Papa
durante a Missa. Foto: Vatican Media
Vaticano, 25 Mai.
18 / 09:48 am (ACI).- Na manhã de hoje, a Missa na capela da casa Santa Marta foi
celebrada diante da presença de um relicário com as lágrimas de Nossa Senhora
de Siracusa, uma das devoções mais importantes da Itália, e Papa Francisco
manifestou o desejo de ter a capacidade de chorar pelos próprios pecados.
O Papa explicou da
seguinte maneira: “Trouxeram de Siracusa a relíquia das lágrimas de Nossa
Senhora. Hoje estão aqui, e rezemos a Nossa Senhora para que nos dê e também à
humanidade necessitada o dom das lágrimas, que nós possamos chorar: pelos nossos
pecados e por tantas calamidades que provocam sofrimento ao povo de Deus e aos
filhos de Deus”.
Na presença do
Pontífice, uma religiosa contou brevemente a história que começou em 1953,
quando em uma casa humilde na cidade siciliana de Siracusa, um quadro do
coração imaculado e doloroso de Maria derramou lágrimas humanas.
Na casa viviam os
jovens esposos Angelo Iannuso e Antonia Lucia Giusti, que estava no sexto mês
de gravidez. A mulher sofria de uma doença grave e, apesar disso, ela seguiu
com a gravidez, arriscando inclusive a própria vida para
salvar o menino que estava em seu ventre.
Desde o momento em
que viu Nossa Senhora chorar, em 29 de agosto de 1953, não teve mais problemas
e deu à luz no dia do Natal.
ORAÇÃO
Ó Deus, que pelo amor ao ser
humano, fizeste brilhar no mundo a força de Santa Úrsula, fazei-nos recorrer à
sua proteção e encontrar motivos para dispensar nossos dias ao serviço dos mais
abandonados. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
EVANGELHO (MC 10,28-31)
O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus
Cristo † segundo Marcos.
Glória
a vós, Senhor!
Naquele tempo, 28começou Pedro a
dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. 29Respondeu Jesus:
“Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos,
campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora,
durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com
perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.
31Muitos que agora são os
primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os
primeiros”. — Palavra da Salvação. Glória
a vós, Senhor!
«Todo
aquele que deixa casa, por causa de mim e do Evangelho, recebe cem vezes mais
agora, durante esta vida ,e, no mundo futuro, vida eterna»
Rev. D. Jordi SOTORRA i
Garriga (Sabadell, Barcelona, Espanha)
Hoje, como
aquele amo que ia todas as manhãs à praça procurar trabalhadores para a sua
vinha, o Senhor procura discípulos, seguidores, amigos. A sua chamada é
universal. É uma oferta fascinante! O Senhor dá-nos confiança. Mas põe uma
condição para ser seus discípulos, condição essa que nos pode desanimar: temos
que deixar «casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim e
do evangelho» (Mc 10,29).
Não há contrapartida? Não haverá recompensa? Isto aporta algum benefício? Pedro, em nome dos Apóstolos, recorda ao Maestro: «Nós deixamos tudo e te seguimos» (Mc 10,28), como querendo dizer: que ganharemos com tudo isto?
A promessa do Senhor é generosa: «recebe cem vezes mais agora, durante esta vida (…); e, no mundo futuro, vida eterna» (Mc 10,30). Ele não se deixa ganhar em generosidade. Mas acrescenta: «com perseguições». Jesus é realista e não quer enganar. Ser seu discípulo, se o formos de verdade, nos trarão dificuldades, problemas. Mas Jesus considera as perseguições e as dificuldades como um prêmio, pois nos fazem crescer, se as soubermos aceitar e vive-las como uma ocasião para ganhar maturidade e responsabilidade. Tudo aquilo que é motivo de sacrifício assemelha-nos a Jesus Cristo que nos salva pela sua morte em Cruz.
Estamos sempre a tempo para revisar a nossa vida e aproximar-nos mais de Jesus Cristo. Estes tempos, todo o tempo permitem-nos —através da oração e dos sacramentos— averiguar se entre os discípulos que Ele procura estamos nós, e veremos também qual deve ser a nossa resposta a esta chamada. Ao lado de respostas radicais (como a dos Apóstolos) há outras. Para muitos, «deixar casa, irmãos, irmãs, mãe…» significará deixar tudo aquilo que nos impeça de viver em profundidade a amizade de Jesus Cristo e, como consequência, ser-lhe seus testemunhos perante o mundo. E isso é urgente, não achas?
Não há contrapartida? Não haverá recompensa? Isto aporta algum benefício? Pedro, em nome dos Apóstolos, recorda ao Maestro: «Nós deixamos tudo e te seguimos» (Mc 10,28), como querendo dizer: que ganharemos com tudo isto?
A promessa do Senhor é generosa: «recebe cem vezes mais agora, durante esta vida (…); e, no mundo futuro, vida eterna» (Mc 10,30). Ele não se deixa ganhar em generosidade. Mas acrescenta: «com perseguições». Jesus é realista e não quer enganar. Ser seu discípulo, se o formos de verdade, nos trarão dificuldades, problemas. Mas Jesus considera as perseguições e as dificuldades como um prêmio, pois nos fazem crescer, se as soubermos aceitar e vive-las como uma ocasião para ganhar maturidade e responsabilidade. Tudo aquilo que é motivo de sacrifício assemelha-nos a Jesus Cristo que nos salva pela sua morte em Cruz.
Estamos sempre a tempo para revisar a nossa vida e aproximar-nos mais de Jesus Cristo. Estes tempos, todo o tempo permitem-nos —através da oração e dos sacramentos— averiguar se entre os discípulos que Ele procura estamos nós, e veremos também qual deve ser a nossa resposta a esta chamada. Ao lado de respostas radicais (como a dos Apóstolos) há outras. Para muitos, «deixar casa, irmãos, irmãs, mãe…» significará deixar tudo aquilo que nos impeça de viver em profundidade a amizade de Jesus Cristo e, como consequência, ser-lhe seus testemunhos perante o mundo. E isso é urgente, não achas?
SANTO DO DIA
SANTA ÚRSULA LEDOCHOWSKA
Júlia Ledochowska nasceu em 17 de
abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses, que residiam na Áustria. Aos
vinte e um anos, pronunciou os votos definitivos, tomando o nome de Úrsula.
Ativa educadora, fundou um
pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação
das Filhas de Maria. Após ocupar a função de superiora do seu convento por
quatro anos, foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em
Petersburgo, na Rússia, para dirigir um internato de estudantes polonesas
exiladas. Fundou também uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um
pensionato e uma escola ao ar livre.
Sua cidadania e origem austríaca
a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa, durante a Primeira
Guerra Mundial. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses
perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando então regressou para o seu
convento na Polônia.
Em 1920, fundou uma nova ordem:
as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar
assistência aos jovens abandonados e cuidar dos pobres, velhos e crianças.
Quando Madre Úrsula morreu, já
existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros,
todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês.
Faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939.(Colaboração:
Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
REFLEXÃO: Úrsula foi educadora, apóstola, missionária, pioneira do
ecumenismo nos países escandinavos, criadora de um novo estilo de vida
religiosa e de formas de apostolado, dirigido sobretudo para os mais
necessitados, que fizeram dela uma precursora da renovação e atualização do
espírito da vida religiosa feminina. Rezemos hoje por todas as mulheres que
dedicam sua vida aos mais abandonados, sobretudo por aquelas que se consagram
através dos votos religiosos.
TJL@ - ACIDIGITAL.COM A12.COM-
EVANGELI.NET – DOMTOTAL.COM
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