esta é a questão de fundo do incidente ocorrido na sinagoga.
A simples observação - "havia ali um homem cuja mão direita estava seca" - esconde uma situação dramática. Tratava-se, sem dúvida, de um trabalhador cuja mão direita era necessária para garantir o sustento de sua família. Impedido de dedicar-se ao trabalho, como era de se esperar de um agricultor, é bem provável que sua família sofresse privações. Ajudá-lo seria a melhor forma de garantir a sobrevivência digna de muitas pessoas.
Daí a iniciativa de Jesus de colocá-lo no meio da assembleia e dirigir uma pergunta, de maneira particular, aos mestres da Lei e aos fariseus que o observavam para encontrar um motivo para acusá-lo. A pergunta do Mestre contrapunha a prática do bem à prática do mal, a ajuda fraterna para salvar alguém à atitude de desprezo diante do semelhante que está em dificuldade. Afinal, ele quer dizer que, em dia de sábado, é permitido fazer o bem e salvar quem necessita, como fará, em seguida, com o homem da mão seca. Só é proibido fazer o mal, prejudicar o semelhante e fazê-lo correr risco de vida.
Diante disto, os inimigos se encheram de raiva e começavam a tramar um meio de eliminar Jesus. É que não puderam suportar tamanha liberdade diante da tradição religiosa. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B, ©Paulinas, 1996]


Para sua reflexão: A sinagoga é o lugar do ensinamento de Jesus, que é mais importante ainda que a cura, porque por meio da controvérsia eleva a princípio o caso particular. Ensina com a palavra e dá uma lição com o milagre explicado. Lucas atribui a letrados e fariseus uma intenção má: espiam em silêncio: “homens cruéis me espreitam emboscados” para acusá-lo diante da autoridade suprema (ver o caso de Daniel, Dn 6, 12). Na doença se antecipa a morte; por isso, curar e fazer o bem, arrancar ou afastar da morte. Omitir o socorro possível em tais circunstâncias é fazer um mal. O doente centraliza e concentra a atenção. Ora, a vida é mais importante que o sábado. Jesus provoca e desafia os desumanos intérpretes da lei, “que decretam injustiças invocando a lei” (Sl 94,20). (Bíblia do Peregrino)

A IGREJA CELEBRA HOJE
São Lourenço Justiniano
De família ilustre, foi um bispo veneziano no século XV. Entrou para a Congregação dos Cônegos Regulares e aos 26 anos já era sacerdote. Logo foi eleito superior da Ordem de São Jorge. Foi sagrado bispo de Veneza por Eugênio IV. Era um homem de vida simples e abnegada, respeitoso, cordial e seguro do significado da sua missão. Fundou dezenas de mosteiros e numerosas igrejas. Certa vez, foi atacado por um tumor na garganta, e teve que se submeter a diversas intervenções cirúrgicas rudimentares, sem anestesia ou queimar com ferro em brasa, mas ele suportava mesmo com humor, animando os médicos que o tratavam. Sua humildade era imensa, tanto no convento fazendo os trabalhos mais modestos, como no serviço aos doentes. Escreveu muitos livros sobre espiritualidade. Aos 74 anos escreveu o seu último livro, vindo a falecer logo depois em 1456. Lourenço quer dizer "aquele que é adornado com louro", "aquele que é vitorioso".


Beata Teresa de Calcutá, religiosa, +1997

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de baptismo da que ficou mundialmente conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedónia) e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prémio Nobel da Paz em 1979. Oriunda de uma família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. Depois do Prémio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as Irmãs da Caridade estão em centenas de países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Aguarda-se a sua canonização.


Sentinela
Dom José Alberto Moura, CSS, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros - MG

O olhar da fé é como um vigia atento ao que se passa ao redor para atuar na pessoa humana em defesa do bem, da justiça e do amor. Mas deve estar com a vista em ordem e ter claridade suficiente para enxergar o caminho de sentido da vida. Para isso, não basta dizer acreditar em Deus. É preciso saber a vontade dele e tornar-se seu aliado para cooperar com a implantação de convívio que respeite a dignidade humana, imagem e semelhança de Deus.
O profeta Ezequiel recebe a missão de sentinela para ajudar o povo a perceber qual o caminho indicado por Deus para o povo: “Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu o deves advertir em meu nome” (Ezequiel 33, 7). A percepção do profeta, ou do que profere ou fala em nome de Deus, deve ser sempre aguçada como a fé. Não basta a pessoa religiosa achar que está fazendo alguma coisa para buscar o favor divino. Deve alimentar-se da palavra de Deus e ter visão do significado dos acontecimentos para cooperar com o melhor encaminhamento da própria vida e da comunidade para trabalhar pelo bem de todos. Caso contrário, a fé poderá ficar morta, sem efeito, à semelhança da árvore que não dá frutos.
O apóstolo Paulo fala claramente da conduta que mostra resultado bom: “Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a lei” (Romanos 13,8). A fé em Deus faz a pessoa desenvolver os dons e todas as oportunidades para cooperar com a promoção do semelhante. Desta forma, cada pessoa de fé se torna agente promotor do bem comum. Não se conforma com os erros. Ajuda a corrigir com amor: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular... Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas... Se ela não vos der ouvido, dize-o à Igreja” (Mt 18,15.16.17).
Quem realmente é sentinela de fé se torna como protetor da comunidade, ajudando, sem impor ou sem se sentir dono da mesma, para haver relacionamento harmônico, duradouro e eficaz. É cioso de não usar da língua para diminuir o valor das pessoas e da comunidade. Sabe unir-se aos outros para promover ações de benefício para a sociedade, a partir dos mais fragilizados. Não se conforma com as injustiças e a má administração da coisa pública. Ajuda para suscitar pessoas com capacidade administrativa e ética para eleições de pessoas realmente cidadãs para os cargos políticos.
Através do batismo a pessoa cristã se compromete com o bem da Igreja e da sociedade. Conscientiza-se cada vez mais de sua responsabilidade em viver a fé transformadora. É ciosa de sua pertença à família de Deus para ser luz para tantos que vivem vegetando na vida sem sentido. Coopera com seus dons para os mais variados serviços à comunidade. Assume os ministérios ou serviços dentro e fora da comunidade religiosa, sendo como sal que dá sabor ou sentido à convivência, influenciando positivamente para a promoção da vida e dignidade de todos. Enfim, não se omite em fazer a própria parte para ajudar a todos no caminho de realização com ética e amor.

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor. (Teresa de Calcutá)


sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Bom dia Evangelho
Dia 02 de Setembro de 2011 — Sexta-feira
22ª Semana Comum - Sagrado Coração de Jesus - (Cor Branca)

O Coração de Jesus é o vinho novo do Reino. É a fonte que jorra a vida sem cessar, e mata nossa sede. Carregada de misericórdia é sua Palavra redentora. Seu amor faz dobrar os corações mais duros, e dá a felicidade àqueles que o amam. Contemplamos o Cristo, Filho de Deus, e seu evangelho, e neles inspiramos nossa vida para que ela seja santa e ajude na santificação do mundo. Que o Coração de Jesus tenha misericórdia de nós.
Antífona de Entrada (Sl 32,11.19)
Eis os pensamentos do seu Coração que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria.
Oração
Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.
Deus nos fala
Deus sempre nos amou em vista de seu Filho Jesus. Por isso, religião verdadeira não é seguir normas e determinações, mas deixar-se conduzir no cumprimento da vontade de Deus e na prática da caridade.
Salmos, 3
1. Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho.
2. Senhor, como são numerosos os meus perseguidores! É uma turba que se dirige contra mim.
3. Uma multidão inteira grita a meu respeito: Não, não há mais salvação para ele em seu Deus!
4. Mas vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça.
5. Apenas elevei a voz para o Senhor, ele me responde de sua montanha santa.
6. Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta.
7. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim.
8. Levantai-vos, Senhor! Salvai-me, ó meu Deus! Feris no rosto todos os que me perseguem, quebrais os dentes dos pecadores.
9. Sim, Senhor, a salvação vem de vós. Desça a vossa bênção sobre vosso povo.

EVANGELHO
Vinho novo em odres novos - Lc 5,33-39

Algumas pessoas disseram a Jesus:
- Os discípulos de João Batista jejuam muitas vezes e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo. Mas os discípulos do senhor não jejuam.
Jesus respondeu:
- Vocês acham que podem obrigar os convidados de uma festa de casamento a jejuarem enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!
Jesus fez também esta comparação:
- Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha. Se alguém fizer isso, estraga a roupa nova, e o pedaço de pano novo não combina com a roupa velha. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: "O vinho velho é melhor."

Comentário do Evangelho
Não fragmentar a nova realidade
Os discípulos de João Batista originários do judaísmo retomaram as observâncias dos fariseus. Assim Jesus é questionado sobre a inobservância do jejum. Jesus afirma que sua presença, como que um noivo, significa um novo tempo, o tempo das bodas. É tempo de alegria, é a festa da vida que estava esmagada e sofrida e que é resgatada por Jesus. A parábolas que segue é bastante sugestiva: ninguém corta uma roupa nova para tirar um remendo para colocar em uma roupa velha! Perde-se a roupa nova e a velha fica desajustada. A parábola é bem clara. Não se deve fragmentar a nova realidade revelada por Jesus para adaptá-la às expectativas da velha tradição. Também, a velha tradição, desgastada e de uma cultura ultrapassada, não suporta a novidade de Jesus. Com sentido semelhante segue a parábola dos odres. A frase final é irônica: os fariseus apegados à letra do velho testamento rejeitam a novidade de Jesus. + José Raimundo Oliva
I
A igreja celebra hoje
Santa Doroteia, mártir, séc. II
Santa Doroteia nasceu em Cesaréia da Capadócia. Seus pais foram martirizados. De educação esmerada, aliava à riqueza invejáveis dotes e era sumamente bela. A jovem vivia em jejum e oração.
O governador Fabrício havia recebido ordens do imperador para exterminar todos os cristãos. Denunciada, ela foi uma das primeiras vítimas: apesar de não aparecer muito em público, era considerada uma verdadeira apóstola de Cristo, pelas atividades que desenvolvia junto aos cristãos. Foi intimada, perante o governador, a oferecer sacrifício aos deuses. Movida pela ousadia, ela confessou a sua fé destemidamente. Fabrício irritado ordenou que fosse estendida no cavalete, esbofeteando-a. Vendo que ela continuava a manifestar a sua alegria, formulou a sentença: "Ordenamos que Dorotéia, jovem repleta de orgulho, que recusou sacrificar aos deuses imortais e conservar assim a sua vida, desejosa de morrer por um homem chamado Jesus Cristo, morra à espada."
Ao sair do pretório, um advogado, chamado Teófilo, à sua passagem lhe disse: "Dorotéia, esposa de Cristo, envia-me do jardim de teu Esposo frutos ou rosas." Ela respondeu: "Crê de todo o coração no Deus por cujo nome sofro tudo isto, e te enviarei o que pedes." Chegando ao lugar do martírio, pediu ao carrasco instantes para rezar, e percebendo na multidão um menino, chamou-o e entregou-lhe em suas o lenço com que enxugava o rosto, dizendo: "Toma este lenço, e entrega-o ao Teófilo, o advogado, dizendo: Dorotéia, a serva do Senhor, te envia frutos do jardim do Cristo, seu Esposo e Filho de Deus, conforme teu pedido." O menino entregou o lenço na hora em que Dorotéia foi decapitada. Teófilo, pegando entre as mãos o lenço, começou a dar graças a Deus. Tendo confessado Jesus Cristo, foi também condenado à decapitação, indo alegre para o suplício.
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Desenferruje-se
Quantas e quantas vezes a melhor solução é sair do lugar, da posição que se ocupa, e ir ao encontro dos outros.Se não nos amam, vamos procurar amar e muita coisa vai mudar. Não esperamos que sempre venham atrás da gente, que nos tratem bem. Não se deixe enferrujar pela vida! Renove seu espírito! Redescubra novos ideais! Alimente outros objetivos!
E o verdadeiro objetivo que é o amor.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


BOM DIA EVANGELHO
Dia 1º de Setembro de 2011 — Quinta-feira
(II Semana do Saltério)
22ª Semana Comum
Santíssima Eucaristia – 3B
(Cor Verde)

O Senhor nosso Deus dá-nos a graça de iniciar este mês da Bíblia, e também nos inspirará para que possamos viver a Palavra com alegria. Quem crê na Palavra é transformado por ela, porque ela é o amor, que veio do Pai e chegou até nós. No altar e na Sagrada Eucaristia encontramos a Palavra viva que é Jesus. Ele conforta-nos com sua presença, pois “está no meio de nós”. O Pão do altar e o Pão da Palavra rompem todas as barreiras de nossos egoísmos. Deixemo-nos tocar por eles.

Antífona de entrada(Sl 109,4)
O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.

Deus nos fala
Levar vida digna da fé que professa, é dever de todos os que creem. A palavra de Jesus: “Não tenhas medo”, ressoa no ouvido e no coração de todos os que acolhem o evangelho, e também o anunciam.
Santo do dia : Santo Egídio, abade, séc. VII, Santa Beatriz da Silva, virgem, fundadora. +1490

Oração
Pai, confirma minha vocação de pescador de pessoas humanas, e conduze-me para águas mais profundas onde se encontram os que mais carecem de meu amor.


Livro de Salmos 98(97),2-3ab.3cd-4.5-6.
O SENHOR anunciou a sua vitória,
revelou aos povos a sua justiça.
Lembrou-se do seu amor e da sua fidelidade
em favor da casa de Israel.
Todos os confins da terra presenciaram
o triunfo libertador do nosso Deus.
Aclamai o SENHOR, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
Cantai hinos ao SENHOR, ao som da harpa,
ao som da harpa e da lira;
ao som de cornetins e trombetas,
aclamai o nosso rei e SENHOR.

"Pela tua Palavra, Senhor, lançarei as redes!"
Evangelho segundo S. Lucas 5,1-11.
Naquele tempo, encontrando-se junto do lago de Genesaré, e comprimindo-se à volta dele a multidão para escutar a palavra de Deus,
Jesus viu dois barcos que se encontravam junto do lago. Os pescadores tinham descido deles e lavavam as redes.
Entrou num dos barcos, que era de Simão, pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra e, sentando-se, dali se pôs a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo; e vós, lançai as redes para a pesca.»
Simão respondeu: «Mestre, trabalhámos durante toda a noite e nada apanhámos; mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes.»
Assim fizeram e apanharam uma grande quantidade de peixe. As redes estavam a romper-se,
e eles fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os viessem ajudar. Vieram e encheram os dois barcos, a ponto de se irem afundando.
Ao ver isto, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.»
Ele e todos os que com ele estavam encheram-se de espanto por causa da pesca que tinham feito; o mesmo acontecera a Tiago e a João, filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.»
E, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus. Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico
«Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens»
Nessa noite de luz [no Natal, aos catorze anos] começou o terceiro período da minha vida, o mais belo de todos, o mais repleto de graças do céu. [...] Tal como os Seus apóstolos eu podia dizer: «Mestre, trabalhámos durante toda a noite e nada apanhámos». Sendo ainda mais misericordioso para comigo do que tinha sido para com os Seus discípulos, Jesus pegou Ele mesmo na rede, lançou-a e retirou-a repleta de peixes. Fez de mim uma pescadora de almas; senti um grande desejo de trabalhar pela conversão dos pecadores. [...] O grito de Jesus na cruz ressoava também continuamente no meu coração: «Tenho sede!» (Jo 19,28). Essas palavras acendiam em mim um ardor desconhecido e muito vivo. Queria dar de beber ao meu Bem-Amado e sentia-me eu própria devorada pela sede das almas. [...]
A fim de aumentar o meu zelo, o Bom Deus mostrou-me que Lhe agradavam os meus desejos. Ouvi falar de um grande criminoso que tinha acabado de ser condenado à morte por crimes horríveis e que tudo levava a crer que morreria em pecado. Quis, a todo custo, impedi-lo de cair no inferno. [...] Sentia, no fundo do meu coração, a certeza de que [esses] desejos seriam satisfeitos, mas para me encher de coragem para continuar a rezar pelos pecadores disse ao Bom Deus que tinha a certeza de que Ele perdoaria ao pobre infeliz Pranzini, e que eu acreditaria nisso mesmo que ele não se confessasse nem desse nenhum sinal de arrependimento ─ tal era a confiança que eu tinha na misericórdia infinita de Jesus ─, mas que Lhe pedia apenas um «sinal» de arrependimento, só para minha consolação. A minha prece foi respondida à letra! [...]
Ah! Desde que recebi essa graça única, o meu desejo de salvar as almas aumentou dia a dia; parecia-me ouvir Jesus dizer-me, como à samaritana: «Dá-me de beber!» (Jo 4,7). Era uma verdadeira troca de amor; eu dava o sangue de Jesus às almas e oferecia a Jesus essas mesmas almas refrescadas pelo Seu orvalho divino. Assim, Ele parecia ficar aliviado e, quanto mais Lhe dava a beber, mais a sede da minha pequena alma aumentava, e era essa sede ardente que Ele me dava como a mais deliciosa bebida do Seu amor.
Santo Egídio
São poucos os dados que existem sobre a vida de Egídio. Mas com certeza sabemos que ele era grego e pertencia a uma rica família da nobreza de Atenas. Depois da morte de seus pais, decidiu ser um ermitão, para viver na pobreza e totalmente dedicado a Deus. Para isso distribuiu todos os bens que herdou entre os pobres e doentes e viveu isolado na oração e penitência, sendo agraciado pelo Espírito Santo com os dons especiais da cura, da sabedoria e dos milagres.

Um dos primeiros milagres a ele atribuídos diz que, certo dia, encontrou na porta de uma igreja um mendigo muito doente e esfarrapado. Penalizado com a situação do pobre, Egídio cobriu-o com seu velho manto e, naquele instante, um prodígio aconteceu: o homem, que até então agonizava, levantou-se completamente curado. Depois essas curas se repetiram e foram se multiplicando de tal forma que ele ganhou fama de santidade. Mas os devotos passaram a procurá-lo com freqüência, então Egídio decidiu partir.

Em 683, viajou para a França. Conta a tradição que ele salvou o navio repleto de passageiros, no qual viajava também. Uma enorme tempestade teria desabado sobre a embarcação. Todos já tinham perdido as esperanças quando Egídio, em prece, ergueu as mãos aos céus. As ondas ameaçadoras acalmaram-se na mesma hora e todos desembarcaram com segurança.

Na França, viveu numa caverna de uma floresta próxima de Nimes, cuja entrada era escondida por um arbusto espinhoso. Na mais completa pobreza, alimentava-se apenas de ervas, de raízes e do leite de uma corsa, que, segundo a tradição, foi-lhe enviada por Deus.

Certa vez, o rei Vamba, dos visigodos, foi caçar nas proximidades da caverna de Egídio e, em vez de flechar uma corsa que se escondera atrás de um arbusto, flechou a mão do pobre ermitão, que tentava proteger o animal acuado. Foi descoberta, assim, a residência do eremita. O rei, para desculpar-se, passou a visitá-lo com seus médicos até sua cura completa.

Depois disso, o rei continuou a visitá-lo com freqüência, presenciando vários prodígios que divulgava na Corte. Assim, a fama de santidade de Egídio ganhou vulto e ele passou a ter vários discípulos. O rei, então, mandou construir um mosteiro e uma igreja, que doou para ele, que foi eleito abade. O mosteiro passou a ter uma disciplina própria escrita por Egídio. Mais tarde, ao seu redor surgiu o povoado que deu origem à cidade de Santo Egídio e o mosteiro foi entregue aos beneditinos.

A morte de Egídio ocorreu, provavelmente, no dia 1º de setembro de 720. Logo após, os devotos fizeram da sua sepultura um ponto obrigatório de peregrinação. O seu culto tornou-se vigoroso e estendeu-se por todo o mundo cristão. Santo Egídio teve sua festa confirmada pela Igreja, que o colocou na lista dos quatorze "santos auxiliadores" do povo, sendo invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e contra a loucura.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011


BOM DIA EVANGELHO
Dia 31 de Agosto — Quarta-feira
22ª Semana Comum -(Cor Verde) - Santo do dia : São Raimundo Nonato, presbítero, +1240

As palavras de Cristo ressoam em nosso tempo, diante do desafio que temos na evangelização das grandes cidades. A vida nos grandes centros urbanos exige a descoberta de um jeito novo de anunciar o evangelho: O diálogo, o testemunho, o serviço e o anúncio da Palavra são dimensões que nos ajudam a colocar a Palavra de Cristo ao alcance de todos. Jesus foi incansável e por isso nos diz: “Eu devo anunciar a Boa nova do Reino de Deus também a outras cidades”. Que seu Espírito de amor ilumine a evangelização hoje.
Deus nos fala
Precisamos viver a vida cristã com empenho, e no meio de nossos afazeres diários viver com disponibilidade interior e cheios de esperança. Jesus está ali presente manifestando seu amor; e todos os que o reconhecem escutam-no e servem no amor aos irmãos.
Oração
Pai, que a presença de Jesus em minha vida seja motivo de libertação, de modo que eu possa servir com alegria o meu próximo, especialmente, os mais necessitados.


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Salmos, 1
1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.
2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.
3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.
5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.
6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.


Evangelho
A Boa Nova do Reino de Deus - segundo S. Lucas 4,38-44.

Naquele tempo, deixando a sinagoga, Jesus entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com muita febre, e intercederam junto dele em seu favor.
Inclinando-se sobre ela, ordenou à febre e esta deixou-a; ela erguendo-se, começou imediatamente a servi-los.
Ao pôr-do-sol, todos quantos tinham doentes, com diversas enfermidades, levavam-lhos; e Ele, impondo as mãos a cada um deles, curava-os.
Também de muitos saíam demónios, que gritavam e diziam: «Tu és o Filho de Deus!» Mas Ele repreendia-os e não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Messias.
Ao romper do dia, saiu e retirou-se para um lugar solitário. As multidões procuravam-no e, ao chegarem junto dele, tentavam retê-lo, para que não se afastasse delas.
Mas Ele disse-lhes: «Tenho de anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado.»
E pregava nas sinagogas da Judeia.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, nº 84, 2-3
«As multidões procuravam-No [...]. Mas Ele disse-lhes: 'Tenho de anunciar também às outras cidades'»
Saiba toda a alma que busca a Deus que ela foi por Ele procurada primeiro, que a buscou antes que ela O buscasse. [...] «Toda a noite procurei Aquele que o meu coração ama» (Ct 3,1). A alma procura o Verbo, mas é o Verbo Quem a procura de antemão. [...] Quando entregue a si própria, a nossa alma mais não é do que um sopro que passa e não volta (Sl 78(77),39). Escutai o que ela diz, ao longe fugitiva e à deriva: «Ando errante como ovelha perdida; vem à procura do teu servo» (Sl 119(118),176). Homem, queres voltar? Mas se isso depende da tua vontade, porque pedes auxílio? [...] É evidente que queres e não podes, pois não és mais do que um sopro que passa e não volta, e todo aquele que não quer ainda mais longe anda. [...] Mas donde lhe vem essa vontade? De que a procurou e visitou antes o Verbo, numa procura em tudo menos ociosa uma vez que lhe despertou a vontade sem a qual não poderia voltar.
No entanto, não basta que o Senhor a tenha buscado uma vez, tanta é a lassidão e tantas as dificuldades da volta. [...] «O querer está ao meu alcance, diz, mas realizar o bem, isso não» (Rm 7,18). O que busca, então, aquele que citámos no Salmo? Apenas isso mesmo: que o busquem, pois nunca tal faria se não fosse de antemão buscado e, por conseguinte, não recomeçaria a sua busca se o tivessem suficientemente buscado.

A igreja celebra hoje
São Raimundo Nonato
Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela.
Dotado de grande inteligência, fez com certa tranqüilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da idéia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário.
Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa missão, dedicou-se de coração e alma.
Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se nessa missão de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar cento e cinqüenta escravos e devolvê-los às suas famílias.
Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo.
Raimundo sofreu durante oito meses essa tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, quando tinha, apenas, quarenta anos de idade.
Raimundo Nonato foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo, então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras.
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BOM DIA EVANGELHO
Terça-feira, 30 de agosto de 2011
22ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 2ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica verde

Mas, o que é perdão?
Perdão é alforriar o ofensor. Perdoar é não cobrar nem revidar a ofensa recebida. O perdão não exige justiça; exerce misericórdia. O perdão não faz registro das mágoas. Perdoar é lembrar sem sentir dor.
Santos: Adauto, Ágilo (abade, 650 aC), Bonifácio (mártir), Bonônio de Locedio (abade, 1026), Bronislava da Polônia (bem-aventurada, virgem), Eduardo Shelley (bem-aventurado, mártir), Fantino da Calábria (abade), Félix e Adauto (mártires), Fiacro de Brie (eremita, séc VIII), Gaudência e Companheiras (virgens, mártires), João Roche (mártir, bem-aventurado), João Juvenal Ancina (bispo), Margarida Ward (mártir), Pamáquio (410), Pelágio, Arsênio e Silvano (mártires), Pedro de Trevi (presbítero), Rosa de Santa Maria, Ricardo Leigh e Ricardo Martin (bem-aventurados, mártires), Tecla (mártir).
Oração:
Pai, faze-me forte para enfrentar e vencer as forças malignas que cruzam meu caminho, tentando afastar-me de ti. Como Jesus, quero abalar o poder do mal deste mundo.

Salmo: 26(27), 1.4.13-14 (R/.13)
Sei que a bondade do Senhor eu hei
de ver, na terra dos viventes
O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Jesus liberta um possesso
Evangelho: Lucas (Lc 4, 31-37)
Eu sei quem tu és, o santo de Deus
!
Naquele tempo, 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34“O que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus!” 35Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza. Palavra da Salvação!
Leituras paralelas: Mc 1, 21-28; Mt 7, 28-29.

Comentando o Evangelho
O abalo do reino do mal
A primeira maneira que Jesus encontrou para implementar seu Reino de libertação foi a de resgatar o ser humano das forças malignas que o oprimiam. Por estas forças, a pessoa torna-se escrava e é reduzida a condições sub-humanas. O resgate da dignidade humana exigia uma imediata atuação de Jesus. Alguns elementos da cena evangélica chamam a atenção.
O homem possuído por um espírito impuro encontrava-se num espaço sagrado - a sinagoga. A sacralidade e a santidade do local não foram suficientes para libertá-lo. Foi preciso que alguém interviesse num nível mais elevado.
Por outro lado, o demônio, falando pela boca do possesso, reconheceu que Jesus viera arruiná-lo. Chegava ao fim a tirania que Satanás impunha às pessoas. O reino do mal estava irremediavelmente abalado.
Outro detalhe: o possesso confessa a identidade messiânica de Jesus, de maneira correta, coisa que não acontecera em sua cidade natal. "Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!" - proclama o demônio. Exclamação que deveria estar na boca de cada pessoa de fé. O demônio reconhecia a identidade de Jesus, mas recusava-se a submeter-se a Ele.
O Mestre curou o possesso pelo poder de sua palavra. Dispensou as palavras mágicas ou os ritos cabalísticos. Bastou uma única ordem dele para que o demônio deixasse o homem em paz. Desta forma, o Reino de Deus irrompia na história humana pela ação de Jesus. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B, ©Paulinas, 1996]

A IGREJA CELEBRA HOJE
São Félix e Santo Adauto
poucos são os registros encontrados sobre Félix e Adauto, que são celebrados juntos no dia de hoje. As tradições mais antigas dos primeiros tempos do cristianismo narram-nos que eles foram perseguidos, martirizados e mortos pelo imperador Diocleciano no ano 303.
A mais conhecida diz que Félix era um padre e tinha sido condenado à morte por aquele imperador. Mas quando caminhava para a execução, foi interpelado por um desconhecido. Afrontando os soldados do exército imperial, o estranho declarou-se, espontaneamente, cristão e pediu para ser sacrificado junto com ele. Os soldados não questionaram. Logo após decapitarem Félix, com a mesma espada decapitaram o homem que tinha tido a ousadia de desafiar o decreto do imperador Diocleciano.
Nenhum dos presentes sabia dizer a identidade daquele homem. Por isso ele foi chamado somente de Adauto, que significa: adjunto, isto é "aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio".
Ainda segundo as narrativas, eles foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, próxima da basílica de São Paulo Fora dos Muros. O papa Sirício transformou o lugar onde eles foram enterrados numa basílica, que se tornou lugar de grande peregrinação de devotos até depois da Idade Média, quando o culto dedicado a eles foi declinando.
O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e Adauto foram encontrados no ano de 1720, mas vieram a ruir logo em seguida, sendo novamente esquecidos e suas ruínas, abandonadas. Só em 1903 a pequena basílica foi definitivamente restaurada.
Esses martírios permaneceram vivos na memória da Igreja Católica, que dedicou o mesmo dia a são Félix e santo Adauto para as comemorações litúrgicas. Algumas fontes, mesmo, dizem que os dois santos eram irmãos de sangue.

Uma esmolinha, por amor de Deus!
Dom Murilo S.R. Krieger, scj, Arcebispo de São Salvador da Bahia - BA

Seu rosto era um espelho diferente, já que refletia todos os tempos: o passado tinha gravado nele sulcos profundos, denunciadores de dias difíceis e de sofrimento intenso; o futuro era antecipado pela insegurança e pelo medo, estampados em seu olhar; o presente estava sintetizado no movimento de seus lábios, a pedir: “Uma esmolinha, por amor de Deus!”
Uma esmolinha! Qual seria a história desta mulher, quase só pele e ossos, envelhecida tão precocemente? Seria possível reconstituir sua infância? Que sonhos teriam povoado sua juventude? Que histórias teria para nos contar? Depois de tudo o que passou, enfrentou e viveu, o que pensa da vida? O que espera da sociedade?
Não seria possível, agora, fazer-lhe muitas perguntas. O problema que enfrentava era marcado pela urgência, melhor, pela sobrevivência. Não tinha tempo nem condições para considerações sociológicas, filosóficas ou metafísicas. O máximo que poderia fazer seria recordar as repostas que seu pedido tivera ao longo do dia. Não conseguiria, contudo, adivinhar o que não lhe foi dito, mas apenas expresso nos olhares de piedade, indiferença ou repulsa.
Diante de sua pobreza, cada qual se definiu, mesmo que só em pensamento: “Eu não ajudo quem pede esmola”; “Aí está o resultado de uma sociedade estruturada sobre a injustiça”; “Onde está o dinheiro de nossos impostos?”; “Por que o Governo não faz nada por pessoas assim?”; “Meu Deus, que rosto de sofrimento!”; “O que será que posso fazer?” etc.
Conseguimos resgatar espaçonaves perdidas no espaço, obter progressos consideráveis na pesquisas do câncer e desenvolver tipos de sementes adaptadas às condições climáticas de cada região. Novos Lázaros continuam, porém, percorrendo nossas estradas, estendendo suas mãos para matar a fome com o que cai de nossas mesas (cf. Lc 16,19-31).
O que fazemos pelos pobres? Houve épocas que foram dominadas por obras assistenciais. Tratava-se de “dar o peixe” aos necessitados, mesmo porque a fome exige respostas rápidas. Depois, nasceram iniciativas visando a promoção humana; o importante, dizia-se, é “ensinar a pescar”, para evitar a eterna dependência. Descobrimos, porém, que isso já não basta. É toda uma renovação das estruturas de nossa sociedade que se torna necessária, para que o processo de empobrecimento deixe de fabricar novos miseráveis. Enquanto isso, conforme o caso concreto que nos desafia, esta ou aquela atitude poderá ser a mais oportuna.
São muitos os pobres e necessitados que nos cercam. Há pobres no campo econômico: famintos, sem casa ou sem saúde, desempregados, sem meios para viver com dignidade. Há pobres no campo social: marginalizados por inúmeras razões, migrantes, analfabetos. Há pobres na consistência física ou moral: deficientes, alcoólatras, drogados, prostitutas, debilitados psiquicamente. Há pobres de amor: idosos desprezados, crianças abandonadas, prisioneiros, famílias desfeitas ou desagregadas. Há pobres de valores autênticos: escravos do prazer, do dinheiro, do poder.
A mão que se estende em nossa direção é um grito de alerta: alguém, em algum lugar, precisa de nossa ajuda material e de nosso tempo, de nossa dedicação e de nosso amor. Poderemos nos omitir, refugiando-nos em desculpas; ou, então, poderemos nos unir a todos os que se inquietam com os olhares que atravessam o tempo e as distâncias para nos pedir: “Uma esmolinha, por amor de Deus!”
Em nossa cidade, região e Estado, há inúmeras iniciativas em favor de crianças pobres; de mães grávidas abandonadas pelos maridos; de adolescentes que muito cedo são motivo de preocupação; ou de idosos sem família e sem amor. Interessar-se por essas iniciativas ou, inclusive, oferecer-se como voluntário, poderá ser o primeiro passo para a descoberta de novas respostas para os problemas sociais que nos desafiam.
Descobriremos, então, que somos ricos de esperança porque alguém, um dia, estendeu sua mão em nossa direção, levantou-nos e nos acolheu como irmãos, dando-nos dignidade e razões para viver. Não será esta uma indicação para fazermos o mesmo? [Fonte: CNBB]
Facilmente se começa a guerra e com dificuldade se acaba (Salústio)

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