REDAÇÃO CENTRAL, 19 Mar. 18 / 06:00 am (ACI).-
Em um dia como hoje, há cinco anos, o Papa Francisco iniciou o seu pontificado
na Solenidade de São José. Conheça as razões do Pontífice para ter escolhido
esta data, como é a sua relação com o Santo Custódio e como neste tempo
promoveu a sua devoção.
No dia 19 de março
de 2013, a Praça São Pedro em Roma aclamava o Papa ao início de seu pontificado
a serviço da Igreja e do mundo. Nessa ocasião, o
Pontífice disse: “Dou graças ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de começo do ministério petrino na
Solenidade de São José, esposo da Virgem
Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência muito
rica de significado”.
“Também o Papa,
para exercer o poder, deve entrar cada vez mais nesse serviço que tem o seu
cume luminoso na cruz; deve colocar o seu olhar no serviço humilde, concreto,
rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para proteger a todo o
Povo de Deus e acolher com carinho e ternura toda a humanidade”, destacou.
Meses depois, o
Papa Francisco, através de um decreto da Congregação para o Culto Divino e a
Disciplina dos Sacramentos, decidiu realizar uma pequena
modificação nas orações da Missa para promover a devoção a São José.
Concretamente, com
esta modificação, o Santo Custódio é mencionado nas Preces Eucarísticas II, III
e IV da terceira edição típica do Missal Romano, colocando-se depois do nome da
Virgem Maria.
Posteriormente, em
uma cerimônia onde esteve acompanhado de Bento
XVI, o Papa Francisco consagrou o Estado da Cidade do Vaticano a São
José e a São Miguel Arcanjo.
Em 19 de março de
2014, voltou a fazer referência a São José dizendo que “é o modelo do educador,
do pai e do sacerdote. Assim, encomendo à sua proteção todos os pais, os
sacerdotes – que também são pais – e aqueles que têm um papel educativo na
Igreja e na sociedade”.
Durante sua viagem
às Filipinas no começo de 2015, o Pontífice fez uma reflexão sobre as três
lições que São José dá às famílias do mundo inteiro: são o descansar no Senhor
na oração, crescer com Jesus e Santa Maria e ser uma voz profética na
sociedade.
Nesta ocasião,
revelou um de seus segredos mais guardados. “Eu gosto muito de São José porque
é um homem forte de silêncio. Na minha escrivaninha tenho uma imagem de São
José dormindo e dormindo cuida da Igreja. Sim, pode fazê-lo, sabemos”, indicou
o Santo Padre.
“Quando tenho um
problema, uma dificuldade, escrevo um papelzinho e o coloco debaixo de São José
para que o sonhe. Isto significa para que reze por este problema”, acrescentou.
No voo de volta de
Estrasburgo (França) ao Vaticano, depois de sua visita ao Parlamento Europeu e
ao Conselho da Europa, o Pontífice disse: “Todas as vezes que pedi alguma coisa
para São José, ele me concedeu”.
ORAÇÃO
Deus de bondade, que fazeis tudo
de bom para o ser humano e a cada um de nós acolheis com paternal afeição,
concedei-nos, pela intercessão de são Teodósio, a graça de entregar em vossas
mãos as nossas dificuldades e dai-nos a dom da confiança absoluta no vosso
amor. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
EVANGELHO (JO 8,21-30)
O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo †
segundo João.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos
fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para
onde eu vou, vós não podeis ir”.22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se
matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?”
23Jesus continuou: “Vós sois
daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.
24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu
sou, morrereis nos vossos pecados”.
25Perguntaram-lhe pois: “Quem és
tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas
coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é
fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”.27Eles não
compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou:
“Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que
nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele
que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que
é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele. —
Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Recadinho: - Conheço
alguém que é importante e sabe ser humilde? - Sou sempre firme e perseverante
em minha Fé? - Sou ao mesmo tempo justo e misericordioso? - Vivo em paz com
todos? - Procuro defender os que sofrem e os que são desprezados pela
sociedade?
(Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R)
«Quando tiverdes elevado o Filho do
Homem, então sabereis que ‘eu sou’»
Rev. D. Josep Mª MANRESA Lamarca (Valldoreix,
Barcelona, Espanha)
Hoje, Terça-feira V da Quaresma, a uma semana da contemplação
da Paixão do Senhor, Ele nos convida a olhar-lhe antecipadamente redimindo-nos
desde a Cruz. «Jesus Cristo é nosso pontífice, seu corpo precioso é nosso
sacrifício que Ele ofereceu na ara da Cruz para a salvação de todos os homens»
(São João Fisher).
«Quando tiverdes elevado o Filho do Homem...» (Jo 8,28). Efetivamente, Cristo Crucificado —Cristo “levantado”!— é o grande e definitivo signo do amor do Pai à Humanidade caída. Seus braços abertos, estendidos entre o céu e a terra, traçam o signo indelével da sua amizade com nós os homens. Ao lhe ver assim, alçado ante o nosso olhar pecador, saberemos que Ele é (cf. Jo 8,28), e então, como aqueles judeus que o escutavam, também nós creremos Nele.
Só a amizade de quem está familiarizado com a Cruz pode proporcionar-nos o adequado para adentrar-nos no Coração do Redentor. Pretender um Evangelho sem Cruz, despojado do sentido cristão da mortificação, ou contagiado do ambiente pagão e naturalista que nos impede entender o valor redentor do sofrimento, colocaria-nos na terrível posibilidade de ouvir dos lábios de Cristo: «Depois de tudo, para que seguir falando-vos?».
Que o nosso olhar à Cruz, olhar sossegado e contemplativo, seja uma pergunta ao Crucificado, em que sem o ruído de palavras lhe digamos: «Quem és tu, então?(Jo 8,25).Ele nos responderá que é «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida»(Jo 14,6), a Videira à qual sem estar unidos, nós, pobres ramos, não poderemos dar fruto, porque só Ele tem palavras de vida eterna. E assim, se não cremos que Ele é, morreremos pelos nossos pecados. Viveremos, no entanto, e viveremos já nesta terra vida de céu se aprendemos Dele a gozosa certeza de que o Pai está conosco, não nos deixa sozinhos. Assim imitaremos o Filho em fazer sempre o que agrada-lhe ao Pai.
«Quando tiverdes elevado o Filho do Homem...» (Jo 8,28). Efetivamente, Cristo Crucificado —Cristo “levantado”!— é o grande e definitivo signo do amor do Pai à Humanidade caída. Seus braços abertos, estendidos entre o céu e a terra, traçam o signo indelével da sua amizade com nós os homens. Ao lhe ver assim, alçado ante o nosso olhar pecador, saberemos que Ele é (cf. Jo 8,28), e então, como aqueles judeus que o escutavam, também nós creremos Nele.
Só a amizade de quem está familiarizado com a Cruz pode proporcionar-nos o adequado para adentrar-nos no Coração do Redentor. Pretender um Evangelho sem Cruz, despojado do sentido cristão da mortificação, ou contagiado do ambiente pagão e naturalista que nos impede entender o valor redentor do sofrimento, colocaria-nos na terrível posibilidade de ouvir dos lábios de Cristo: «Depois de tudo, para que seguir falando-vos?».
Que o nosso olhar à Cruz, olhar sossegado e contemplativo, seja uma pergunta ao Crucificado, em que sem o ruído de palavras lhe digamos: «Quem és tu, então?(Jo 8,25).Ele nos responderá que é «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida»(Jo 14,6), a Videira à qual sem estar unidos, nós, pobres ramos, não poderemos dar fruto, porque só Ele tem palavras de vida eterna. E assim, se não cremos que Ele é, morreremos pelos nossos pecados. Viveremos, no entanto, e viveremos já nesta terra vida de céu se aprendemos Dele a gozosa certeza de que o Pai está conosco, não nos deixa sozinhos. Assim imitaremos o Filho em fazer sempre o que agrada-lhe ao Pai.
SANTO DO DIA
SÃO TEODÓSIO

Teodósio viajou para a Terra
Santa onde consagrou-se à vida religiosa num convento próximo à Torre de Davi.
Ficou responsável por uma igreja, por causa do seu progresso na vida monástica
e na santidade. Devido às numerosas visitas retirou-se Teodósio para a solidão
e intensa vida de penitência que durou trinta anos.
O santo realizou seu trabalho com
muita sabedoria e humildade, e foi testemunho de uma vida santa e cheia de
oração, o que motivou a outros jovens a tornarem-se religiosos.
Acabou organizando o regulamento
de uma comunidade que em pouco tempo tornou-se uma aldeia com quatrocentos
monges; hospedaria e setores masculinos, feminino, além de um setor para
doentes mentais. Entregue nas mãos Providentes do Pai, nada do necessário
faltava na comunidade do caridoso e pacífico Teodósio.
Com fama de santidade Teodósio
era amigo de São Sabas e outros homens de Deus. Foi nomeado superior dos monges
da Palestina e não deixou de combater as heresias e sofrer perseguições. Morreu
com 105 anos de idade e teve seu corpo depositado numa gruta escolhido por ele
mesmo.(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO :
A vida monástica vive apoiada em
duas colunas: oração e trabalho. São Teodósio soube equilibrar na sua vida
estes dois elementos, sendo um homem de profunda oração e dotado de um espírito
laborioso e criativo. Com poucos recursos, São Teodósio conseguiu montar vários
mosteiros e até mesmo um hospital para doentes mentais. Nem sempre confiamos na
providência de Deus e queremos resolver tudo confiando somente em nossas
forças. Com isso, nossos objetivos nem sempre são alcançados. Peçamos a
intercessão de são Teodósio para que aprendamos a entregar nossas preocupações
nas mãos de Deus.
Tjl# = acidigital.com – a12.com –
evangeli.net
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