BOM DIA EVANGELHO
03 DE NOVEMBRO DE
2017 – 300 ANOS DE FÉ – APARECIDA
Dia Litúrgico: Sexta-feira da
30ª semana do Tempo Comum
Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
Vaticano,
30 Out. 17 / 02:05 pm (ACI).- No prólogo de um livro que analisa o processo
de independência da América Latina dois séculos depois, o Papa Francisco
denunciou as “cadeias de corrupção e violência” que afetaram a história dos
países da região.
O
Santo Padre escreveu o prólogo da nova edição do livro “Memoria, Coraje y
Esperanza. A la luz del Bicentenario de la Independencia de América Latina”
(Memória, Coragem e Esperança. À luz do Bicentenário da Independência da
América Latina), do professor uruguaio Guzmán Carriquiry, vice-presidente da
Pontifícia Comissão para a América Latina.
“Um
longo período de depressão causada pela crise econômica mundial, combinada por
cadeias de corrupção e violência, marcou uma transição até o momento atual, no
qual a América Latina parece viver na angústia e na incerteza, com estruturas
políticas enfraquecidas, um novo aumento da pobreza e um aprofundamento dos
abismos da exclusão social para muitos”, disse o Santo Padre.
“Dói-nos
a Pátria que não acolhe e protege, de fato, todos os seus filhos. Desejamos,
sim, a Grande Pátria, mas só será grande quando o for para todos, e com maior
justiça e equidade”, acrescenta.
Francisco
se pergunta: “O está acontecendo na América Latina? O que permaneceu da
denominação ‘continente da esperança’? Estamos de volta às ideologias que
levaram a insucessos econômicos e devastações humanas?”.
“Precisamos
cultivar e debater – responde ele mesmo – projetos históricos que olhem com
realismo uma esperança de vida mais
digna para as pessoas, famílias e povos latino-americanos”.
ORAÇÃO
Ó Senhor Deus, que exaltais os humildes e em sua pequenez deixais
brilhar Vossa grandeza e Vosso poder, fazei que, pela intercessão de São
Martinho, possam os enfermos e os moribundos alcançar a saúde e o consolo, e
que o testemunho de sua fé e de seu amor por Vós ilumine o último dia de nossa
vida. Amém.
EVANGELHO
(LC 14,1-6)
(LC 14,1-6)
O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo †
segundo Lucas.
Glória a vós,
Senhor.
1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos
chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2 Diante de Jesus, havia um hidrópico.
3 Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei
permite curar em dia de sábado, ou não?” 4 Mas eles ficaram em silêncio.
Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. 5 Depois lhes
disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira
logo, mesmo em dia de sábado?” 6 E eles não foram capazes de responder a isso.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Recadinho: - Hidrópico
é uma pessoa que sofre de acúmulo de líquido e inchaço no corpo todo ou numa de
suas partes como, por exemplo, no ventre. Se Jesus podia curá-lo da doença,
seria justo se omitir não agindo com misericórdia tão somente por ser dia de
sábado? - Será que não sou fácil em arrumar escusas para não fazer o bem? - Ou
sou generoso e disponível quando solicitado? - Minha comunidade é prestativa e
acolhedora? - Cite algum exemplo.(Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R)
«Em dia de sábado, é
permitido curar ou não?»
Rvdo. D. Manuel COCIÑA Abella
(Madrid, Espanha)
(Madrid, Espanha)
Hoje fixamos nossa atenção na pergunta aguçada que Jesus faz aos
fariseus: «Em dia de sábado, é permitido curar ou não?» (Lc 14,3), e na
significativa anotação que faz são Lucas: «E eles não foram capazes de
responder a isso» (Lc 14,4).
São muitos os episódios evangélicos nos quais o Senhor joga na cara dos fariseus sua hipocrisia. É notável o empenho de Deus em nos deixar claro até que ponto lhe desagrada esse pecado –a falsa aparência, o engano vaidoso-, que situa-se nas antípodas daquele elogio de Cristo a Natanael: «Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade» (Jo 1,47). Deus ama a simplicidade de coração, a ingenuidade do espírito e, pelo contrário, rechaça energicamente o que é emaranhado, o olhar vago, a dupla moral, a hipocrisia.
O significativo da pergunta do Senhor e da resposta silenciosa dos fariseus, é a má consciência que estes, no fundo, tinham. Diante jazia um doente que buscava sua cura por Jesus. O cumprimento da Lei judaica –mera atenção à letra com desprezo ao espírito- e a fátua presunção de sua conduta honorável os leva a escandalizar-se ante a atitude de Cristo que, levado pelo seu coração misericordioso, não se deixa amarrar pelo formalismo de uma lei, e quer devolver a saúde a quem carecia dela.
Os fariseus se dão conta de que sua conduta hipócrita não é justificável e, por isso, calam. Nesta parte resplandece uma clara lição: a necessidade de entender que a santidade é seguimento de Cristo –até o enamorar-se plenamente- e não frio cumprimento legal de uns preceitos. Os mandamentos são santos porque procedem diretamente da Sabedoria infinita de Deus, mas que é possível vive-los de uma maneira legalista e vazia, e então se dá a incongruência –autêntico sarcasmo- de pretender seguir a Deus para terminar indo atrás de nós mesmo.
Deixemos que a encantadora simplicidade da Virgem Maria se imponha nas nossas vidas.
São muitos os episódios evangélicos nos quais o Senhor joga na cara dos fariseus sua hipocrisia. É notável o empenho de Deus em nos deixar claro até que ponto lhe desagrada esse pecado –a falsa aparência, o engano vaidoso-, que situa-se nas antípodas daquele elogio de Cristo a Natanael: «Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade» (Jo 1,47). Deus ama a simplicidade de coração, a ingenuidade do espírito e, pelo contrário, rechaça energicamente o que é emaranhado, o olhar vago, a dupla moral, a hipocrisia.
O significativo da pergunta do Senhor e da resposta silenciosa dos fariseus, é a má consciência que estes, no fundo, tinham. Diante jazia um doente que buscava sua cura por Jesus. O cumprimento da Lei judaica –mera atenção à letra com desprezo ao espírito- e a fátua presunção de sua conduta honorável os leva a escandalizar-se ante a atitude de Cristo que, levado pelo seu coração misericordioso, não se deixa amarrar pelo formalismo de uma lei, e quer devolver a saúde a quem carecia dela.
Os fariseus se dão conta de que sua conduta hipócrita não é justificável e, por isso, calam. Nesta parte resplandece uma clara lição: a necessidade de entender que a santidade é seguimento de Cristo –até o enamorar-se plenamente- e não frio cumprimento legal de uns preceitos. Os mandamentos são santos porque procedem diretamente da Sabedoria infinita de Deus, mas que é possível vive-los de uma maneira legalista e vazia, e então se dá a incongruência –autêntico sarcasmo- de pretender seguir a Deus para terminar indo atrás de nós mesmo.
Deixemos que a encantadora simplicidade da Virgem Maria se imponha nas nossas vidas.
SANTO
DO DIA
SÃO MARTINHO DE LIMA (OU DE PORRES)
Martinho de Lima conviveu com a injustiça social desde
seu nascimento no dia 09 de dezembro de 1579. Filho de um cavaleiro espanhol e
de uma ex-escrava negra, o menino foi rejeitado pelo pai e pelos parentes, por
ser negro. Tanto que, na sua certidão de batismo constou "pai
ignorado".
Aos oito anos de idade, Martinho
se tornou aprendiz de barbeiro-cirurgião, mas a vocação religiosa lhe falou
mais alto. Entretanto pelo fato de ser negro demorou ser aceito no seminário.
Só a muito custo conseguiu entrar como oblato num convento dos dominicanos.
Encarregava-se dos mais humildes
trabalhos do convento e era barbeiro e enfermeiro dos seus irmãos de hábito.
Conhecedor profundo de ervas e remédios, devido à aprendizagem que tivera,
socorria todos os doentes pobres da região, principalmente os negros como ele.
Segundo a tradição Martinho recebeu muitos dons, como a dom da cura e o dom de
estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Morreu aos sessenta anos, no dia
03 de novembro de 1639, após contrair uma grave febre. Porém, o padre negro dos
milagres, como era chamado pelo povo pobre, deixou sua marca e semente, além da
vida inteira dedicada aos desamparados. Com as esmolas recebidas fundou em
Lima, um colégio só para o ensino das crianças pobres, o primeiro do Novo
Mundo.(Colaboração: Padre Evaldo César de
Souza, CSsR)
REFLEXÃO : São
Martinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no Amor, conseguia servir a
Cristo no próximo. Mendigo por amor aos mendigos, São Martinho de Lima,
destacou-se pela humildade, piedade e caridade. Numa sociedade preconceituosa,
Martinho manisfestou a predileção de Deus pelos mais pobres e sofredores.
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